As principais notícias sobre a pandemia de coronavírus (22/04) | Notícias internacionais e análises | DW | 22.04.2020
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Coronavírus

As principais notícias sobre a pandemia de coronavírus (22/04)

Casos passam de 2,5 milhões no mundo. Alemanha autoriza primeiro teste de vacina em humanos, e uso de máscara será obrigatório em todos os estados alemães. Média de enterros triplica em Manaus.

 Máscara será obrigatória em toda a Alemanha

Máscara será obrigatória em toda a Alemanha

Resumo desta quarta-feira (22/04):

  • Mundo tem mais de 2,5 milhões de casos, mais de 179 mil mortes e mais de 700 mil recuperados
  • Brasil soma 45.757 infecções e 2.906 mortes, segundo Ministério da Saúde
  • Reino Unido registra mais de 18 mil mortes
  • Partido A Esquerda pede 1.500 euros e anistia para ilegais na Alemanha
  • Máscara será obrigatória em toda a Alemanha
  • Brasil segue EUA e não endossa medida da ONU por cooperação contra covid-19
  • Média de enterros triplica em Manaus
  • Alemanha autoriza primeiro teste de vacina em humanos
  • Estudo nos EUA sugere ineficácia da hidroxicloroquina

Transmissão encerrada. As atualizações estão no horário de Brasília:

20:45 – Número de mortes no Peru passa de 500

O Peru registra ao todo 530 mortes pelo novo coronavírus, 46 delas nas últimas 24 horas, enquanto o número de casos de infecção chegou a 19.250, depois que mais 1.413 registros foram notificados no relatório do Ministério da Saúde nesta quarta-feira.

Embora o total de doentes seja inferior ao dos dias anteriores em termos percentuais, o aumento sustentado e elevado dos números nos últimos dias, mesmo com mais de um mês de isolamento social domiciliar, aproximou o país cada vez mais dos limites de seus recursos.

Nesta quarta, o presidente Martín Vizcarra se reuniu com o Conselho de Ministros para analisar as decisões que serão tomadas em vista do fim iminente do período de quarentena, marcado para o próximo domingo.

20:30 – Argentina registra contágios de coronavírus em três asilos

A Argentina sofreu nos últimos dias infecções massivas de idosos em pelo menos três asilos, dois deles em Buenos Aires e outro na província de Córdoba, e nesta quarta-feira autoridades da capital anunciaram que fecharão pelo menos um deles.

O secretário de Saúde de Buenos Aires, Fernán Quirós, disse que o caso seria processado depois que um dos lares, localizado no bairro de Belgrano, não tomou as medidas devidas nem reportou corretamente o que estava acontecendo ali.

O governo da capital tomou então a decisão de intervir com toda a sua equipe sanitária na noite desta terça para iniciar a retirada dos idosos e fechar o local, em cujas instalações foram registrados 18 casos de coronavírus - 14 em residentes e quatro em funcionários.

Desde sábado, sabe-se que os trabalhadores contagiados estavam no asilo, onde havia cerca de 50 internos, e todos os presentes foram atendidos pelos serviços de emergência. "Vamos certamente iniciar processos criminais contra os responsáveis por este asilo", declarou Quirós.

Em Córdoba, as autoridades sanitárias decidiram fechar na última segunda-feira uma clínica geriátrica na cidade de Saldán onde, até a noite de ontem, houve 65 casos e quatro mortes, duas delas comprovadamente por covid-19.

20:15 – Dois gatos nos EUA testam positivo para covid-19

Dois gatos se tornaram os primeiros animais domésticos a testar positivo para a covid-19 nos Estados Unidos. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), os dois gatos, de regiões distintas do estado de Nova York, apresentaram sintomas leves da doença.

A agência do governo federal acredita que os animais contraíram o coronavírus de seus donos ou de algum vizinho deles. O CDC destacou que não há evidências de que animais de estimação desempenhem um papel importante na transmissão da covid-19.

O CDC recomendou ainda que gatos sejam mantidos fechados em casas e que seja evitado que animais interajam com pessoas ou animais que não moram na mesma casa.

19:40 – Novo ministro da Saúde defende plano para saída do isolamento

Em sua primeira entrevista desde que assumiu o comando do Ministério da Saúde, Nelson Teich defendeu um plano para saída do isolamento e disse que o número de infectados no país é relativamente baixo se comparado com o total da população e não deve alcançar 70% da população em contato com a doença.

"É impossível um país sobreviver um ano, um ano e meio parado. O afastamento não pode não estar acompanhado de um programa de saída", disse, afirmando que o ministério está trabalhando para apresentar em breve essas diretrizes.

O ministro afirmou também que os possíveis impactos na economia podem influir no sistema de saúde. "Se tivermos desemprego e perda significativa na saúde suplementar, isso vai sobrecarregar mais o SUS".

