Belarus liberta manifestantes presos em atos contra o governo | Notícias internacionais e análises | DW | 14.08.2020

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Europa

Belarus liberta manifestantes presos em atos contra o governo

Cerca de mil dos quase 7 mil detidos em protestos contra Lukashenko deixam a prisão. Muitos acusam maus-tratos no cárcere. Libertação ocorre no dia em que a UE discute possíveis sanções à liderança do país.

Foto noturna de pessoas saindo de um prédio

Manifestantes presos são libertados durante a madrugada

As autoridades bielorrussas libertaram nesta sexta-feira (14/08) cerca de mil manifestantes detidos durante os protestos contra o controverso resultado da eleição presidencial do último domingo.

A libertação ocorreu horas antes do início de uma reunião de ministros do Exterior da União Europeia para discutir possíveis sanções contra a liderança bielorrussa em resposta à violenta repressão aos protestos.

Também nesta sexta-feira, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, exigiu a libertação incondicional e imediata de todos os manifestantes detidos em Belarus, segundo um porta-voz do governo.

Centenas de parentes e amigos esperavam do lado de fora para dar comida e cobertores àqueles que saíam de um centro de detenção em Minsk durante as primeiras horas da manhã desta sexta-feira. Diversos relatos da mídia afirmam que alguns dos manifestantes libertados tinham hematomas e disseram ter sido espancados e privados de comida e água.

O vice-ministro do Interior de Belarus, Alexander Barsukov, negou que os prisioneiros tenham sofrido abusos.

Na quinta-feira à noite, o Ministério do Interior apresentou um pedido de desculpas àqueles presos acidentalmente que tenham sido feridos durante a repressão. A pasta acrescentou que mil detidos seriam libertados.

O ministro do Interior de Belarus, Yuri Karayev, pediu desculpas pelas prisões em discurso transmitido pela televisão estatal, acrescentando que as operações policiais contra protestos em massa resultaram em prisões acidentais. "Como comandante, gostaria de assumir a responsabilidade e pedir desculpas honestamente a essas pessoas de forma humana", disse ele.

O anúncio ocorreu após pressões intensas da União Europeia (UE). A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, se disse a favor de sanções contra membros do governo de Belarus "que violaram valores democráticos ou direitos humanos".

A pressão sobre o autoritário presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, aumentou ainda mais por uma greve de servidores públicos realizada em todo o país.

A principal líder da oposição, Sviatlana Tsikhanouskaya, encorajou prefeitos de Belarus a organizarem protestos pacíficos contra o resultado da eleição, enquanto pediu o fim da violência. Falando em um vídeo postado no Youtube nesta sexta-feira, ela também pediu ao povo bielorrusso que assine uma petição exigindo uma investigação oficial sobre fraude eleitoral e uma recontagem dos votos.

Tsikhanouskaya, principal candidata oposicionista à presidência do país, fugiu para a vizinha Lituânia na terça-feira após a eleição, temendo por sua segurança.

Lukashenko vem reivindicando a vitória no pleito de domingo. A comissão eleitoral do país, controlada por seu governo, deu vitória ao presidente, conhecido como o "último ditador da Europa". Segundo o resultado oficial, divulgado nesta sexta-feira, ele recebeu 80,1% dos votos, enquanto Tsikhanouskaya ficou com 10,1%.

A oposição, no entanto, afirma que o pleito foi marcado por fraudes sistemáticas e por perseguição aos opositores.

MD/dpa/rtr/afp/ap

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