As principais notícias sobre a pandemia de coronavírus (22/06) | Notícias internacionais e análises | DW | 22.06.2020
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Coronavírus

As principais notícias sobre a pandemia de coronavírus (22/06)

OMS reporta recorde de novos casos em 24 horas, com maior salto tendo sido contabilizado no Brasil. País registra mais 663 mortes por covid-19 na segunda-feira e total chega a 51.271

Checagem de temperatura na porta de um centro comercial em São Paulo

Checagem de temperatura na porta de um centro comercial em São Paulo

Resumo desta segunda-feira (22/06):

  • Mundo tem 9 milhões de casos de covid-19, mais de 469 mil mortes e 4,4 milhões de recuperados
  • Brasil tem 1.106.470 casos, 51.271 mortes e 571.649 recuperados
  • Mundo bate novo recorde de casos em 24 horas, com Brasil à frente
  • Falta de liderança no combate à pandemia é ameaça maior que o próprio vírus, alerta OMS
  • Pequim tem menor número de infecções desde eclosão de novo surto
  • Reino Unido tem menor cifra de mortes em 24 horas desde meio de março

Transmissão encerrada. As atualizações estão no horário de Brasília:

 

20:10 - Arábia Saudita só permitirá peregrinação a Meca para residentes no país

O Ministério de Peregrinação da Arábia Saudita anunciou nesta segunda-feira que a peregrinação a Meca neste ano só poderá ser realizada por um número limitado de pessoas de diferentes nacionalidades e contanto que já estejam no reino, devido aos riscos da pandemia de covid-19.

O país já havia solicitado a suspensão dos planos de viagem para a peregrinação anual a Meca, prevista para o fim de julho, mas até agora não havia tomado uma decisão sobre o evento.

A decisão foi tomada "em meio à persistência desta pandemia", para que "o ritual seja seguro" e "cumpra as medidas preventivas e de distanciamento social", segundo um comunicado do governo. De acordo com o reino, a limitação do número de peregrinos tem como objetivo "preservar a alma humana" com base na lei islâmica.

A peregrinação anual a Meca é um dos cinco pilares do islã, e todo muçulmano deve realizá-la uma vez na vida se suas condições físicas e econômicas permitirem.

A Arábia Saudita já tinha suspendido em março a "umrah", uma peregrinação menor que pode ser feita ao longo de todo o ano e que atrai milhões de peregrinos, que gastam anualmente o equivalente a R$ 36 bilhões, segundo estimativas da Câmara de Comércio de Meca.

No momento, a Arábia Saudita é um dos países da região mais afetados pela covid-19, com mais de 3 mil casos diários e um total de 161.005 infectados e 1.307 mortes.

19:40 - Chile ultrapassa Espanha, e se aproxima de 250 mil casos de Covid-19

A pandemia de Covid-19 segue em ritmo veloz no Chile. Nesta segunda-feira, o país ultrapassou a Espanha em número de casos confirmados, após registrar 4.608 novos contágios nas últimas 24 horas, o que eleva a 246.963 o total de infecções no país sul-americano.

O Chile, com 18 milhões de habitantes, é o sétimo país com mais contágios no mundo, atrás de Estados Unidos, Brasil, Rússia, Índia, Reino Unido e Peru.

"Sempre dissemos que a situação é preocupante", disse o ministro da Saúde chileno, Enrique Paris, após um grupo de cientistas pedir medidas drásticas para frear a pandemia e alertar o que o país pode chegar a 70 mil mortes nos próximos meses se o ritmo de contágios não diminuir.

Nas últimas 24 horas, 23 pessoas morreram por Covid-19, e o total de mortos com exame PCR positivo chegou a 4.502, além dos 3.069 atribuídos à Covid-19 sem exames confirmados, o que leva o balanço a 7.571 mortes.

Após dias de polêmica devido à uma reportagem do portal Ciper, o governo chileno reconheceu que o número de mortos entregue à Organização Mundial da Saúde (OMS) era muito superior ao que era divulgado à população, situação que custou o cargo do ex-ministro Jaime Mañalich.

O departamento de estatística do ministério revelou no último fim de semana que 3.069 pessoas provavelmente morreram por Covid-19, mas que não foram confirmadas por testes. Esses números serão atualizados semanalmente.

