Bolsonaro chega a Washington em meio a protesto | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 17.03.2019
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Brasil

Bolsonaro chega a Washington em meio a protesto

Presidente desembarca nos EUA, onde faz primeira reunião bilateral com chefe de governo americano, Donald Trump. Cerca de 50 pessoas fazem manifestação contra brasileiro em frente à Casa Branca.

Manifestantes seguram faixas e cartazes contra Bolsonaro

Cerca de 50 pessoas protestaram contra Bolsonaro na frente da Casa Branca

O presidente Jair Bolsonaro chegou neste domingo (17/03) a Washington para uma visita oficial aos Estados Unidos, quando se reúne com o presidente americano, Donald Trump. A viagem também inclui eventos com lideranças conservadoras e empresários americanos.

"Pela primeira vez em muito tempo, um presidente brasileiro que não é antiamericano chega a Washington. É o começo de uma parceria pela liberdade e prosperidade, como os brasileiros sempre desejaram", escreveu Bolsonaro no Twitter pouco depois de pousar.

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"Brasil e Estados Unidos juntos assustam os defensores do atraso e da tirania ao redor do mundo. Os quem tem medo de parcerias com um país livre e próspero? É o que viemos buscar!", completou.

Na série de mensagens, Bolsonaro também destacou que ficará na Blair House, residência oficial reservada aos convidados do presidente americano, anexa ao complexo da Casa Branca.

Bolsonaro disse que ficar no local é uma "honraria concedida a pouquíssimos chefes de Estado". No entanto, vários líderes mundiais que visitaram Washington neste ano foram hospedados pelo governo Trump no local, como o presidente da Colômbia, Iván Duque.

Além disso, os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff também foram recebidos na Blair House nas visitas que fizeram aos EUA em seus governos.

"Agradecemos ao governo americano por todo o respeito e carinho que nos está sendo dado", concluiu o presidente brasileiro.

Bolsonaro desembarcou na Base Aérea de Andrews, em Maryland, por volta das 16h40 (hora local), chegando à Blair House, em Washington, às 17h20. Ele cumpre uma agenda de reuniões com nomes proeminentes da direita, encontros com executivos e religiosos e será recebido na terça-feira por Trump, quando deve assinar alguns acordos de colaboração entre os dois países e discutir vários assuntos, entre eles a crise da Venezuela.

Na noite deste domingo, foi prevista a ida de Bolsonaro a um jantar na residência da embaixador do Brasil, Sergio Amaral, para o qual foram convidados, entre outros, o escritor Olavo de Carvalho e o ex-estrategista de Trump Steve Bannon.

O presidente viaja acompanhado de assessores e seis ministros, entre eles os ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, da Economia, Paulo Guedes, e da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

Em protesto em Washington, manifestantes portam faixas lembrando a vereadora Marielle Franco

Manifestantes portaram faixas lembrando a vereadora Marielle Franco

Bolsonaro, que também tem agendada em Washington uma reunião com o chefe da Organização dos Estados Americanos (OEA), deve retornar ao Brasil na terça-feira.

"Not him"

Do lado de fora da Casa Branca, cerca de 50 manifestantes se reuniram na tarde deste domingo para protestar contra Bolsonaro, segurando faixas chamando-o de "assassino" e lembrando a vereadora assassinada Marielle Franco e cartazes com a expressão "Not him". Eles também chamaram o presidente de "fascista" e "racista".

Brasil e EUA foram dois dos primeiros países do mundo a reconhecerem Juan Guaidó, chefe da Assembleia Nacional da Venezuela, como presidente interino. A expectativa é que Trump e Bolsonaro discutam formas de enviar alimentos e medicamentos ao país.

Bolsonaro planeja assinar um acordo para permitir que os EUA utilizem a Base de Alcântara, no Maranhão, para lançar satélites, além de pactos para facilitar o comércio entre os dois países.

MD/efe/afp/ots

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