British Airways tira Jumbos do ar | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 18.07.2020

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Aviação

British Airways tira Jumbos do ar

A abalada companhia aérea britânica já planejava retirar de circulação os 31 Boeing 747 que possui, mas a pandemia do coronavírus acelerou a decisão. BA prevê também cortes de pessoal e venda de sua coleção de arte.

Avião de passageiros sobrevoa casas baixo

British Airways operava com Boeing 747 desde 1989

A companhia aérea britânica British Airways (BA) anunciou nesta sexta-feira (17/07) que vai retirar toda sua frota de Boeing 747 "com efeito imediato", devido à redução do tráfego de passageiros no contexto da pandemia.

"É improvável que nossa magnífica 'Rainha dos Céus' volte a operar serviços comerciais para a British Airways, devido à diminuição de viagens causada pela pandemia global de covid-19", informou a empresa em comunicado.

A British Airways, propriedade do grupo espanhol-britânico IAG, emprega desde 1989 esse modelo da Boeing, com que voava para a África, Canadá, China e Estados Unidos, sendo atualmente a maior operadora do mundo do 747-400, a segunda versão do 747 original. Ela já planejava tirar de circulação seus 31 Jumbos até 2024, mas a pandemia de covid-19 acelerou a decisão.

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Na nota, a companhia destaca que a aeronave terá "sempre um lugar especial em seu coração", mas seu objetivo é operar "voos com aeronaves mais modernas e com baixo consumo de combustível", como os novos A350 e 787, que ajudarão a "alcançar zero emissões de carbono até 2050".

A BA anunciou ainda que, para lidar com a crise provocada pela covid-19, planeja suprimir até 12 mil empregos e vai começar a leiloar parte da sua multimilionária coleção de arte a partir de 28 de julho. Outras companhias aéreas do Reino Unido, como a Easyjet e a Virgin Atlantic, também anunciaram redução de pessoal e operações de corte.

As últimas estimativas do setor de voos comerciais sugerem que o fluxo de passageiros levará mais tempo do que o inicialmente esperado para regressar aos níveis pré-pandêmicos. A filial europeia do Conselho Internacional de Aeroportos (ACI) não espera uma recuperação do número de passageiros até 2024. Em junho, o tráfego de passageiros nos aeroportos europeus caiu 93% em relação a junho de 2019.

A pandemia de covid abalou seriamente o tráfego aéreo nos últimos meses, em todo o mundo. A imposição por Londres de quarentena compulsória para todos os passageiros internacionais agravou ainda mais a situação das companhias aéreas, embora nesse ínterim a obrigatoriedade tenha sido suspensa para 70 países. O Reino Unido é o país europeu mais castigado pelo coronavírus, com 295 mil casos confirmados e 45.300 mortes.

AV/lusa,afp,rtr

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