Congresso visa fomentar nomenclatura portuguesa para a informática | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 25.01.2002
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Economia

Congresso visa fomentar nomenclatura portuguesa para a informática

A Associação Portuguesa de Empresas de Tradução (APET) promove uma conferência sobre terminologia da informártica em Lisboa.

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Os anglicismos predominam no setor da informática

A língua portuguesa não tem acompanhado o desenvolvimento tecnológico, sobretudo na área de informática, tornando-se cada vez mais freqüente a adoção de palavras estrangeiras, sobretudo anglicismos, assinalou a presidenta da Associação Portuguesa de Empresas de Tradução (APET), Fátima Castanheira. Na Conferência Internacional sobre Terminologia, que se realiza nesta sexta-feira (25/01) e no sábado, deve ser debatida a necessidade de definir em português os termos para classificar "novos produtos ou fenômenos" que vão surgindo no mercado.

O grande objetivo do encontro é "sensibilizar os setores industrial e empresarial para a necessidade de investir na área da terminologia". Como exemplos, Fátima Castanheira lembrou que usualmente se usam palavras como upload, download, e- mail ou feedback, em vez de carregar, baixar, correio eletrônico ou reação. O problema nem sequer está, na sua opinião, em "criar novas palavras, uma vez que a língua portuguesa é riquíssima, mas em atribui-las a produtos novos".

Nomenclatura vernácula tem vantagens econômicas

Fátima Castanheira apontou ainda as vantagens econômicas que um investimento na terminologia trariam. Para a presidenta da APET, um "bom exemplo" é a Oracle (multinacional da área da informática), que tem "uma equipe responsável pela designação das várias peças de um produto desde a sua fabricação, de forma a que quando chega ao fim já está designado em todas as suas vertentes. Quando o produto está pronto, toda a sua nomenclatura é traduzida por especialistas de terminologia, nos vários países cujos mercados a empresa quer conquistar".

O que acontece muitas vezes com empresas que não têm este tipo de organização é que, quando um produto chega ao fim do seu desenvolvimento, perde-se tempo para classificá-lo, disse Fátima Castanheira. Ela considera que "é preciso fazer algo para dinamizar e modernizar a língua portuguesa e acompanhar a evolução", sob pena de o português se transformar "numa amálgama de várias línguas".

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