Coronavírus: Bolsonaro diz que não há ″motivo para pânico″ | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 07.03.2020
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Brasil

Coronavírus: Bolsonaro diz que não há "motivo para pânico"

Número de casos do novo coronavírus chega a 14 no Brasil - seis a mais do que em relação ao último balanço. Há ainda 768 casos suspeitos.

O número de casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19) chegou a 14 no Brasil neste sábado (07/03). Há ainda 768 casos suspeitos e outros 189 foram descartados pelas autoridades de saúde. O resultado marca um aumento e seis pacientes infectados pelo vírus desde o último balanço, divulgado na quinta-feira.

Na sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro fez um pronunciamento transmitido em rede nacional e afirmou que, ainda que a crise do novo coronavírus possa se agravar, "não há motivo para pânico"

"O momento é de união. Ainda que o problema possa se agravar, não há motivo para pânico. Seguir rigorosamente as recomendações dos especialistas é a melhor medida de proteção", declarou o presidente.

O Brasil foi o primeiro país da América do Sul a lidar com a enfermidade e, de acordo com o presidente, reforçou o sistema de vigilância em portos, aeroportos e unidades de saúde. Bolsonaro destacou que o governo também vem transmitindo informações diárias e transparentes a estados e municípios.

Novos casos

Um dos novos casos foi registrado na Bahia. Uma mulher de 34 anos, residente da cidade de Lauro de Freitas, que teve o diagnóstico depois de viagem pela Itália, onde passou pelas cidades de Milão e Roma. Embora esteja assintomática, ela se encontra isolada em casa, sob observação das autoridades de saúde.

Os outros quatro novos casos foram identificados em São Paulo, totalizando dez pacientes com o vírus no estado. Completam a lista dois no Rio de Janeiro e um no Espírito Santo. No Distrito Federal um teste acusou a infecção, mas a secretaria de saúde ainda aguarda a contraprova.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, uma escola internacional de elite, decidiu fechar sua unidade na capital paulista após um aluno testar positivo para o coronavírus.

Avaliação

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, informou que o país não fará mais a definição de casos suspeitos pela origem do paciente, passando a considerar todas as pessoas vindas de voos da América do Norte, Europa, Ásia e Austrália. No caso da América do Sul e África, o cuidado pode ocorrer caso um país vire foco do vírus.

"Nexo internacional facilita muito a classificação de suspeitos e excluídos. No momento que qualquer viagem internacional nos últimos 14 dias fica mais fácil classificar o indivíduo. Isso produz mais eficiência para o sistema”, argumentou o diretor do departamento de imunização e doenças transmissíveis da pasta, Júlio Croda.

O titular da Saúde adiantou ainda que, embora não seja possível prever com exatidão, a perspectiva é que em breve haja o começo de transmissão comunitária, quando não é possível identificar a cadeia de transmissão e o primeiro infectado. Essa condição torna a investigação e o combate mais complexos, uma vez que não permite mais mapear as pessoas que entraram em contato com indivíduos infectados.

Atendimento

Mandetta considerou que agora uma das preocupações é com o atendimento. Isso porque a infecção tem caráter prolongado, o que ocupa profissionais e leitos hospitalares. Por isso, a orientação é que procurem as unidades de saúde pessoas com sintomas da contração do vírus.

"É um quadro clínico arrastado, quando internam em hospitais, pacientes permanecem por período prolongado. Não rodam os leitos. É diferente de gripe, em que pessoa fica de cama 2, 3 dias. Este momento é das pessoas evitarem o hospital. Se conseguirmos trabalhar hospital para quem necessita, acho que temos condições de atravessar com números de leitos que precisamos”, recomendou.

Medidas

A partir dessa avaliação, o Ministério da Saúde anunciou que pretende agilizar a habilitação dos leitos. O procedimento consiste em reconhecer aqueles em funcionamento e iniciar o pagamento pelos serviços envolvendo esses recursos. A equipe da pasta informou que vai dialogar com secretarias estaduais para facilitar os retornos e medicação de pacientes com doenças crônicas para liberar profissionais e estrutura de atendimento.

Na segunda-feira, deverá ser editada uma norma regulamentando o isolamento domiciliar. "Mantemos recomendação para que pessoas com quadro gripal que é melhor perder dia de trabalho, mas que pessoas tomem medidas de autocuidado em relação a sua saúde respiratória. Nós temos orientado para que aquelas unidades de trabalho que possam fazer uso de trabalho em casa, usem”, acrescentou o ministro.

Será montado um comitê com o Tribunal de Contas da União (TCU) para avaliar os procedimentos de contratação e aquisição de insumos de forma flexibilizada em razão da demanda. Já a campanha de imunização contra a gripe está mantida para início no dia 23 de março em todo o país, começando com públicos-alvo, como gestantes, crianças e idosos.

JPS/ab/ots

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