Autoridades alemãs querem abolir bordéis com sistema ″open bar″ | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 27.07.2009
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Alemanha

Autoridades alemãs querem abolir bordéis com sistema "open bar"

Modelo "all inclusive" sugere a exploração sexual de mulheres e viola a dignidade das prostitutas, afirmam autoridades.

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Prostituta do Pussy Club em Schönefeld, perto de Berlim

"Pagamento único e tudo incluído – sexo com todas as mulheres, pelo tempo que você quiser e quantas vezes você quiser": é assim que a rede de bordéis Pussy Club busca atrair os fregueses aos seus clubes nas cidades de Stuttgart, Heidelberg, Wuppertal e Schoenefeld, nas proximidades de Berlim.

Os clientes pagam um ingresso único que custa entre 70 euros (durante o dia) e 100 euros (à noite). Além de sexo, o sistema, chamado na Alemanha de flat rate , inclui comida e bebida à vontade, massagens, acesso a saunas e hidromassagem e até televisão com programação esportiva.

Algumas autoridades alemãs não gostaram nada da novidade, como o ministro da Justiça de Baden-Wüttemberg, Ulrich Goll, deixou claro em entrevista à revista Der Spiegel : "Ao olhar para a forma como esses bordéis fazem propaganda, nota-se uma violação da dignidade humana das prostitutas que trabalham lá".

O ministro do Interior de Baden-Wüttemberg, Heribert Rech, reiterou que "os preços sugerem que as mulheres estão sendo exploradas".

Neste domingo (26/07), policiais e oficiais de Justiça fizeram uma operação de investigação nos bordéis da Pussy Club. Segundo as autoridades, há suspeita de fraude previdenciária, emprego de prostitutas estrangeiras sem permissão e desrespeito a normas de higiene.

Em nota publicada no site da Pussy Club, a gerente da rede, Patrícia Floreiu, defendeu o sistema de preço único adotado. Ela afirmou ainda que as mulheres podem se negar a manter relações sexuais com um cliente.

"O sistema simplesmente atrai mais consumidores. Dificilmente alguém consegue fazer sexo mais de duas vezes. Assim, o sistema flat rate acaba sendo principalmente para a cerveja", afirmou.

Um grupo de 77 prostitutas que trabalham na rede divulgou um abaixo-assinado defendendo o modelo. Elas afirmam que a campanha das autoridades é apenas uma maneira de banir bordéis de um modo geral. A prostituição é uma atividade legal na Alemanha.

EH/dw
Revisão: Alexandre Schossler