Câmara dos Representantes cancela discurso de Trump | Notícias internacionais e análises | DW | 24.01.2019
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Estados Unidos

Câmara dos Representantes cancela discurso de Trump

Líder dos democratas alega questões de segurança geradas pela paralisação da máquina estatal para proibir tradicional pronunciamento do presidente dos EUA no Congresso. Trump critica Pelosi após decisão.

Nancy Pelosi

Pelosi é figura-chave da oposição à agenda de Trump

A líder democrata na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, cancelou nesta terça-feira (23/01) o tradicional discurso do Estado da União que seria feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no Congresso na próxima semana.

Em carta enviada a Trump, Pelosi afirmou que só permitirá a realização do discurso do Estado da União no Congresso após o fim da paralisação que afeta o governo. A paralisação parcial do governo, também chamada de shutdown, é a mais longa da história americana e já dura 33 dias.

Pelosi alegou questões ligadas à segurança do evento, causadas pela paralisação parcial da máquina estatal, para pedir o adiamento do discurso. "Estou ansiosa para recebê-lo no Congresso em uma data mutuamente agradável quando o governo estiver reaberto", disse a democrata, que é figura-chave da oposição à agenda de Trump.

"O Estado da União foi cancelado por Nancy Pelosi porque ela não quer ouvir a verdade", disse Trump num evento na Casa Branca. O presidente afirmou ainda que a decisão é "triste" para o país, mas destacou que pensará numa alternativa. "Teremos uma resposta para Nancy Pelosi no seu devido tempo", acrescentou.

A relação entre Trump e Pelosi está tensa nas últimas semanas, marcada por trocas de acusações e críticas, uma consequência da paralisação que mantém há mais de um mês 25% do governo americano sem funcionar plenamente.

Após a sugestão de Pelosi de adiar o tradicional discurso devido ao impasse e por questões ligadas à segurança do evento, Trump respondeu com o cancelamento de uma viagem da líder democrata ao Afeganistão.

Governo paralisado

Em 22 de dezembro, o governo americano deu início ao fechamento de cerca de um quarto de seus serviços, depois de republicanos e democratas não terem chegado a um acordo orçamentário no Congresso sobre as exigências de Trump para o financiamento de um controverso muro na fronteira com o México.

Embora dias antes os parlamentares tivessem concordado com um orçamento, o presidente se negou a assiná-lo, uma vez que o documento não incluía os mais de 5 bilhões de dólares que ele havia exigido para a construção do muro, levando assim à atual paralisação.

shutdown atinge agências de dez departamentos do governo americano, incluindo Transporte e Justiça, assim como dezenas de parques nacionais.

Além disso, afeta cerca de 800 mil dos 2,1 milhões de funcionários do governo, que pararam de receber seus salários. Deles, 420 mil têm que comparecer ao trabalho, em serviços considerados "essenciais", enquanto o restante permanece em casa.

CN/efe/afp/ap

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