Autoridades anticartel advertem Liberty Media | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 31.01.2002
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Economia

Autoridades anticartel advertem Liberty Media

Se comprar da Deutsche Telekom seis firmas de tevê a cabo, o grupo americano Liberty Media dominará o mercado alemão.

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Logotipo da Telekom, a principal prejudicada se não se efetuar a venda à Liberty

O Departamento Federal Anticartel mostrou o "cartão amarelo" ao grupo norte-americano Liberty Media. Por considerar que não vão bem as negociações sobre a compra de seis firmas regionais de tevê a cabo da Deutsche Telekom, as autoridades alemãs ameaçaram proibir a transação.

18 milhões de casas com TV a cabo - O departamento, com sede em Bonn, publicou uma advertência à Liberty nesta quinta-feira, por considerar que ela poderia dominar o mercado alemão de tevê a cabo com a aquisição, conquistando acesso direto e indireto a 10 milhões de domicílios de um total de 18 milhões.

Atualmente a líder do mercado é a Telekom alemã. Depois da compra, a Liberty seria até mais poderosa do que a Telekom, pois já possui, através de subsidiárias, acesso direto a 3,2 milhões de consumidores finais, expôs o presidente do departamento anticartel, Ulf Böge.

O presidente da Liberty Media, Robert Bennett, por sua vez, disse que examinará como remover as objeções das autoridades, sem que a compra deixe de ser rentável. Sua empresa tem prazo até 15 de fevereiro para estudar como evitar uma posição quase monopolista. O Departamento Federal Anticartel dará sua última palavra em 28 de fevereiro.

Posição monopolista - Como a Liberty pretende distribuir decodificadores gratuitamente a seus clientes, as autoridades anticartel temem ainda que isso dificulte o acesso de outros concorrentes, pois os aparelhos só decodificam os sinais da empresa. A Liberty, que já é a maior operadora de tevê a cabo da Europa, pode expandir seu domínio de forma a passar a concorrência para trás também em outros setores, pois atua ainda na área de conteúdos e programas para TV, tendo participações na AOL Time Warner, em vários canais de televisão e produtoras.

Ulf Böge sugeriu que o grupo Liberty compensasse a primazia no setor de cabo, cuidando para que houvesse mais concorrência na área de telefone ou acesso à Internet de banda larga. Ao que tudo indica, a empresa americana não está disposta a fazer os grandes investimentos necessários para esse fim, segundo Böge.

Prejuízo da Telekom - Se a aquisição falhar, a grande prejudicada será a Deutsche Telekom, que deixaria de ganhar 5,5 bilhões de euros com a venda. O dinheiro viria bem a calhar para amortecer as dívidas que a gigante alemã acumulou nos últimos anos, no total de 60 bilhões de euros.