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Daniel Dias leva a bandeira do Brasil na pista do estádio. Atrás há outras pessoas com outras bandeiras.
Daniel Dias, maior medalhista brasileiro de todos os tempos em Jogos Paralímpicos, foi o porta-bandeira do Brasil na cerimônia de encerramento.Foto: Carmen Mandato/Getty Images
EsporteJapão

Brasil: melhor campanha da história nos Jogos Paralímpicos

5 de setembro de 2021

Com 72 medalhas, sendo 22 de ouro, 20 de prata e 30 de bronze, país terminou em sétimo no quadro geral de medalhas. Brasil superou, assim, os 21 ouros de Londres 2012 e igualou o número de pódios do Rio 2016.

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O Brasil encerrou neste domingo (05/09) sua participação nos Jogos Paralímpicos de Tóquio com sua melhor campanha da história no evento. Foram 72 medalhas, sendo 22 de ouro, 20 de prata e 30 de bronze, o que garantiu o sétimo lugar no quadro geral de medalhas.

É o maior número de medalhas douradas do país na história, superando os 21 ouros da edição de Londres 2012. No número total de pódios, o Brasil igualou a marca alcançada no Rio 2016, mas com um número menor de atletas participantes – no Rio haviam sido 286 atletas no total, já que o país anfitrião compete em todos os esportes.

Além disso, com representantes em 20 das 22 modalidades, o Brasil levou medalhas em 14 delas, o maior número da história brasileira. 

O último brasileiro a pisar no pódio em solo japonês foi o gaúcho Alex Douglas da Silva, na classe T46 da maratona. Ele conquistou a medalha de prata ao finalizar a prova com o tempo de 2h27min, recorde sul-americano.

Todas as metas alcançadas

O Brasil tinha estabelecido como meta, ainda em 2017, se manter no top 10. De acordo com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), além da maior campanha de todos os tempos, o país também atingiu outros importantes objetivos, como uma maior participação de mulheres, de atletas jovens e de atletas com deficiências severas.

"Aprendemos muitas lições que vamos colocá-las em prática nos três anos que restam até a próxima edição de Jogos Paralímpicos, em Paris 2024", disse Mizael Conrado, presidente do CPB.

Maior delegação brasileira no exterior

A delegação brasileira foi composta por 259 atletas (incluindo atletas-guia, calheiros, goleiros e timoneiro), além de comissão técnica, médica e administrativa, totalizando 435 pessoas, a maior delegação a participar de uma edição dos Jogos Paralímpicos no exterior.

Entre os atletas, 68 têm deficiência severa - 42 homens e 26 mulheres. Além disso, 39 participantes tinham menos de 23 anos, cerca de 17% do total da equipe.

O atletismo foi a modalidade que mais garantiu medalhas ao Brasil em Tóquio: 28 no total (oito de ouro, nove de prata e 11 de bronze).

Já a natação obteve o melhor desempenho em toda a história dos Jogos Paralímpicos, com 23 medalhas (oito ouros, cinco pratas e dez bronzes).

Um dos grandes destaques brasileiros em Tóquio foi a nadadora Carol Santiago, da classe S12 (para atletas com baixa visão), com cinco medalhas: quatro individuais (três de ouro e uma de bronze) e uma prata no revezamento 4x100m até 49 pontos (soma do número da classe dos integrantes). 

Ela ainda bateu dois recordes paralímpicos: nos 50m livre (26s82) e 100m peito (1min14s89).

Medalhas inéditas

No halterofilismo, o Brasil subiu ao lugar mais alto do pódio pela primeira vez na história. A responsável pelo feito foi Mariana D’Andrea, que levantou 137 kg na disputa entre atletas da categoria até 73kg.

Outro ouro inédito para o Brasil foi o da judoca Alana Maldonado (categoria até 70kg), primeira mulher brasileira a ser campeã no judô nos Jogos Paraímpicos.
 
Além disso, os Jogos de Tóquio também foram marcados pela primeira medalha de ouro para o goalball masculino brasileiro.

Destaque também para o parataekwondo, que estreou no programa paralímpico. Com três representantes, o Brasil conquistou três medalhas: um ouro com Nathan Torquato, uma prata, com Débora Menezes, e um bronze com Silvana Fernandes, terminando a competição na liderança do ranking da modalidade.

Nathan foi também primeiro medalhista de ouro da história do parataekwondo em Jogos Paralímpicos.

Despedida de Daniel Dias

Tóquio também foi a última participação do nadador Daniel Dias, maior medalhista brasileiro em Jogos Paralímpicos, com 27 pódios em quatro edições (três deles no Japão).

