Campeã em energia renovável | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 12.06.2003
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Economia

Campeã em energia renovável

Até 2050, as energias renováveis devem abastecer pelo menos 50% do consumo mundial de eletricidade, segundo um estudo da Shell. Ao lado do Japão, a Dinamarca e os EUA, a Alemanha é um dos líderes mundiais do setor.

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Casa com teto solar

A participação do Partido Verde no governo deu grande impulso às energias renováveis na Alemanha, o projeto que mais atenção mereceu de parte do ministro do Meio Ambiente, Jürgen Trittin. Os programas estatais de incentivo, lançados a partir de 1998, provocaram um verdadeiro boom das energias eólica e solar.

Com isso, a Alemanha projetou-se na liderança mundial do setor, apesar das dificuldades econômicas dos últimos anos. Na energia eólica ela é a número um, com 14 mil cataventos e instalações em funcionamento, o que corresponde a um terço da energia mundialmente produzida.

Leis favoreceram desenvolvimento

Os alemães também têm objetivos ambiciosos quanto à energia solar. Carsten König, gerente da Associação de Empresas Produtoras de Energia Solar, mostrou-se otimista em entrevista à Deutsche Welle. "Temos mais de mil empresas trabalhando no setor na Alemanha. Entretanto subimos para o segundo lugar, após o Japão. Faz algumas semanas, ultrapassamos os Estados Unidos na capacidade instalada de usinas e sistemas de energia solar. Acho que estamos no caminho certo. A Alemanha já conseguiu ser líder mundial da energia eólica e estamos confiantes de que também conseguirá na energia solar."

As leis de energias renováveis de 1998 e 2000 garantem aos geradores das "energias ecológicas" 0,48 euro por quilowatt/hora, um preço bem acima dos 3 a 5 cents pagos pelas fontes tradicionais. Por isso, não é de se admirar a rápida multiplicação dos cataventos, cuja capacidade aumentou 22% no ano passado. Empresas como Nordex, Plambeck e Energiekontor conseguiram milhões de euros na bolsa para financiar seus planos de expansão.

Parques offshore ainda são problema

O que está freando a euforia agora é a falta de lugar para mais instalações de energia eólica. Nas gavetas das firmas há vários planos para grandes parques na costa do Mar do Norte. No entanto, a parte técnica dos projetos offshore é terreno novo e nem sempre o financiamento está garantido.

Até 2004 deverão estar prontos 12 cataventos gigantes, a 50 quilômetros da ilha de Borkum. Diante de Sylt - ilha que atrai muitos turistas alemães - outros 80 já estão aprovados, enquanto dezenas de projetos esperam pelo ok das autoridades.

A energia solar já não se expande com o mesmo ritmo. Em 2002, foram construídos 65 mil tetos solares ou instalações fotovoltaicas - a metade de 2001. Apesar disso, contando com cinco milhões de m2 , a Alemanha continua em segundo lugar, após o Japão, em matéria de energia solar.

Nesse meio tempo, milhares de pessoas trabalham no setor, o que é motivo especial de satisfação para o ministro do Meio Ambiente: "Pouco antes de assumirmos o governo, em 1998, o último fabricante de células fotovoltaicas anunciou que deixaria o país por falta de mercado. Hoje, temos fábricas de instalações solares em Gelsenkirchen, Freiburg e uma terceira está prevista para ser construída em Hameln", exultou Jürgen Trittin. No entanto, a fábrica de Hameln não será construída, pois o governo estadual da Baixa Saxônia, nas mãos da oposição democrata-cristã, decidiu dar outra finalidade ao subsídios previstos de 1,3 milhão de euros.

Exportação de renováveis

No início do ano, entrou em funcionamento a maior usina fotovoltaica do mundo, em Hemau, perto de Regensburg (Baviera). Com uma potência de 4 megawatt, contudo, a energia gerada pela imensa instalação só é suficiente para abastecer essa cidade de 4.600 habitantes.

Apesar do impulso nos últimos anos, não se deve esquecer que o quinhão da energia solar no total da produção alemã ainda é inferior a 1%.O setor, porém, está otimista, principalmente devido à nova iniciativa do governo para a exportação de energias renováveis. Berlim destinou 28,5 milhões de euros, este ano, para o incentivo de projetos de abertura de mercados no exterior.

Uma boa notícia para os que apostaram nas energias solar e eólica na Alemanha chegou na quarta-feira (11/06), sob a forma de uma sentença do Supremo Tribunal Federal. Ela considerou constitucional o incentivo e a obrigatoriedade de as empresas comprarem a "energia ecológica", encerrando uma disputa entre os geradores de energia solar e eólica com as companhias distribuidoras.

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