Atentado deixa oito mortos em Nova York | Notícias internacionais e análises | DW | 01.11.2017
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Mundo

Atentado deixa oito mortos em Nova York

Terrorista joga caminhonete contra ciclovia em Manhattan, no maior ataque na cidade desde o 11 de Setembro. Investigadores tratam caso como inspirado no "Estado Islâmico".

Atentado ocorreu no sudoeste da ilha em Nova York

Atentado ocorreu no sudoeste da ilha em Nova York

Nova York foi alvo do que as autoridades tratam como o maior atentado terrorista na cidade desde o 11 de Setembro nesta terça-feira (31/10), quando um motorista jogou uma caminhonete contra uma ciclovia, matando oito pessoas e ferindo outras 11.

O ataque aconteceu numa ciclovia lotada às margens do Rio Hudson, em Manhattan. O motorista, identificado como Sayfullo Saipov, de 29 anos, foi baleado pela polícia no abdômen ao descer do carro e está em estado crítico no hospital.

"Com base nas informações que temos até o momento, foi um ato de terror – um particularmente covarde ato de terror contra a vida de civis inocentes", declarou o prefeito de Nova York, Bill de Blasio.

Após o atropelamento em massa, a caminhonete se chocou com um ônibus escolar. Em seguida, o terrorista desembarcou e, com uma arma de ar comprimido e uma de paintball, avançou contra pedestres gritando "allahu akbar", árabe para "deus é grande".

Após atingir ciclistas e pedestres, a caminhonete atingiu um ônibus escolar

Após atingir ciclistas e pedestres, a caminhonete atingiu um ônibus escolar

Os investigadores descobriram anotações em árabe perto da caminhonete que mencionam o "Estado Islâmico". Mas não há indicação ainda de conexão direta entre ele e a organização terrorista. Parece um caso, segundo a polícia, de "ataque inspirado" no EI.

Nascido no Uzbequistão, Sayfullo Saipov está nos Estados Unidos desde 2010 e possuí um "green card", visto que lhe dá o direito de residir de forma legal no país por tempo indeterminado. O carro usado no ataque era alugado.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, disse que o terrorista parece ter agido sozinho: “Não há evidências para sugerir uma trama mais ampla ou um esquema mais amplo. Estas são as ações de um indivíduo, para causar dor e danos e provavelmente morte.”

Entre os oito mortos, há cinco turistas argentinos. Eles faziam parte de um grupo de dez amigos que havia ido a Nova York para comemorar 30 anos de sua formatura na escola.

O presidente Donald Trump usou o Twitter para comentar o ataque: “Não podemos permitir a volta do 'Estado Islâmico', ou sua entrada, em nosso país depois de derrotá-los no Oriente Médio e em outros lugares. Basta.”

Num dia de sol, a ciclovia estava lotada no momento do ataque

Num dia de sol, a ciclovia estava lotada no momento do ataque

Trump ordenou que se endureça os vetos a cidadãos estrangeiros depois de ser divulgado que o autor do atentado é um imigrante. "Acabo de ordenar ao Departamento de Segurança Nacional que endureça nosso programa de vetos, que já é extremo. Ser politicamente correto é bom, mas não para isso!", afirmou o presidente, também no Twitter.

É a primeira vez que os EUA enfrentam um ataque terrorista com veículo – atentados similares na Europa mataram dezenas de pessoas no ano passado.

Em 14 de julho de 2016, um caminhão foi jogado contra uma multidão que comemorava o Dia da Bastilha na cidade francesa de Nice, matando 86 pessoas e ferindo centenas. O "Estado Islâmico" reivindicou então a autoria.

Cinco meses depois, um imigrante de 23 anos do Paquistão jogou um caminhão em um mercado de Natal lotado no centro de Berlim, matando 12 pessoas e ferindo 48.

RPR/ots/rtr/efe

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