Coreia do Norte ataca Mike Pompeo | Notícias internacionais e análises | DW | 31.08.2019
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Mundo

Coreia do Norte ataca Mike Pompeo

Pyongyang diz que secretário de Estado dos EUA testa paciência do regime de Kim Jong-un com "comentário impensado" e alerta que esperança de diálogo com governo americano está "desaparecendo".

Ditador norte-coreano, Kim Jong-un, vistoria obras, junto de auxiliares militares

Ditador norte-coreano, Kim Jong-un: regime em Pyongyang pressiona por afastamento de Pompeo das negociações nucleares

Uma alta funcionária da Coreia do Norte criticou neste sábado (31/09) o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, e alertou que a esperança de diálogo com os Estados Unidos está "desaparecendo".

"Nossa esperança no diálogo com os Estados Unidos está desaparecendo, e isso nos leva a uma situação em que devemos reconsiderar todas as medidas que tomamos até agora", afirmou a primeira vice-ministra do Exterior da Coreia do Norte Choe Son-Hui, em comunicado divulgado pela agência oficial norte-coreana de notícias, KCNA

Na terça-feira passada, durante um evento para veteranos de guerra nos EUA, Pompeo disse que a administração do presidente americano, Donald Trump, reconhece o "comportamento desonesto" da Coreia do Norte, se referindo aos testes de mísseis realizados nos últimos meses. Ele acrescentou que esta atitude do governo norte-coreano não pode "ser ignorada" pelos EUA.

Choe qualificou o comentário de Pompeo como "impensado" e assegurou que a declaração do americano dificulta a possibilidade de que Washington e Pyongyang retomem contatos visando uma nova cúpula entre Trump e o ditador norte-coreano, Kim Jong-un.

Ela disse que os Estados Unidos "devem parar de testar nossa paciência com tais manifestações, que nos irritam, se não quiser se arrepender amargamente depois".

As negociações nucleares estão paradas desde a cúpula entre Trump e Kim no Vietnã em fevereiro, interrompida inesperadamente depois que o lado americano rejeitou a exigência da Coreia do Norte de um amplo alívio das sanções, em troca de uma renúncia de suas capacidades nucleares.

Desde então, Pyongyang tem exigido repetidamente que Washington retire Pompeo das negociações nucleares, acusando-o de manter uma postura linha-dura em relação às sanções e de distorcer declarações de Pyongyang, evitando, entretanto, críticas diretas a Trump.

MD/ap/efe

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