No sábado, ele foi eleito membro do Conselho de Atletas do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês). O multimedalhista foi um dos seis escolhidos para o grupo, que representará os competidores pelos próximos três anos, até os Jogos de Paris em 2024.

Para fechar com chave de ouro sua participação em Tóquio, Daniel Dias foi o porta-bandeira brasileiro na cerimônia de encerramento dos Jogos Paralímpicos, no Estádio Nacional.

Confira, a seguir, todas as medalhas brasileiras nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. 

Dia 11, 4 de setembro

O penúltimo dia dos Jogo Paralímpicos de Tóquio teve como um dos destaques o ouro brasileiro no futebol de 5, após vitória de 1 a 0 na final contra a Argentina.  

Seleção brasileira de futebol de 5 com as medalhas e buquês de flores, atrás do pódio. Eles vestem abrigos do Brasil.
Brasil venceu a Argentina por 1 a 0 e levou o ouro no futebol de 5Foto: BEHROUZ MEHRI/AFP/Getty Images

O gol foi marcado por Raimundo Nonato, artilheiro do Brasil na competição, com seis gols, a sete minutos do fim da partida. É a quinta medalha de ouro brasileira na modalidade. Desde que o futebol de 5 passou a fazer parte do programa paralímpico, em Atenas 2004, o Brasil sempre foi campeão e nunca perdeu sequer uma partida.

O país conquistou ainda um ouro inédito na conoagem. Fernando Rufino fez o melhor tempo da história na prova dos 200m VL2 e subiu ao lugar mais alto do pódio.

As outras conquistas do dia vieram com as pratas de Thomaz Moares, nos 400m T47, Thalita Simplício, nos 200m T11, Débora Menezes no parataekwondo K44 acima de 58kg, e Giovane de Paula, nos 200m VL3 da canoagem.

O Brasil levou ainda quatro bronzes: Petrúcio Ferreira, nos 400m T47, Jerusa dos Santos, nos 200m rasos T11, Ricardo Gomes de Mendonça nos 200m rasos T37 e no vôlei sentado feminino.

Infelizmente, o dia também foi marcado pela perda de uma medalha de ouro brasileira. Após ter quebrado o recorde paralímpico no arremesso de peso (classe F57), Thiago Paulino teve seu arremesso invalidado, ficando com o bronze.  

A invalidação aconteceu depois de uma reclamação do Comitê Paralímpico da China. Os chineses protestaram durante e depois da prova. A arbitragem não acatou. O comitê chinês, então, foi ao júri de apelação, uma instância do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês).  Desta vez, o júri recebeu e deu provimento. 

A acusação é de que o brasileiro teria se levantado da cadeira no arremesso que valeu o ouro. O Brasil apresentou imagens dos arremessos de Thiago em que não havia qualquer indício de infração. A alegação do júri foi de que o vídeo acusatório seria de outro ângulo, mas se recusou a mostrar a imagem que embasou a decisão.

Desta forma, o chinês Guoshan Wu ficou com o ouro. O brasileiro Marco Aurélio Borges terminou com a prata e Thiago ficou com o bronze.

Dia 10, 3 de setembro

O décimo dia de competições foi marcado pela conquista inédita do ouro para o Brasil no goalball masculino, com a vitória sobre a China por 7 a 2.

Seleção de goalball no pódio. Eles vestem abrigos amarelos e seguram as medalhas e buquês de flores.
Brasil conquistou o ouro no goalball após vencer a China por 7 a 2Foto: Kiyoshi Ota/Getty Images

Além disso, o Brasil teve ainda dobradinha no pódio do arremesso de peso (classe F57), com Marco Aurélio Borges em segundo e Thiago Paulino em terceiro. Ainda no atletismo, João Victor Teixeira levou o bronze no lançamento de disco (classe F37). 

As outras medalhas do dia vieram com a prata de Luís Carlos Cardoso, nos 200m KL1 da canoagem, e os bronzes de Silvana Fernandes no parataekwondo (K44 para atletas até 58kg) e Wendell Belarmino nos 100m borboleta (S11) da natação.  

Com os sete pódios dessa sexta-feira, o Brasil chegou a 21 medalhas douradas e igualou Londres 2012, até então a melhor marca em uma única edição dos Jogos Paralímpicos.

