Brasil ordena retirada de diplomatas da Venezuela | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 06.03.2020
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Brasil

Brasil ordena retirada de diplomatas da Venezuela

Governo brasileiro adota medida para forçar Caracas a fazer o mesmo. Funcionários do regime de Nicolás Maduro ainda ocupam embaixada em Brasília, apesar de o país reconhecer Juan Guaidó como presidente.

Governo de Jair Bolsonaro reconhece Juan Guaidó (dir.) como legítimo presidente da Venezuela

Governo de Jair Bolsonaro reconhece Juan Guaidó (dir.) como legítimo presidente da Venezuela

O governo brasileiro determinou a remoção de quatro diplomatas brasileiros e 11 funcionários que trabalham na embaixada e nos consulados do país na Venezuela e aguarda a mesma atitude por parte do governo do presidente Nicolás Maduro. A medida seria uma estratégia para forçar Caracas a retirar seus diplomatas e funcionários, que ainda ocupam a sede da embaixada venezuelana em Brasília.

De acordo com informações divulgadas pelos jornais O Globo e Folha de S.Paulo, os diplomatas e funcionários consulares venezuelanos foram informados que têm até 60 dias para deixar o Brasil. Se não o fizerem, serão expulsos do país.

Segundo apurou a Folha, 17 funcionários do governo venezuelano ainda atuam no Brasil. Além da embaixada em Brasília, Caracas mantém consulados em São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus, Boa Vista, Belém e no Recife. O governo brasileiro ainda avalia como se dará a representação diplomática no país vizinho após a saída dos diplomatas.

A simples expulsão dos diplomatas venezuelanos, sem que houvesse uma justificativa para tal, poderia gerar represálias ao país, uma vez que o regime de Maduro ainda mantém sua representação em solo brasileiro. Agora, com a retirada de seus diplomatas, o governo do Brasil abre caminho para requerer a saída dos venezuelanos.

A decisão, publicada nesta quinta-feira (05/03) no Diário Oficial da União, determina o retorno dos funcionários na embaixada em Caracas e nos consultados na capital e em Ciudad Guayana, além do vice-consulado brasileiro na cidade de Santa Elena do Uairén, próxima à fronteira com o estado de Roraima.

Desde o início do governo do presidente Jair Bolsonaro, o Brasil vem adotando posições cada vez mais fortes contra o regime venezuelano e passou a reconhecer o líder da oposição Juan Guaidó como o legítimo presidente do país.

Bolsonaro reconhece a enviada de Guaidó a Brasília, Maria Teresa Belandria, como a embaixadora da Venezuela no Brasil, apesar de funcionários do regime de Maduro ainda ocuparem a sede da embaixada na capital federal.

RC/ots

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