Bush: Europa entrará em nova era com ampliação da Otan | Notícias internacionais e análises | DW | 06.07.2002
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Mundo

Bush: Europa entrará em nova era com ampliação da Otan

Reunidos na Letônia, os dez países candidatos reivindicam admissão simultânea na aliança militar. Porém, acredita-se que encontro em Praga, em novembro, aprovará por enquanto somente a entrada de sete.

Em breve, mais bandeiras devem tremular diante da sede da aliança em Bruxelas

Em breve, mais bandeiras devem tremular diante da sede da aliança em Bruxelas

Os dez candidatos a ingressar na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) – Albânia, Bulgária, Croácia, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Letônia, Lituânia, Macedônia e Romênia – entram na reta final de seus esforços para serem admitidos na aliança militar que reúne atualmente 17 países europeus, os Estados Unidos e o Canadá. Ao encerrar neste sábado sua reunião em Riga, capital letã, os chefes de governo dos dez candidatos conclamaram a Otan a promover uma ampla abertura da organização para o Leste europeu.

A decisão será tomada em novembro, na capital tcheca. "O encontro de Praga será o início de uma nova era na Europa e nas relações transatlânticas", prometeu o presidente norte-americano, George W. Bush, aos participantes da conferência em Riga através de uma gravação em vídeo.

De fato, a Otan ruma para um avanço histórico, ao incorporar países, que há 12 anos compunham o território do Pacto de Varsóvia, a antiga aliança militar inimiga. De lá para cá, o Leste Europeu abandonou o comunismo e afastou-se do papel de subserviência a Moscou.

Oficialmente, nove países são reconhecidos pela Otan como candidatos a ingresso. A Croácia, apesar de participar do chamado Grupo de Vilnius, só começou a negociar sua admissão recentemente. Os observadores consideram que sete países têm grandes chances de serem recebidos de portas abertas no encontro de Praga. Assim, a Otan promoveria a maior ampliação de seus 53 anos de história.

Os chefes de governo dos candidatos mostraram-se otimistas em Riga, com os avanços nas relações de seus países com a Otan. Em 2000, quando seus ministros do Exterior reuniram-se pela primeira vez para tratar do assunto em Vilnius, capital da Lituânia, o processo de ampliação tropeçava. A ex-superpotência Rússia resistia contra a expansão da aliança militar ocidental, liderada por Washington. Dentro da Otan, duvidava-se que os candidatos teriam condições de atingir os padrões militares e democráticos exigidos pela aliança.

Desde então, o Grupo Vilnius tem demonstrado solidariedade interna e apelado à Otan por uma medida radical, que acabasse de vez com a linha divisória da Europa em ocidental e oriental. Em Riga, os candidatos reafirmaram sua reivindicação de que todos sejam admitidos ao mesmo tempo e em breve na organização.

Em paralelo aos esforços diplomáticos, os governos do Leste Europeu procuraram aproximar-se na prática da Otan, colocando tropas à disposição para missões de paz na Bósnia e em Kosovo. Após os atentados a Nova York e Washington em 11 de setembro do ano passado, todos cerraram fileiras imediatamente com a aliança antiterror convocada por Bush. "Ali já agimos como aliados", argumenta Andris Berzins, primeiro-ministro da Letônia. E, atendendo outro requisito da Otan, muitos dos candidatos se aproximam da meta de destinar 2% de seu PIB para as Forças Armadas.

Os esforços têm sido reconhecidos pelos sócios da Otan, conforme se pode notar nas declarações enviadas à conferência em Riga. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, por exemplo, disse se empenhar "numa expansão tão ampla quanto possível".

Segundo diplomatas, as ex-repúblicas bálticas da União Soviética, Estônia, Letônia e Lituânia já estão com um pé na aliança, desde que o presidente russo, Vladimir Putin, retirou suas objeções. A inclusão da Eslovênia e da Eslováquia também é tida como certa. Para muitos, já deveriam ter sido aceitas em 1999, quando foram admitidas Polônia, República Tcheca e Hungria. Bulgária e Romênia são fortes candidatas, mas ainda esbarram em resistências. Somente para os três países candidatos dos conturbados Bálcãs (Macedônia, Albânia e Croácia) não haveria esperanças de uma admissão em novembro.