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Astronautas chineses retornam à Terra após seis meses

16 de abril de 2022

Grupo bate recorde chinês no espaço. Além de fazer experimentos, trio continuou montagem de estação espacial e deu aulas de física para crianças da China. País asiático quer se tornar potência neste setor.

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Equipes abrem cápsula espacial onde estão astronautas chineses
Retorno de astronautas foi transmitido ao vivo por emissora estatal chinesaFoto: Peng Yuan/Xinhua/picture alliance

Três astronautas chineses regressaram à Terra neste sábado (16/04), após 183 dias no espaço, na missão espacial tripulada mais longa da história da China. O desembarque do grupo no deserto de Gobi, no norte do país, foi transmitido ao vivo pela emissora de televisão estatal chinesa CCTV.

Zhai Zhigang, de 55 anos, Ye Guangfu, de 41, e Wang Yaping, de 42, integrantes da missão Shenzhou-13, passaram seis meses na estação espacial chinesa, que ainda está em construção.

A aterrissagem "foi perfeita e os três 'taikonautas', como são conhecidos os astronautas chineses, estão em muito bom estado", indicou o jornal chinês Global Times, citando o Centro de Controle Espacial de Pequim.

O regresso à Terra demorou cerca de nove horas, depois da Shenzhou-13 concluir a separação do módulo principal da estação espacial chinesa.

Experiência no espaço

Durante a missão, Wang se tornou a primeira mulher da China a fazer uma caminhada espacial. O trio fez ainda diversos experimentos, testou tecnologias e continuou a montagem de equipamentos na estação espacial Tiangong (Palácio Celestial), que deverá ser concluída até ao final deste ano. Eles também deram aulas online de física para crianças chinesas em idade escolar.

De volta à Terra, o grupo passará por exames de saúde para verificar os impactos da ausência prolongada de gravidade no corpo.

O trio faz parte da segunda de quarto missões que serão enviadas pela China para montar a estação espacial do país, que orbita a cerca de 400 quilômetros da Terra e deverá ser concluída neste ano. O país investiu bilhões de dólares em seu programa espacial militar após ter sido excluída da Estação Espacial Internacional (ISS) em 2011, quando os Estados Unidos proibiram a Nasa de cooperar com os chineses.

A segunda maior economia do mundo tem planos de se tornar uma potência neste setor e se equiparar aos EUA e Rússia, que possuem décadas de experiência na exploração espacial. Pequim planeja ainda construir uma base na Lua e pretende enviar uma missão lunar tripulada até 2029.

CN (lusa, dw)