Bolsonaro quebra promessa a líderes internacionais e corta verba para meio ambiente | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 23.04.2021

Conheça a nova DW

Dê uma olhada exclusiva na versão beta da nova DW. Sua opinião nos ajudará a torná-la ainda melhor.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Publicidade

Brasil

Bolsonaro quebra promessa a líderes internacionais e corta verba para meio ambiente

Um dia depois de prometer duplicar recursos para a fiscalização ambiental durante a Cúpula dos Líderes sobre o Clima, presidente deixa de incluir no Orçamento de 2021 R$ 240 milhões para o Ministério do Meio Ambiente.

Presidente Jair Bolsonaro ao lado do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles

Presidente Jair Bolsonaro ao lado do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles

Um dia depois de prometer duplicar os recursos para a fiscalização ambiental durante a Cúpula dos Líderes sobre o Clima, o presidente Jair Bolsonaro cortou nesta sexta-feira (23/04) recursos que seriam destinados a projetos de conservação do meio ambiente, controle de incêndios florestais e outros voltados para as mudanças climáticas.

Bolsonaro sancionou o Orçamento de 2021, onde constava um corte de cerca de R$ 240 milhões nos recursos do Ministério do Meio Ambiente.

Pessoas próximas ao presidente calculavam que, após a cúpula liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, o aumento dos recursos para a fiscalização ambiental seria de cerca de R$ 115 milhões.

Entretanto, o aumento sequer foi incluído no Orçamento. Para que isso ainda possa ocorrer, será necessário promover cortes em outros setores do governo, mas não há sinais de que esta seja a intenção do Palácio do Planalto.

Durante a cúpula, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles havia confirmado a intenção de Bolsonaro de aumentar o valor dos recursos voltados à proteção do meio ambiente. "O que houver de disponibilidade o presidente vai dobrar”, afirmou.

"É importante porque dá sustentação ao pagamento às equipes da Força Nacional e porque se somam ao que já têm de equipes e logística de Ibama, ICMBio e Polícia Federal", garantiu o ministro, evitando mencionar um valor específico.

Melhoria ambiental urbana perde mais de R$ 200 milhões

Os cortes devem resultar em perdas de R$ 5,2 milhões em projetos voltados para o combate à desertificação e pesquisas sobre as mudanças climáticas. No setor de prevenção e controle de incêndios florestais nas áreas consideradas prioritárias, as perdas devem ser de R$ 6 milhões.

O fomento a projetos de desenvolvimento sustentável deixará de receber R$ 3 milhões, e os recursos de financiamento às unidades de conservação federais diminuíram em R$ 1 milhão.

O setor mais atingido foi o de planejamento e ações para a melhoria da qualidade ambiental em centros urbanos, que sofreu um corte de mais de R$ 200 milhões.

rc (OTS)                                  

Leia mais