Junto aos números de contágios e mortes, nas últimas horas também aumentou para 2.014 o número de pacientes internados, dos quais 403 estão em situação crítica.

18:40 - Brasil registra mais 663 mortes por covid-19; total chega a 51.271

Números do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) apontam que o Brasil registrou mais 663 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas. Com isso, o total de óbitos pela doença oficialmente identificados chegou a 51.271.

O Ministério da Saúde, por sua vez, apontou que 654 mortes foram registradas nesta segunda-feira. Já o consórcio de veículos de imprensa que vem realizando uma contagem paralela apontou um número superior: 748, com um total de 51.407 mortes. O consórcio, formado pelo Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL, foi formado no início do mês após o governo Bolsonaro tentar dificultar o acesso aos números, uma decisão que só foi revertida por ordem do Supremo Tribunal Federal.

A diferença pode ser explicada pelo horário da coleta dos números. O Conass atualizou seu painel às 18h. O Ministério, às 17h15. Os veículos do consórcio publicaram seus dados às 20h.

Diversas autoridades e instituições de saúde em todo o país, no entanto, alertam que os números reais da doença devem ser maiores em razão da falta de testes em larga escala e da subnotificação.

Segundo os dados do Conass, a taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes chegou a 24,4. Em número total de óbitos, o país ocupa a segunda posição no mundo. Já no cálculo levando em conta a população, o Brasil aparece em 14° - bem à frente de países vizinhos como a Argentina (2,27) e o Uruguai (0,72) e praticamente empatado com outras nações da América do Sul, como Equador (24,72) e Peru (24,57).

Nações europeias duramente atingidas pela doença como o Reino Unido (64,25) e a Bélgica (84,89) ainda aparecem bem à frente, mas esses países começaram a registrar seus primeiros casos entre três e quatros semanas antes do Brasil. 

Ainda segundo o Conass, o Brasil ainda registrou mais 21.597 casos, elevando total para 1.106.470. Já o consórcio apontou 24.358 novos casos, com um total de o 1.111.348.

No momento, o Brasil é o segundo país com mais casos identificados de covid-19 no mundo, atrás apenas dos EUA e à frente de nações mais populosas como Índia e Paquistão.

O Conass não informou o número de recuperados. Segundo o Ministério da Saúde, esse número chegou a 571.649 nesta segunda-feira.

14:00 - Falta de liderança no combate à pandemia é ameaça maior que o próprio vírus, alerta OMS

A falta de liderança global no combate à pandemia de covid-19 é uma ameaça maior que o vírus em si, alertou nesta segunda-feira o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. Segundo ele, a politização da crise agravou a crise ainda mais.

"O mundo precisa desesperadamente de união nacional e solidariedade global. A politização da pandemia a exacerbou", disse Tedros em discurso num fórum online global sobre saúde organizado pela Cúpula do Governo Mundial, com sede em Dubai.

"A grande ameaça que enfrentamos agora não é o vírus em si, mas a falta de solidariedade global e liderança global", completou.

 O chefe da OMS também afirmou que todos os países devem ter como prioridade a saúde universal, alertando que o mundo aprendeu da maneira mais difícil que sistemas de saúde fortes são "a base da segurança global da saúde e do desenvolvimento social e econômico".

Na última sexta-feira, a organização advertiu que a pandemia está se acelerando globalmente, após um recorde no número de novos casos em todo o mundo no dia anterior. Neste domingo, o planeta bateu um novo recorde, totalizando 183.020 infecções em 24 horas.

12:00 - Reino Unido tem menor cifra de mortes em 24 horas desde meados de março

O número de pessoas que morreram no Reino Unido em decorrência da covid-19 aumentou em 15 nesta segunda-feira, chegando a 42.647, afirmaram as autoridades de saúde britânicas.

Com isso, o país tem o menor registro diário de novas mortes devido ao novo coronavírus desde meados de março. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, introduziu as medidas de contenção à pandemia em 23 de março.

11:05 - Governo alemão promete "fazer tudo" para conter surto em frigorífico

Steffen Seibert, porta-voz da chanceler federal alemã, Angela Merkel, afirmou que "tudo precisa ser feito'' para conter um surto de coronavírus ligado a um grande frigorífico no estado alemão da Renânia do Norte-Vestfália, onde chegou a 1.331 o número de infectados, após terem sido detectados 300 novos contágios entre funcionários da unidade no domingo.

