Ativista russo é preso por denunciar impacto ambiental em Sochi | Notícias internacionais e análises | DW | 12.02.2014
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Publicidade

Mundo

Ativista russo é preso por denunciar impacto ambiental em Sochi

Motivo alegado foi violação de liberdade condicional. Evgueni Vitichko pertence à organização ambiental EWNC, uma das vozes mais críticas aos Jogos Olímpicos de Inverno. Seis de seus membros já foram presos.

Vitichko pretendia apresentar relatório na cidade olímpica

Vitichko pretendia apresentar relatório na cidade olímpica

O geólogo e ambientalista russo Evgueni Vitichko foi condenado nesta quarta-feira (12/02) a três anos de detenção numa colônia penal. Apesar de alegações em contrário, a sentença teria sido motivada por sua militância contra a destruição ambiental provocada pelos Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi.

O tribunal da cidade de Krasnodar, no sul da Rússia, que pronunciou a sentença, alegou que Vitichko teria violado as imposições da liberdade condicional a que estava submetido, e converteu-a em pena de prisão.

Sotschi Olympia Proteste Greenpeace

Protesto do Greenpeace em Sochi

Em 2012, juntamente com a ativista Suren Gazaryan, o geólogo fora considerado culpado de "destruição deliberada de propriedade alheia", por pichar com spray uma cerca que supostamente pertencia ao governador local. Na realidade, o objeto se encontrava numa floresta nacional, onde é proibido construir.

Ambos foram condenados, mas com o direito de continuar em liberdade caso não cometessem outra infração. Gazaryan abandonou o país após ser ameaçado com processos adicionais. Em 2013, ele recebeu asilo político na Estônia. No mesmo ano, as autoridades de Krasnodar requereram a conversão da pena de Vitichko em prisão, sob a alegação de que ele deixara de informar sobre uma viagem.

O ativista de 40 anos pretendia ir para Sochi no início do mês, a fim de apresentar um relatório ambiental. Em 3 de fevereiro, após requerer a permissão formal de viagem, em sua cidade natal, Tuapse, a 130 quilômetros a noroeste do centro olímpico, ele foi detido e condenado a 15 dias de prisão. A acusação foi de arruaça, por ele ter supostamente bradado insultos num ponto de ônibus.

Perseguição antecipada

O advogado do ativista, Alexander Popkov, declarou à imprensa que a sentença confirma que seu cliente está sendo "perseguido por suas atividades", ao denunciar o impacto ambiental dos Jogos Olímpicos em Sochi. "Nós esperávamos por isso, e Jenya [Vitichko] também."

Evgueni Vitichko pertence à organização Observatório Ambiental do Cáucaso Norte (EWNC), um dos mais eloquentes opositores das Olimpíadas de Sochi. Desde novembro passado, seis de seus membros já foram encarcerados. "A intenção é isolar Vitichko das comunidades locais e internacionais", afirmou Popkov.

A Human Rights Watch igualmente criticou o veredicto, declarando que "o caso contra Vitichko tinha motivação política desde o início". A ONG de direitos humanos apelou ao Comitê Olímpico Internacional para que interceda junto às autoridades russas pela libertação do ambientalista.

As autoridades regionais de Krasnodar e Sochi negam que estejam participando de uma campanha de perseguição contra Vitichko ou outros membros do EWNC.

AV/ap/sid

Leia mais