Chefe da agência de proteção ambiental dos EUA renuncia | Notícias internacionais e análises | DW | 06.07.2018
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Estados Unidos

Chefe da agência de proteção ambiental dos EUA renuncia

Trump diz ter aceitado saída de Scott Puitt, que é investigado por uma série de escândalos no cargo e vinha trabalhando para desmantelar os regulamentos ambientais da era Obama.

Scott Pruitt, ex-chefe da EPA

Scott Pruitt, ex-chefe da EPA

O chefe da Agência de Proteção Ambiental (EPA) americana, Scott Pruitt, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (05/07). Ele é investigado por uma série de escândalos no comando do órgão. 

Entre as polêmicas em que Pruitt se envolveu estão a repetida compra de passagens de primeira classe com dinheiro público e o fato de ter alugado uma casa para um grupo de lobistas do setor de energia por um valor muito abaixo do mercado.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que aceitou a renúncia. "Scott fez um trabalho extraordinário [na EPA] e sempre serei grato por isso", afirmou o presidente americano no Twitter.

Trump também usou a rede social para anunciar que Pruitt será substituído pelo vice de Pruitt, Andrew Wheeler, um ex-lobista da indústria do carvão que assumirá o comando da EPA interinamente.

"Não tenho dúvida de que Andy irá continuar com os nossos grandes e duráveis planos para EPA. Nós fizemos um progresso tremendo, e o futuro da EPA é brilhante", escreveu o presidente.

O nome de Pruitt está há meses entre as apostas de quem seria o próximo integrante da administração Trump a deixar a Casa Branca, devido às várias acusações de irregularidades, que provocaram aberturas mais de uma dúzia de investigações pelo Congresso e também pelo Escritório de Ética do Governo (OGE).

Apesar de o número de casos ter aumentado ao longo dos meses, Trump sempre mostrou apoio a Pruitt, considerado um dos membros mais leais do governo e um dos que implementaram com mais afinco as políticas defendidas pelo presidente americano.

No início da semana, a imprensa americana noticiou que Pruitt tinha pressionado seus subordinados para procurar um emprego bem remunerado para sua esposa, Marlyn Pruitt. Segundo fontes da Casa Branca, a notícia foi o estopim para a paciência de Trump.

O chefe de gabinete da Casa Branca, John Kelly, e outros funcionários pressionaram para que Pruitt apresentasse sua renúncia, disse um alto funcionário da administração em condição de anonimato.

Conversando com repórteres no Air Force One, Trump continuou a elogiar o ex-chefe da EPA, dizendo que não houve uma "gota d'água" para a demissão e que ele não pediu a renúncia de Pruitt.

"Scott é um cara fantástico", disse Trump. "Ele veio até mim e disse ‘tenho tanta confiança na administração, eu não quero ser uma distração'. Ele vai e fará grandes coisas e terá uma vida maravilhosa, espero", afirmou o presidente.

Ex-procurador geral de Oklahoma e próximo à indústria de petróleo e gás, Pruitt havia entrado com mais de uma dúzia de ações judiciais contra a agência que ele foi escolhido para liderar. Chegando a Washington, ele trabalhou implacavelmente para desmantelar os regulamentos ambientais da era Obama que tinham como meta reduzir a poluição e as emissões de carbono, as quais contribuem para o aquecimento global.

MD/efe/ap

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