Boca de urna na Indonésia aponta vitória do atual presidente | Notícias internacionais e análises | DW | 17.04.2019
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Ásia

Boca de urna na Indonésia aponta vitória do atual presidente

Joko Widodo, que governa o país desde 2014, deve derrotar o ex-general Prabowo Subianto, segundo sondagens. Pleito no país foi marcado pela crescente influência do islã no debate político.

Indonesien - Präsidentschaftswahl: Joko Widodo gibt seine Stimme ab (picture-alliance/NurPhoto/A. Gal)

Durante a campanha, Joko Widodo, ou Jokowi, foi acusado pelo adversário de não ser suficientemente islâmico

Dados preliminares de sondagens boca de urna apontam para uma vantagem de oito a nove pontos percentuais do atual presidente indonésio, Joko Widodo, sobre o seu adversário, o ex-general Prabowo Subianto, nas eleições presidenciais que ocorreram nesta quarta-feira (17/04).

Widodo, ou Jokowi como é popularmente conhecido, está no poder desde 2014.

E segundo a empresa de sondagens Poltracking Indonésia, Jokowi deve continuar no cargo. Segundo o instituto, ele deve ser reeleito com 55,2% dos votos, contra os 44,8% de Prabowo . Já o instituto Indo Barometer dá uma vitória por uma margem ligeiramente mais curta: 53,7% contra 46,3%.

Várias horas depois do fechamento das urnas as campanhas dos dois candidatos apresentam dados diferentes. Hasto Kristiyanto, do Partido Democrático Indonésio da Luta, uma das formações que apoia Jokowi, disse que os dados internos apontam para uma vitória com entre 57 e 58% dos votos.

Do lado de Prabowo também se reivindica vitória, com 55,4% dos votos contra 42,8% de Jokowi.

Mais de 190 milhões de eleitores foram convocados para votar. A eleição indonésia tem sido marcada por um peso crescente da religião no debate político. A Indonésia é o maior país islâmico do mundo e nas últimas décadas foi considerada um forte exemplo da separação da religião e do Estado. Porém, a campanha eleitoral que precedeu a eleição indicou que isso vem mudando.

Durante a campanha, Subianto atacou Jokowi, insinuando que o ex-presidente não é "suficientemente islâmico". Jokowi foi acusado de não ser capaz de recitar o Alcorão num árabe correto. Para melhorar a reputação religiosa de seu candidato, a equipe de campanha de Jokowidivulgou que ele frequentou uma escola muçulmana.

O impacto do islã na atual política indonésia também já havia sido explicitado na eleição em Jacarta, em 2017. Basuki Tjahaja Purnama, popularmente conhecido como Ahok, foi o primeiro governante não muçulmano da capital indonésia em mais de 50 anos, assim como seu primeiro líder étnico chinês. Durante um discurso de campanha no final de 2016, ele foi acusado de fazer comentários depreciativos sobre o Alcorão.

Em resposta, grupos islamistas organizaram enormes protestos em novembro e dezembro de 2016, durante os quais centenas de milhares de manifestantes tomaram as ruas. Em maio de 2017, Ahok foi acusado de blasfêmia e enviado para a prisão por 21 meses.

O especialista em Indonésia Berthold Damshäuser diz que o veredicto foi um escândalo e um exemplo da crescente intolerância religiosa no país. Segundo Damshäuser, muitos jovens indonésios apoiam a implementação da lei da sharia, e uma pequena percentagem deles apoia também ações violentas contra "inimigos do Islã". Um estudo mostrou que 80% dos eleitores tinham entre 17 e 34 anos em 2017.

JPS/lusa/ots

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