Bolsas operam em forte queda por temor de crise por coronavírus | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 28.02.2020
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Economia

Bolsas operam em forte queda por temor de crise por coronavírus

Pregões europeus registram sete dias consecutivos de queda, acompanhando tendência mundial em meio a alertas de economistas para efeitos negativos da Covid-19 para empresas. Moody's cogita recessão no primeiro semestre.

Pessoas com máscara cirúrgica diante de painel eletrônico da Bolsa de Tóquio

O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, encerrou esta sexta-feira em queda de 3,67%

As bolsas de valores europeias abriram em forte queda pelo sétimo dia consecutivo nesta sexta-feira (28/02), em meio ao medo de investidores diante de uma possível recessão mundial causada pelo novo coronavírus. Teme-se que esta possa acabar sendo a pior semana desde a crise financeira de 2008. 

O DAX, índice da Bolsa de Frankfurt, caiu 3,9% logo no início do pregão. Na semana, o DAX já acumula queda de 12%. Em Paris, a baixa logo no início do pregão foi de 3,1%, e em Milão, de 2,8%. Em Londres, o FTSE 100 também abriu em queda de 2,8%. Na semana, a perda já chega a 8%.

O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu mais de 10% na semana, depois de ter alcançado uma alta recorde em 19 de fevereiro.

O índice mundial MSCI abriu em queda de 0,5%, depois de fechar em baixa de 3,3% na quinta-feira. Esta semana, as perdas já somam 9,3% e podem ser piores do que os 9,8% registrados em novembro de 2008. O índice engloba 1.600 ações de 23 países industrializados.

A situação é semelhante na Ásia. Em Hong Kong e Xangai, as bolsas acumularam quedas superiores a 4% e 5%, respectivamente, na semana.

O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, encerrou esta sexta-feira em queda de 3,67%, acompanhando a queda registrada por Wall Street, com o S&P 500 caindo 4,42%. O Nikkei acumulou cinco jornadas consecutivas de resultados negativos.

"O modo pânico está ligado no máximo", comentou o analista sênior do banco Swissquote, Ipek Ozkardeskaya. Ele avaliou que o coronavírus causador da doença Covid-19 já afetou os negócios das empresas e deverá ter um impacto negativo mais longo do que o esperado sobre lucros e crescimento.

Para o economista sênior da Nomura Securities, Tomoaki Shishido, já está claro que a economia mundial está sendo fortemente afetada pelo vírus. "Você pode ver que as vendas de empresas aéreas e hotéis já caíram pela metade."

"Pode-se dizer que o impacto do coronavírus claramente será muito maior do que a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China", acrescentou.

A agência de rating Moody's avaliou que a economia mundial pode enfrentar uma recessão no primeiro semestre de 2020. A avaliação inicial, de que o vírus ficaria restrito à China, foi muito otimista, e a chance de uma pandemia está maior, afirmou.

AS/rtr/afp

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