CDU quer fim da dupla cidadania para filhos de imigrantes | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 07.12.2016
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Alemanha

CDU quer fim da dupla cidadania para filhos de imigrantes

Base do partido se rebela contra liderança e propõe fim da dupla cidadania para filhos de imigrantes, uma regra que afeta principalmente famílias turcas. Merkel diz que não há maioria parlamentar para mudança.

CDU Parteitag in Essen - Merkel und Tauber (Reuters/K. Pfaffenbach)

Angela Merkel e o líder do CDU, Peter Tauber, votam em convenção do partido

A base da União Democrata Cristã (CDU), partido da chanceler federal alemã, Angela Merkel, manifestou-se nesta quarta-feira (07/12) a favor de revogar a regra, acertada com o parceiro de coalizão Partido Social-Democrata (SPD) e implementada em 2014, que permite a dupla cidadania a filhos de imigrantes nascidos na Alemanha.

O congresso do partido, que transcorre em Essen, adotou por 319 votos a favor e 300 contra a proposta de revogação da atual norma, apresentada pela ala jovem, a Juventude da União. Na prática, a decisão não deverá ter nenhum efeito, pois para virar lei necessita do apoio de outros partidos.

A regra em questão vale apenas jovens nascidos na Alemanha de pai e mãe estrangeiros. Até 2014, eles eram obrigados a escolher entre a cidadania dos pais e a alemã. Essa decisão deveria ser tomada entre os 18 e os 23 anos. Em 2014, a obrigatoriedade de escolha foi abolida, e essas pessoas podem hoje manter as duas cidadanias.

A mudança afetou principalmente os filhos de pais turcos, já que a lei sempre previu exceções para uma série de países, por exemplo os da União Europeia e a Suíça. Filhos de pai e mães suíços ou de qualquer país da União Europeia podiam – e ainda podem – ter dupla nacionalidade e não precisam optar entre uma e outra.

Agora, os delegados da CDU querem o retorno da chamada "obrigatoriedade de opção", que força esses filhos de imigrantes nascidos no país a escolherem entre um dos passaportes até os 23 anos.

O ministro do Interior, Thomas de Maizière, defendeu perante o congresso a norma vigente, mas a maioria dos delegados pronunciou-se contra. A chanceler federal Angela Merkel também se declarou contra e disse que, de qualquer forma, a modificação não é possível, pois precisaria do apoio do SPD.

IP/afp/dpa/lusa

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