Teich confirmou ainda que o general Eduardo Pazuello assumirá o cargo de secretário-executivo do ministério. Pazuello comandou a operação para a recepção de imigrantes venezuelanos no país entre março de 2018 e janeiro deste ano, além de coordenar a logística das tropas do Exército que atuaram nos Jogos Olímpicos.

"Nesses poucos dias que estou aqui, a impressão que eu tenho é que a gente precisa ser muito mais eficiente do que a gente é hoje. A gente está falando de logística, de compras, de distribuição, e ele é uma pessoa muito experiente nisso", justificou Teich ao anunciar a mudança.

18:33 - OMS diz que novo coronavírus ficará presente por muito tempo

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta quarta-feira que o novo coronavírus permanecerá presente "muito tempo", e disse que situação da Europa está começando a se estabilizar.

 "O vírus vai nos acompanhar durante muito tempo", afirmou Ghebreyesus, acrescentando que "o mundo não voltará a funcionar como antes" e que é preciso procurar uma nova e mais segura realidade.

Ghebreyesus disse que o avanço da pandemia na Europa ocidental está estável e com tendência a diminuir. Para a OMS, as situações na América Central e do Sul, na África e no leste europeu são as mais preocupantes.

Questionado se a declaração de emergência mundial devia ter sido feita mais cedo, o responsável máximo da organização enfatizou que essa declaração foi feita a 30 de janeiro, "o mais cedo possível", e esclareceu que naquele momento havia apenas 82 casos confirmados fora da China, a maioria em países vizinhos da China, onde começou a epidemia.

"Creio que declaramos a emergência no momento adequado, o mundo tinha tempo suficiente para responder", disse o responsável, que tem sido criticado pelos Estados Unidos em relação à forma como a OMS lidou com a pandemia.

18:15 - Cloroquina eleva risco de morte por covid-19, apontam estudos

Paralelamente ao desenvolvimento de uma vacina, cientistas de todo o mundo estão pesquisando se medicamentos já existentes também são eficazes contra o vírus Sars-Cov-2. Nas últimas semanas, fez-se grande alarde em torno do Resochin, cujos princípios ativos, cloroquina e seu derivado hidroxicloroquina, são empregados há décadas na prevenção e tratamento da malária.

Em experimentos de laboratório e em dois estudos clínicos na China e na França – embora envolvendo um número pequeno de casos – a cloroquina teria inibido a multiplicação do novo coronavírus em culturas celulares. Assim, a substância poderia teoricamente ser empregada como antiviral em casos graves de covid-19.

No entanto, segundo uma pesquisa mais recente nos Estados Unidos – ainda não submetida a avaliação independente (peer review) –, o medicamento antimalária não seria apenas em grande medida ineficaz no combate ao coronavírus. Na comparação direta, a taxa de mortalidade entre pacientes de covid-19 mostrou-se significativamente mais elevada após um tratamento com hidroxicloroquina: 28%, contra 11%, nos pacientes que receberam o tratamento padrão. 

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17:45 - Comissão Europeia planeja regras para restabelecimento do tráfego aéreo

A Comissão Europeia pretende propor no próximo mês regras para o retorno das viagens aéreas quando terminarem os bloqueios no continente. As medidas devem incluir o distanciamento social nos aeroportos e aviões, o uso de máscaras e a desinfecção de aeronaves e terminais.

"Tudo isso deve fazer parte das diretrizes e, provavelmente, em meados de maio, poderemos apresentar essa estratégia", disse a comissária europeia dos Transportes, Adina Valean.

17:30 - Brasil tem mais de 45 mil casos confirmados de covid-19

O número de casos confirmados de covid-19 chegou a 45.757 no Brasil nesta quarta-feira, com 2.678 infecções a mais do que no dia anterior, segundo dados do Ministério da Saúde. Foram registradas ainda 165 novas mortes, com o total de óbitos chegando a 2.906.

16:10 - Países poderão escolher novo caminho após pandemia, diz Greta

A ativista ambiental Greta Thunberg afirmou nesta quarta-feira que países terão a chance de escolher um novo caminho depois do fim das medidas de isolamento social impostas para conter o avanço do novo coronavírus e ressaltou que a pandemia mostra a necessidade de se pensar no longo prazo.

"Gostemos ou não, o mundo mudou. Parece completamente diferente de como era há alguns meses e, provavelmente, não será o mesmo novamente. Teremos a oportunidade de escolher um novo caminho a seguir", disse Greta durante uma videoconferência como parte de um evento online que marcou o Dia da Terra, criado há 50 anos para lembrar os desafios ambientais.

Greta Thunberg

Greta se tornou uma das principais vozes na luta contra as mudanças climáticas

Greta destacou que a crise climática pode não ser "tão imediata quanto à do coronavírus, mas precisa ser enfrentada agora, caso contrário, será irreversível". Ela pediu ainda que os líderes mundiais deixem as diferenças de lado e tomem as decisões necessárias.

