Bolsonaro pretende acabar com horário de verão já neste ano | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 05.04.2019
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Brasil

Bolsonaro pretende acabar com horário de verão já neste ano

Presidente diz que extinção da mudança de horário "está quase certa", após discussões com o ministro de Minas e Energia. Adotada em 70 países, prática vem sendo alvo de controvérsias também em outras regiões do mundo.

Horário de verão

O horário de verão foi adotado pela primeira no Brasil em 1931 com objetivo de economizar energia

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (05/04) que pretende acabar com o horário de verão no país. Segundo ele, o ritual de adiantar e atrasar os relógios, adotado em dez estados brasileiros e o Distrito Federal, pode ser abolido já em 2019.

"Não teremos horário de verão. Está quase certo, pelo estudo que tenho", disse ele durante um encontro com jornalistas no Palácio do Planalto. Segundo o presidente, o tema já foi discutido com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e deve ser anunciado em breve.

O ministro já havia afirmado no início da semana que Bolsonaro encomendou a ele um estudo sobre o fim do horário de verão. Albuquerque disse na ocasião que os ganhos econômicos são poucos, mas que entram também outros fatores na decisão.

Nesta sexta-feira, o presidente contou ter recebido um estudo também do deputado federal João Campos (PRB-GO), que em março pediu a Bolsonaro que o programa fosse abolido em Goiás. "O João Campos fez um arrazoado para não ter horário de verão", afirmou.

O fim do horário de verão chegou a ser discutido durante o governo de Michel Temer em 2017, mas a ideia acabou sendo descartada. A última mudança de horário já foi mais curta do que nos anos anteriores: de 4 de novembro de 2018 a 16 de fevereiro deste ano.

O horário de verão geralmente começa no terceiro domingo de outubro, mas no ano passado a data foi postergada para que não coincidisse com o segundo turno das eleições. Seu fim costuma ocorrer no terceiro domingo de fevereiro.

Nesses quatro meses, os relógios devem ser adiantados em uma hora. O programa é adotado nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

O horário de verão foi adotado pela primeira no Brasil em 1931, por determinação do então presidente Getúlio Vargas, com o objetivo de economizar energia. A prática foi revogada em 1933, e depois disso viveu períodos de alternância. Nos últimos 35 anos, vem sendo aplicada sem interrupção.

A mudança de horário é adotada atualmente em outros 70 países, mas seu fim vem sendo discutido em várias regiões. Recentemente, o Parlamento Europeu aprovou a abolição da prática a partir de 2021. Os Estados-membros da União Europeia terão que comunicar ao bloco qual horário pretendem manter permanentemente: o de verão ou o de inverno.

Aqueles que defendem o programa argumentam que as horas mais longas de luz do dia ajudam a economizar eletricidade e a aumentar a produtividade. Os opositores dizem que muitas vezes é difícil se adaptar à mudança e que ela tem impactos negativos de curto prazo na saúde das pessoas.

Segundo o Ministério de Minas e Energia brasileiro, o horário de verão rendeu ao país uma economia de ao menos 1,4 bilhão de reais desde 2010. Entre 2010 e 2014, os consumidores economizaram 835 milhões de reais em energia elétrica por conta do aproveitamento da luz do sol.

EK/dw/ots

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