Dia 9, 2 de setembro

Gabriel Geraldo Araújo, de Minas Gerais, conquistou nesta quinta-feira (02/09) em Tóquio o ouro na prova dos 50 metros costas da classe S2 (deficiência físico-motora), com o tempo de 53s96. Esta é a terceira medalha do nadador de 19 anos na capital japonesa. Ele já ganhou ouro nos 200 metros livre da classe S2 e prata nos 100 metros costas (S2). Em segundo lugar ficou o chileno Alberto Abarza (57s76) e, em terceiro, o russo Vladimir Danilenko (59s47).

Outro ouro foi para o catarinense Talisson Glock, que faturou sua terceira medalha na Paralimpíada de Tóquio. Ele venceu nos 400 metros livre da classe S6 (deficiência físico-motora), com o tempo de 4min54s42. Antonio Fantin, da Itália, ficou com a prata com o tempo de 4min55s70, e Viacheslav Lenskii, do Comitê Paralímpico Russo, medalha de bronze, com a marca de 5min04s84. Glock já havia conquistado dois bronzes nestes Jogos Paralímpicos: no revezamento misto 4x50 m livre 20 pontos e nos 100 metros livre (S6).

Alessandro da Silva confirmou seu favoritismo e conquistou a medalha de ouro no lançamento de disco masculino classe T11. Esta é a segunda conquista do brasileiro no Japão, que ficou com a prata no arremesso de peso classe F11. Atual detentor do recorde mundial da prova, de 46,10 metros, o paulista estabeleceu o novo recorde paralímpico, de 43,16 m, em sua segunda tentativa. A prata ficou com o iraniano Mahdi Olad (40,60 m), e o bronze, com o italiano Oney Tapia (39,52 m).

Nathan Torquato faturou o ouro no parataekwondo, na estreia da modalidade em Paralimpíada. O brasileiro de 20 anos foi campeão da categoria até 61kg, classe K44, que inclui atletas com deficiência unilateral em um dos membros superiores.

Nathan Cesar Sodario Torquato deitado no chão.
Brasileiro Nathan Torquato após a conquista do ouro no parataekwondo, na estreia da modalidade em ParalimpíadaFoto: Thomas Peter/REUTERS

Marivana Oliveira, de Alagoas, conquistou a medalha de prata na prova do arremesso de peso feminino classe F35, com a marca de 9,15 m. O ouro ficou com a ucraniana Mariia Pomazan (12,24 m) e o bronze, com a Anna Luxova (8,60 m), da República Tcheca.

O bronze foi conquistado por Mateus Evangelista no salto em distância (T37, paralisia cerebral). O atleta que nasceu em Porto Velho saltou 6,05 m. O ouro ficou com o ucraniano Vladyslav Zahrebelnyi, e a prata, com o argentino Brian Lionel.

Dia 8, 1º de setembro

O nadador Daniel Dias, maior atleta paralímpico da história do Brasil e um dos maiores do mundo, se despediu das piscinas na manhã desta quarta-feira (01/09), ao terminar a final dos 50m livre classe S5 na quarta colocação.

Aos 33 anos, ele encerrou sua jornada no esporte com a impressionante marca de 27 medalhas em quatro edições de Jogos Paralímpicos - 14 de ouro, sete de prata e oito de bronze. Em Tóquio, foram três bronzes. 

Além da despedida, o oitavo dia de competições em Tóquio foi de medalhas para o Brasil. Carol Santiago conquistou o ouro nos 100m peito SB12. Foi a terceira vez que a pernambucana subiu ao lugar mais alto do pódio em Tóquio - antes ela já havia vencido os 100m livre e os 50m livre. Aos 36 anos, ela ainda ganhou o bronze nos 100m costas e a prata no revezamento misto dos 4x100m livre.

Com 15 medalhas douradas, a comitiva brasileira em Tóquio superou o número de ouros conquistados nos Jogos do Rio em 2016 e está a seis do recorde estabelecido em Londres 2012.

Também nesta quarta-feira, Cecília Araújo levou a prata nos 50m livre, classe S8, da natação. Talisson Glock ficou com o bronze nos 100m livre S6.

O país também faturou dois bronzes na bocha, com Maciel Santos (classe BC2) e José Carlos Chagas de Oliveira (classe BC1), sendo esta última medalha inédita na história do Brasil em Jogos Paralímpicos.

O Brasil também foi bronze por equipes no tênis de mesa, na classe 9-10 para mulheres.

No total, o país já soma 48 medalhas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio - 15 ouros, 12 pratas e 21 bronzes -, e está na sétima colocação no quadro de medalhas geral. 