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15:30 - Como a atividade humana está relacionada à propagação de doenças infecciosas

O impacto humano em habitats naturais, a perda de biodiversidade e a degradação de ecossistemas estão tornando eventos de propagação de vírus muito mais prováveis. O número de surtos de doenças infecciosas mais que triplicou a cada década desde os anos 1980. Além disso, mais de dois terços dessas enfermidades têm origem em animais e cerca de 70% delas provêm de bichos selvagens.

Leia a notícia completa sobre a destruição da vida selvagem e de ecossistemas

14:40 - Governo de São Paulo apresenta plano para relaxamento da quarentena

O governador de São Paulo, João Doria, apresentou o plano para o relaxamento da quarentena decretada no estado. A reabertura gradual da economia começará em 11 de maio. Segundo Doria, a proposta priorizará setores com maior vulnerabilidade econômica e menor risco à saúde, porém, não foi divulgado ainda quais estabelecimentos poderão voltar a funcionar nessa data.

"Numa pandemia como essa, quem determina os nossos passos são a saúde e a medicina. A saúde e a ciência e assim continuará a partir de 11 de maio, após o término da atual quarentena que vai até 10 de maio. Vamos levar em conta situações locais, regionais e setores que possam retornar a economia com as devidas medidas de proteção", disse Doria.

O plano prevê que as autorizações para a reabertura do comércio dependem da situação específica de cada região em relação à evolução da pandemia. Os locais serão classificados em três zonas de risco: vermelha, amarela e verde. Entre os critérios da classificação estão o número de leitos em hospitais da região e de testes disponíveis. Para cada setor, protocolos que estipulam medidas de higiene e segurança serão desenvolvidos.

A quarentena no estado de São Paulo começou em 24 março e foi prolongada duas vezes. Até agora, o estado, que é o epicentro da pandemia no país, registrou mais de 15 mil casos do novo coronavírus e mais de mil mortes.

14:15 - Número de mortos na Itália passa de 25 mil

O número de mortes em decorrência da covid-19 na Itália chegou a 25.085 nesta quarta-feira, 437 a mais do o total apresentado no boletim do dia anterior. Foram ainda registradas 3.370 novas infecções, com o total chegando a 187.327, segundo a agência de Defesa Civil do país. A soma de pacientes considerados curados já é de 54.543, com as 2.943 altas das últimas 24 horas.

Foi ainda registrada uma redução dos hospitalizados, que ficou em 23.805. Destes, 2.384 deram entrada em unidades de terapia intensiva. Em casa, isolados, estão 81.510 pessoas que deram positivo em exames.

13:30 - Berlim cancela maratona devido à pandemia

A decisão do governo de Berlim de proibir na cidade eventos com mais de 5 mil participantes até 24 de outubro levou ao cancelamento da maratona, que estava marcada para ocorrer em 27 de setembro. Quase 50 mil corredores já haviam se inscrito para participar da prova.

No ano passado, 47 mil corredores participaram da maratona de Berlim. Os organizadores da corrida afirmaram ao jornal local Tagesspiegel terem sido pegos de surpresa. A meia maratona, que deveria ocorrer em 5 de abril, também já havia sido cancelada devido à pandemia de covid-19.

Maratona de Berlim em 2019

Em 2019, maratona reuniu 47 mil corredores em Berlim

11:20 - Reino Unido registra mais de 18 mil mortes

O número de pacientes de covid-19 que morreram em hospitais no Reino Unido aumentou para 18.100, um crescimento de 763 em relação ao balanço do dia anterior. Na véspera, haviam sido registrados 828 óbitos. Segundo informação das autoridades de saúde do país, o número de infecções confirmadas aumentou para quase 133.500.

Uma reportagem do jornal Financial Times, entretanto, indica que o número de mortes em decorrência do novo coronavírus é consideravelmente maior. Estatísticas divulgadas pela publicação, que também incluem suspeitos de terem a doença, mas que não foram testados e morreram em casa, listam 41 mil óbitos.

O governo britânico vem enfrentando duras críticas por sua gestão da pandemia, com relatos frequentes de falta de equipamento de proteção para funcionários de hospitais e casas de repouso. As autoridades do país também são acusadas de não disponibilizar testes para mais pessoas com sintomas, os tendo primeiramente limitado aos pacientes hospitalizados, estendendo só recentemente a medida aos profissionais de saúde, seus familiares e outros trabalhadores essenciais.

10:50 - Partido A Esquerde pede 1.500 euros e anistia para ilegais na Alemanha

Em uma carta aberta à chanceler federal alemã, Angela Merkel, e ao ministro do Interior alemão, Horst Seehofer, deputados do partido A Esquerda pedem a rápida legalização de todas as pessoas sem permissão de residência na Alemanha e uma ajuda de 1.500 euros para cada uma delas.

