Brasil proíbe voos do Reino Unido | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 24.12.2020

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Coronavírus

Brasil proíbe voos do Reino Unido

Decisão se deve à nova variante do coronavírus que circula em solo britânico. Entrada de estrangeiros de qualquer nacionalidade por vias terrestres e aquaviárias também foi suspensa.

Dois aviões da British Airways em solo

Nova regra para voos com origem no Reino Unido passa a valer em 25 de dezembro

O Brasil vai proibir temporariamente os voos internacionais com origem ou passagem pelo Reino Unido, em razão da nova cepa do coronavírus que circula em solo britânico, ainda mais transmissível. A portaria foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na noite desta quarta-feira (23/12) e passa a valer nesta sexta.

Também fica proibida a entrada de viajantes estrangeiros procedentes ou com passagem pelo Reino Unido e Irlanda do Norte nos últimos 14 dias. 

No entanto, as restrições da portaria não se aplicam a brasileiros, imigrantes com residência definitiva no Brasil, profissionais estrangeiros a serviço de organismo internacional, entre outros. Nesses casos, o viajante deverá cumprir quarentena de 14 dias ao ingressar no território brasileiro.

Quem descumprir as regras estará sujeito a responsabilização civil, administrativa e penal; repatriação ou deportação imediata; e inabilitação de pedido de refúgio.

Com a publicação, o Brasil se une ao grupo de mais de 40 países que já proibiram voos do Reino Unido após a divulgação da nova variante do coronavírus.

Proibição de entrada via terrestre

Na mesma portaria, o governo brasileiro também restringe a entrada de estrangeiros de qualquer nacionalidade no Brasil por rodovias e outros meios terrestres ou por transporte aquaviário, com exceção da fronteira com o Paraguai. As normas, porém, não valem para estrangeiros com residência fixa no Brasil, profissionais estrangeiros em missão a serviço de organismo internacional e cônjuges, filhos ou pais de cidadãos brasileiros. Essa regra já está em vigor.

A portaria não impede o transporte de cargas, ajuda humanitária ou o tráfego de residentes em cidades-gêmeas, mediante a apresentação de documento de identificação e desde que a entrada no país vizinho seja recíproca.

Teste obrigatório

A partir de 30 de dezembro, para entrar no Brasil será exigido exame PCR negativo para coronavírus, realizado no máximo 72 horas antes do embarque. A regra já constava em portaria do dia 17 de dezembro, mas foi ampliada.

Agora, o documento deverá ser apresentado em português, espanhol ou inglês e o exame deve ser feito em um laboratório reconhecido pela autoridade de saúde do país de embarque. Crianças menores de 12 anos que estejam viajando acompanhadas estão isentas de apresentar o documento, desde que todos os acompanhantes apresentem resultados negativos.

No sábado passado, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou o endurecimento das medidas restritivas em algumas regiões do país, na tentativa de conter uma nova variante do coronavírus significativamente mais infecciosa.

Dados preliminares sugerem que tal mutação do Sars-Cov-2 pode ser "até 70% mais transmissível", disse Johnson em pronunciamento televisivo.

Na quarta-feira, o Reino Unido tornou-se o segundo país com mais casos diários de covid-19 no mundo, ao ultrapassar Rússia e Brasil, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Com quase 37 mil casos diários, o Reino Unido só é superado agora pelos 183 mil registrados nos Estados Unidos no último dia.

LE/efe/ots