Dia 7, 31 de agosto

O Brasil atingiu uma marca histórica, ao conquistar a 100ª medalha de ouro na história do evento esportivo. O feito foi alcançado com a vitória de Yeltsin Jacques nos 1500m, classe T11, para cegos. Na companhia do guia Antônio Carlos dos Santos, conhecido como Bira, o paratleta liderou de ponta a ponta, concluindo a prova em 3min57s60, um novo recorde mundial.

Raissa Rocha Machado conquistou a prata no lançamento de dardo F56, para atletas cadeirantes, com a marca de 24m39.

A jovem velocista Jardênia Felix, de 17 anos, ficou com o bronze nos 400m da classe T20, para deficientes intelectuais, com um tempo de 57s43.

Na natação, Carol Santiago venceu nos 100m livre feminino da classe S12, com o tempo de 59s01, apenas 0s12 à frente da russa Daria Pikalova.

Gabriel Bandeira levou a prata nos 200m medley S14. Mariana Ribeiro ficou com o bronze nos 100m livre na classe S9. E a equipe brasileira conquistou a prata no revezamento 4x100m misto.

Dia 6, 30 de agosto

No lançamento de disco masculino F56, Claudiney Batista dos Santos conquistou o bicampeonato paralímpico ao quebrar seu próprio recorde. Ele levou a quinta medalha de ouro do atletismo brasileiro nos Jogos de Tóquio. Nessa categoria competem atletas cadeirantes com sequelas de poliomielite, lesão medular e amputação.

Mais tarde, o Brasil levou mais um ouro no esporte, mas em uma categoria diferente. No lançamento de disco feminino classe F52 para cadeirantes, Beth Gomes confirmou as expectativas e não somente chegou ao lugar mais alto do pódio, como ainda quebrou duas vezes o recorde mundial.

Beth Gomes
No lançamento de disco classe F52 para cadeirantes, Beth Gomes levou ouro e quebrou duas vezes o recorde mundialFoto: Wander Roberto/CPB

O brasileiro Vinícius Rodrigues conquistou a prata nos 100m rasos da classe T63, para atletas com amputações acima do joelho que utilizam próteses. Ele obteve o tempo de 12s05, e ficou a apenas um centésimo de segundo do vencedor, o russo Anton Prokhorov, que marcou 12s04.

No arremesso de peso da classe F11 para atletas com deficiência visual, Alessandro Rodrigo conquistou a medalha de prata. 

A mesatenista Bruna Alexandre também obteve a prata na categoria T10, ao perder a primeira final paralímpica de um atleta brasileiro no tênis de mesa para a chinesa naturalizada australiana Qian Yang. Essa é a terceira medalha paralímpica de Bruna, que conquistou dois bronzes nos Jogos do Rio em 2016.

A seleção feminina de goalball goleou o Egito por 11 a 1 e se classificou para as quartas de final do torneio, quando enfrentará a China.

Dia 5, 29 de agosto

No domingo, o Brasil conquistou sete medalhas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Quatro foram de ouro, sendo que três delas foram conquistadas por atletas mulheres.

Mariana D'Andrea, no halterofilismo, Carol Santiago, nos 50m livre da natação (S13) e Alana Maldonado, no judô (categoria até 70kg) levaram o Brasil ao lugar mais alto do pódio no quinto dia dos Jogos.

O outro representante brasileiro que conquistou o ouro foi o nadador Gabriel Geraldo, que venceu os 200m livre da classe S2.

As outras três medalhas do dia foram de bronze. Uma no judô, com Meg Emmerich (categoria acima dos 70 kg), uma no remo, com Renê Pereira, no barco single skiff masculino PR1, e outra novamente na natação, com Beatriz Carneiro nos 100m peito pela classe SB14.

Dia 4, 28 de agosto

No sábado, o Brasil já havia conquistado medalhas no atletismo: Thalita Simplício obeteve prata nos 400m da classe T11; e Julyana Cristina da Silva conseguiu o bronze no lançamento do disco classe F57.

No mesmo dia, na natação, o Brasil conquistou o bronze no revezamento 4 x 100m livre misto S14. Na equipe estava Gabriel Bandeira, que já havia subido ao pódio outras duas vezes nestes Jogos.

As outras duas medalhas foram de Cátia Oliveira, bronze no tênis de mesa, e Lúcia Araújo, bronze no judô. A última conquista do sábado ficou com Cicero Nobre no lançamento de dardo, que levou o bronze.

Dia 3, 27 de agosto

Petrúcio Ferreira, que foi o porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos, conquistou na sexta-feira o bicampeonato paralímpico nos 100 metros da classe T47, para corredores com deficiências nos membros superiores. Ele ainda bateu o recorde paralímpico, com a marca de 10s53.