Seibert disse que 20 trabalhadores da sede da empresa Tönnies, situada na região oeste de Guterslöh, foram hospitalizados e vários estão em tratamento intensivo. "Temos grandes esperanças de que todos aqueles que adoeceram sobreviverão", afirmou Seibert em Berlim nesta segunda-feira. "Este é um surto que precisa ser levado muito a sério", acrescentou.

As autoridades têm se esforçado para impedir que o surto se espalhe, ordenando testes em massa de todos os trabalhadores e colocando milhares de pessoas em quarentena. Foram enviados virologistas, contatadas equipes de rastreamento, e o Exército alemão foi acionado para ajudar a conter o surto.

O surto no frigorífico Tönnies, onde muitos funcionários são migrantes do Leste Europeu, contribuiu para o aumento do número de reprodução R do Sars-Cov-2 na Alemanha, que saltou para 1,55 neste sábado, de 1,17 na véspera.

O fator indica o potencial de propagação do vírus, refletindo o transcorrer dos contágios nos últimos oito a 16 dias. Por sua vez, a média dos últimos quatro dias chegou a 1,79.

O Instituto Robert Koch (RKI), agência do governo alemão para controle e prevenção de doenças infecciosas, já registrou 190.359 casos confirmados e 8.885 mortes relacionadas ao vírus.

10:20 - Pequim registra menor número de infecções desde eclosão de novo surto

A Comissão Nacional de Saúde da China reportou nesta segunda-feira que 18 novos casos de covid-19 foram confirmados nas últimas 24 horas no país, nove deles em Pequim. É o menor número de infecções diárias na capital desde que um novo surto eclodiu num mercado da cidade, há 12 dias. Há alguns dias, 26 novos casos chegaram a ser registrados no país em 24 horas, 22 deles na capital.

Para conter o novo surto, as autoridades de Pequim haviam decretado "estado de guerra" na última terça-feira, isolando bairros inteiros da cidade.

01:05 - OMS reporta recorde de novos casos em 24 horas

A Organização Mundial de Saúde (OMS) reportou neste domingo um número recorde de novos casos de covid-19 em 24 horas, totalizando 183.020. O recorde anterior havia sido registrado na última quinta-feira, com 181.232 casos. 

Em seu boletim diário, a maior contagem de novos casos diários ficou com o Brasil, com 54.771 novas infecções, seguido dos EUA, que reportou 36.617. A Índia registrou mais de 15.400 casos.

Especialistas dizem que a alta pode ser devida tanto a um aumento das infecções quanto à maior realização de testes.

O número de mortos aumentou em 4.743, dos quais mais de dois terços (3.241) foram registrados nas Américas, região onde também foi contabilizado o maior número de novos casos (116.041).

00:25 - Brasil tem mais de 50 mil óbitos por covid-19, segundo Ministério da Saúde

O Brasil teve 641 novas mortes por covid-19 registradas em 24 horas, de acordo com os dados atualizados do Ministério da Saúde divulgados na noite deste domingo (21/06). Com a soma dos novos números, o país chegou ao total de 50.617 mortos em decorrência da doença causada pelo novo coronavírus.

Segundo o Ministério, 17.459 casos de covid-19 foram registrados entre sábado e domingo, totalizando 1.085.038 infectados no país. Destes, 549.386 se recuperaram.

O consórcio de veículos da imprensa brasileira que compila dados das secretarias estaduais de Saúde sobre a covid-19 em todo o país já havia apontado na noite de sábado que o país superou a marca de 50 mil óbitos. Neste domingo, o levantamento indicou 601 novas mortes decorrentes do novo coronavírus registradas em 24 horas, com o total de mortos pela doença chegando a 50.659.

Os dados são levantados pelos jornais O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Globo, Extra e dos portais G1 e UOL. Segundo o consórcio, o país tem 1.086.990 casos confirmados, sendo que 16.851 foram registrados nas últimas 24 horas.

Resumo deste domingo (21/06):

  • Mundo tem 8,9 milhões de casos e 466 mil mortes.
  • Brasil supera marca de 50 mil mortes por covid-19, afirma consórcio de veículos de imprensa
  • Espanha suspende estado de alarme
  • Casos de covid-19 em frigorífico alemão chegam a 1.300

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