Bush pai e filho condenam racismo, ódio e antissemitismo | Notícias internacionais e análises | DW | 16.08.2017
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Estados Unidos

Bush pai e filho condenam racismo, ódio e antissemitismo

Em alusão à violência em Charlottesville, ex-presidentes republicanos citam Thomas Jefferson para afirmar que "todos somos criados iguais pelo nosso criador". Trump não é mencionado no comunicado.

George W. Bush

George W. Bush não costuma se manifestar sobre temas políticos atuais

Os ex-presidentes dos Estados Unidos George H. W. Bush e George W. Bush repudiaram nesta quarta-feira (16/08) o antissemitismo e o ódio após os violentos incidentes em Charlottesville, na Virgínia, aos quais o atual presidente, Donald Trump, reagiu de forma ambígua.

"Os Estados Unidos sempre devem rejeitar a intolerância racial, o antissemitismo e o ódio em todas as suas formas", afirmaram os dois ex-presidentes, pai e filho, em comunicado conjunto.

A mensagem não faz nenhuma referência explícita aos supremacistas brancos nem aos neonazistas e tampouco à polêmica reação inicial de Trump à violência em Charlottesville, que foi criticada por democratas e republicanos.

"Ao rezar por Charlottesville, lembremos as verdades fundamentais destacadas pelo cidadão mais proeminente dessa cidade [Thomas Jefferson] na Declaração de Independência: 'Todos somos criados iguais e dotados pelo nosso criador de direitos inalienáveis'. Sabemos que essas verdades são eternas porque vimos a decência e grandeza do nosso país", disseram os ex-presidentes.

A reação dos Bush, que não costumam se pronunciar sobre acontecimentos políticos do país, ocorreu quatro dias após o ex-presidente Barack Obama reagir aos incidentes em Charlottesville com uma frase de Nelson Mandela. "Ninguém nasce odiando uma outra pessoa por causa da cor da sua pele ou sua religião", escreveu Obama. A mensagem é a que recebeu mais "curtidas" na história do Twitter.

O ex-presidente Bill Clinton também reagiu sábado aos acontecimentos, ao escrever no Twitter que "mesmo quando se protege a liberdade de expressão e de reunião, há que se condenar o ódio, a violência e o ++supremacismo++ branco".

Outro integrante de destaque da família Bush, o ex-governador da Flórida e ex-pré-candidato presidencial republicano Jeb Bush, condenou explicitamente no sábado os supremacistas brancos e nesta terça-feira pediu a Trump que não "questione quem tem a culpa dos fatos de Charlottesville".

Nesta terça-feira, Trump comentou que a violência na cidade teve como culpados tanto os supremacistas brancos como os manifestantes que protestavam contra eles, o que provocou críticas de vários legisladores do Partido Republicano.

AS/efe/afp

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