Austrália sufoca com onda recorde de calor | Notícias internacionais e análises | DW | 18.01.2019
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Meio Ambiente

Austrália sufoca com onda recorde de calor

País vive o mês de janeiro mais quente desde 1939, com asfalto derretido e noites acima de 36 graus Celsius.

A Austrália vive atualmente a maior onda de calor de sua história. O mês passado foi não apenas o dezembro mais quente já registrado desde o início das medições, como teve também o dia de maior calor. E, em janeiro, os termômetros continuam quebrando marcas.

Toda a vasta área continental da Austrália foi afetada pela onda de calor em algum momento, e vários locais registraram temperaturas recordes para os meses de dezembro e janeiro. Algumas marcas foram quebradas por margens grandes.

Em Wauchope, cerca de 370 quilômetros ao norte de Sydney, o diário local Argus relatou que o betume estava derretendo na rodovia principal. Operários da cidade espirraram água para resfriar a superfície e evitar que ela ficasse presa nos pneus de carros.

No leste australiano, os recordes de calor foram quebrados com temperaturas próximas dos 50 graus Celsius.

E não foram quebrados apenas recordes sob o calor efetivo do sol. Em Noona, 800 quilômetros a oeste de Sydney, a temperatura mais baixa durante a noite foi de 35,9 graus Celsius – recorde de calor noturno no país.

"Já temos cinco dias seguidos com temperaturas acima dos 40 graus", disse Blair Trewin, do Departamento de Meteorologia, em entrevista à emissora local ABC. Segundo ele, trata-se do mês de janeiro mais quente desde 1939.

Segundo meteorologistas, as temperaturas devem abrandar no fim de semana, mas aumentarão novamente na próxima semana. "Há algumas indicações de mais uma onda de calor extremo no final da próxima semana", disse Trewin.

A vasta área continental da Austrália tem enfrentado condições extremas desde dezembro. As temperaturas atingiram altas recorde, e os serviços de emergência estão em alerta máximo para a ocorrência de incêndios florestais.

A pequena cidade de Marble Bar, que se apresenta como a cidade mais quente do país, registrou no final de dezembro um pico de 49,3 graus Celsius.

"Tudo isso é por causa de um sistema de alta pressão [atmosférica] vindo do Mar da Tasmânia, que está se movendo lentamente e estabeleceu um padrão ao longo de vários anos", explicou Nick Neynens, do Departamento de Meteorologia. "É uma situação muito estável, sem muita mudança."

Altas temperaturas não são incomuns na Austrália durante seu verão árido – incêndios florestais ocorrem com frequência. Mas, recentemente, os períodos de calor têm sido mais quentes e mais intensos.

PV/rtr/dpa

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