O atleta brasileiro já havia ganhado o ouro na mesma categoria nos Jogos do Rio de 2016. Nos Jogos do Brasil, ele foi medalha de prata nos 400m T47 e no revezamento 4x100m T42-47.

Petrúcio Ferreira
O brasileiro Petrúcio Ferreira, que conquistou o ouro Foto: Ale Cabral/CPB

Também na prova dos 100 metros T47, o brasileiro Washington Júnior largou na frente, mas terminou com a medalha de bronze, com o tempo de 10s68. O polonês Michal Derus, com 10s61, ficou com a prata. Lucas Lima, também do Brasil, terminou em sexto lugar.

No arremesso de peso paralímpico da classe F55 para atletas cadeirantes, Wallace Santos quebrou o recorde mundial e ficou com a medalha de ouro. Ele atingiu a marca de 12,63 metros, 16 centímetros a mais do que o recorde anterior, que pertencia ao búlgaro Ruzhdi Ruzhdi desde 2017. Ruzhdi, com 12,19 metros, ficou com a prata, e o polonês Lech Stoltman levou o bronze.

Silvânia Costa foi bicampeã do salto em distância T11 para atletas com deficiência visual, depois de ter conquistado sua primeira medalha na Rio 2016. O brasileiro Yeltsin Jacques venceu os 5 mil metros em uma corrida emocionante ao lado de seu atleta guia Carlos Antônio dos Santos.

O nadador brasileiro Wendell Belarmino, de 23 anos, conquistou sua primeira medalha paralímpica ao chegar em primeiro lugar nos 50m livre da classe S11 para atletas com deficiência visual, no Centro Aquático de Tóquio. Ele chegou à frente do chinês Dongdong Hua e do lituano Edgaras Matakas.

Este foi mais um triunfo para a natação brasileira, depois de Gabriel Bandeira conquistar o ouro nos 100 metros borboleta e a prata nos 200 metros livre da classe S14 para atletas com deficiência intelectual.

A brasileira Maria Carolina Santiago conquistou seu primeiro pódio paralímpico ao ganhar o bronze nos 100 metros costas da classe S12, para atletas com deficiência visual.

Dia 2, 26 de agosto

Na quinta-feira, equipes brasileiras também obtiveram resultados importantes, como no vôlei sentado feminino, que derrotou o Canadá no tie-break, além de vitória no goalball masculino sobre a Argélia e um empate no feminino contra o Japão. Atletas brasileiros também já garantiram medalhas no tênis de mesa.

Rodolpho Riskalla
Rodolpho Riskalla conquistou a melhor colocação da história do hipismo brasileiro nos Jogos ParalímpicosFoto: John Walton/empics/picture alliance

Jovane Guissone, campeão em Londres 2012, ganhou prata na esgrima sobre cadeira de rodas da classe B, para atletas com menor mobilidade no tronco e equilíbrio. O brasileiro de 38 anos venceu quatro dos seus cinco jogos na fase de grupos, depois derrotou o iraquiano Ammar Ali nas quartas de final e o britânico Dimitri Coutya na semifinal. Na final, perdeu para o russo Alexander Kuzyukov por 15 a 8.

Rodolpho Riskalla conquistou a segunda prata da quinta-feira, no hipismo adestramento, obtendo o melhor resultado da história do Brasil nesta modalidade nos Jogos Paralímpicos. Ele concorreu na prova do grau 4 (categoria que reúne atletas com comprometimento leve em um ou dois membros e também aqueles com deficiência visual moderada). 

Nadador paralímpico Daniel Dias
Daniel Dias ampliou recorde de maior medalhista, com 27 pódios paralímpicos na carreira.Foto: Emilio Morenatti/AP Photo/picture alliance

Montando o cavalo Don Henrico, Riskalla, de 37 anos, se apresentou ao som de Aquarela do Brasil (Ary Barroso) e Halo (Beyoncé). O entrosamento resultou no segundo melhor aproveitamento da competição, garantindo a pontuação de 74,659.

Dia 1, 25 de agosto

Na quarta-feira, foram quatro medalhas brasileiras nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, todas na natação. Gabriel Araújo abriu a contagem com uma prata nos 100 metros costas, Gabriel Bandeira conquistou o primeiro ouro brasileiro nos 100 metros borboleta da classe S14.

Phelipe Rodrigues levou um bronze nos 50 metros livre, sua oitava medalha paralímpica na carreira. E Daniel Dias ganhou bronze nos 200 metros livre.

md,jps,rc,le (EBC, ots)