Ativista Navalny volta à Rússia apesar de ameaça de prisão | Notícias internacionais e análises | DW | 17.01.2021

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Rússia

Ativista Navalny volta à Rússia apesar de ameaça de prisão

Recuperado de tentativa de assassinato com substância tóxica da era soviética, opositor de Putin retorna de Berlim a Moscou. Autoridades russas prometem deter Alexei Navalny tão logo ele deixe o avião.

Alexei Navalny e esposa Yulia em paisagem nevada

Alexei Navalny e esposa Yulia

Alexei Navalny, um dos principais opositores do presidente russo, Vladimir Putin, retorna da Alemanha à Rússia neste domingo (17/01), apesar de advertido pelas autoridades locais de que será preso ao desembarcar.

Tendo partido de Berlim, em voo da companhia russa Pobeda, com destino ao Aeroporto Vnukovo, em Moscou, Navalny conclamou seus apoiadores a encontrá-lo lá. As autoridades russas advertiram contra manifestações não autorizadas e reforçaram a segurança na área.

Ativistas e aliados do russo relataram ter sido abordados pela polícia neste domingo; e jornalistas se queixaram de ter o acesso barrado ao aeroporto, sob a alegação de medidas de segurança contra o novo coronavírus. Entretanto outros repórteres e jornalistas estão acompanhando o ativista político de 44 anos em seu voo.

Ameaça de prisão

Em agosto de 2020, Navalny foi transportado de avião para tratamento médico em Berlim, após sobreviver uma tentativa de assassinato empregando o agente dos nervos Novichok, na qual o Kremlin nega qualquer participação.

Na quinta-feira, o serviço penitenciário federal russo FSIN anunciou que adotará todas as ações necessárias para detê-lo, e requereu que sua sentença de liberdade condicional seja convertida em pena de prisão.

Interpelado por repórteres ao embarcar em Berlim, Navalny replicou: "Eu, preso? Sou uma pessoa inocente." Segundo um de seus advogados, Vadim Kobzev, "em teoria, eles podem detê-lo assim que ele chegue à Rússia, mas inicialmente só por 48 horas".

Em 2014, o ferrenho crítico do Kremlin foi condenado por fraude, num processo considerado politicamente motivado e declarado ilícito pelo Tribunal Europeu de Direitos Humanos.

Atrito entre Moscou e UE

Moscou vem rechaçando todas as imputações de ter envenenado o ativista anticorrupção, embora cientistas da Alemanha, Suécia e França tenham atestado nele vestígios de Novichok – diagnóstico confirmado por testes da Organização para a Proibição de Armas Químicas.

Além disso, alegando pertencer ao serviço de inteligência russo FSB, o próprio Alexei Navalny gravou um telefonema com um agente que admitiu ter participado do atentado com a substância tóxica procedente da era soviética. Moscou alega que a gravação é falsa.

O envenenamento do oposicionista russo e seu posterior tratamento na Alemanha têm sido objetos de atrito entre a Rússia e a União Europeia. No fim de 2020, a UE impôs proibições de ingresso e congelou as contas bancárias de diversas autoridades russas, entre as quais o diretor do FSB, Alexander Bortnikov.

AV/afp,ap,dpa,ots

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