Austrália muda hino nacional em respeito a indígenas | Notícias internacionais e análises | DW | 01.01.2021

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Mundo

Austrália muda hino nacional em respeito a indígenas

Frase "somos jovens e livres" é substituída por "somos unidos e livres", como reconhecimento ao passado milenar dos aborígenes. Medida é mais um passo do país para tentar sanar injustiças contra nativos.

Seleção australiana de rugby durante execução do hino nacional

Seleção australiana de rugby durante execução do hino nacional

Por respeito a seus povos indígenas, a Austrália mudou a letra de seu hino nacional na virada do ano, anunciou o primeiro-ministro do país, Scott Morrison.

A partir desta sexta-feira (01/01), a frase "somos jovens e livres" muda para "somos unidos e livres", como reconhecimento à história anterior ao período colonialista.

A mudança "não tira nada, mas acrescenta muito", escreveu Morrison na quinta-feira em artigo para o jornal The Age. "A Austrália, como uma nação moderna, pode ser relativamente jovem, mas a história de nosso país é antiga", afirmou o premiê, acrescentando que o país "reconhece e respeita seus povos indígenas".

A mudança foi implementada para reconhecer a história aborígene australiana, que remonta a dezenas de milhares de anos. Com a medida, a Austrália dá mais um passo no sentido de tentar sanar as injustiças de seu passado colonial e superar a desigualdade ainda existente entre os povos indígenas e o resto da população.

"Não é o suficiente"

Linda Burney, a primeira mulher indígena no Parlamento australiano, foi uma das personalidades que saudou a mudança, mas ressaltou que ela não é suficiente. "O ponto realmente importante seria o reconhecimento na Constituição", afirmou a deputada, do Partido Trabalhista.

Em 2020, os australianos devem votar num referendo sobre se os aborígines devem ser reconhecidos como primeiros habitantes do país na Constituição.

Com a colonização da Austrália pelos ingleses, os indígenas se tornaram uma minoria discriminada, oprimida e explorada.

Dos anos 1900 até a década de 1970, vigorava a doutrina política de "Austrália apenas para brancos". Os aborígines eram vistos como uma raça primitiva e condenada à extinção. Somente em 1967 eles obtiveram a cidadania australiana.

MD/efe/kna/dpa/afp