"Pessoas sem documentos também fazem parte da população alemã", escreve o deputado Lorenz Gösta Beutin, líder da iniciativa, que argumenta que os ilegais devem receber auxílio estatal por razões humanitárias.

O texto, divulgado pela revista Der Spiegel, pede também uma "anistia geral imediata para todas as pessoas sem permissão de residência". O dia 22 de março é sugerido como a data-chave. Além disso, o texto pede que todas as deportações devam ser suspensas.

A carta recebeu assinatura de 27 dos 69 integrantes da bancada do A Esquerda no Parlamento alemão.

10:20 - Máscara será obrigatória em toda a Alemanha

A partir da próxima semana, passa a vigorar a obrigatoriedade do uso de máscara protetora em determinados locais públicos em todos os estados da Alemanha. Renânia do Norte-Vestfália, Baixa Saxônia, Renânia-Palatinado, Sarre e Bremen anunciaram nesta quarta-feira um regulamento correspondente, prevendo o uso obrigatório do acessório no transporte público e no comércio. Brandemburgo também adotará a medida, depois que 10 estados federais já haviam adotado ou anunciado regulamentos similares até esta terça-feira.

A entrada em vigor da obrigatoriedade de máscara será na segunda-feira, dando a cidadãos e empresas comerciais o tempo necessário para se preparar aos novos regulamentos.

"As máscaras podem contribuir para reduzir ainda mais o risco de infecção, de acordo com o lema: eu protejo você, você me protege", disse Malu Dreyer, governadora de Renânia-Palatinado.

A maioria dos estados alemães já havia decidido ou anunciado a obrigatoriedade da máscara nos últimos dias. Renânia do Norte-Vestfália e Brandemburgo, em particular, rejeitaram a ideia inicialmente, mas depois mudaram de opinião, devendo aprovar oficialmente a medida nesta quinta-feira.

Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental decidiu na quarta-feira ampliar ao comércio a obrigatoriedade da máscara, que valia apenas para o transporte público, a partir de segunda-feira. Qualquer pessoa que não cumpra a medida pode ser multada em 25 euros. Já em Berlim, a máscara será obrigatória no transporte público, mas não em lojas, conforme decisão do governo da capital alemã divulgada nesta terça-feira.

Crianças usando máscaras de proteção, uma delas tem um cachorro sob o casaco

Obrigatoriedade de máscara em determinados locais públicos passa a vigorar na segunda-feira em todo o país

9:40 - Estudo nos EUA sugere ineficácia da hidroxicloroquina

A hidroxicloroquina, medicamento contra a malária amplamente apontado como uma possível cura para a covid-19, mostrou menos efetividade que o tratamento padrão, sendo até associada a mais mortes entre veteranos de guerra, segundo um estudo realizado nos EUA.

O estudo foi realizado através da análise dos registros médicos de 368 veteranos americanos contaminados com a doença, tratados na rede de hospitais para ex-combatentes nos Estados Unidos e que morreram ou tiveram alta até 11 de abril.

A taxa de mortalidade dos que usaram hidroxicloroquina foi de 28%, em comparação com 22% quando a droga foi tomada com o antibiótico azitromicina – combinação favorecida pelo cientista francês Didier Raoult, cujo estudo sobre o assunto em março provocou uma onda de interesse global pela droga. Já a taxa de mortalidade dos que receberam o tratamento padrão foi de 11%.

A hidroxicloroquina, com ou sem azitromicina, era mais provável de ser prescrita para pacientes com doenças mais graves, mas os autores descobriram que o aumento da mortalidade persistiu mesmo depois de feitos ajustes estatísticos nas taxas mais altas de uso.

Outras limitações do estudo, que ainda será submetido a análise por especialistas, incluem o fato de que ele não atribuiu pessoas aleatoriamente a grupos, já que se trata de uma análise feita em retrospecto, o que significa que investigou registros do que já havia acontecido.

Além disso, os resultados são difíceis de generalizar porque a população era altamente específica: a maioria dos pacientes era do sexo masculino, com idade média acima de 65 anos, grupo que é afetado desproporcionalmente por doenças subjacentes, como diabetes e doenças cardíacas.

Apesar das várias limitações do estudo, ele contribui para adicionar mais dúvidas sobre a eficácia do medicamento, que tem entre seus defensores os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro.

9:10 - Trump anuncia assinatura de decreto suspendendo imigração

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou para esta quarta-feira a assinatura do decreto para impedir temporariamente a imigração no país. Ele havia divulgado a medida nesta terça-feira. Com ela, o presidente afirma que pretende proteger os trabalhadores locais em meio à pandemia de coronavírus.

"Vou assinar a ordem executiva que proíbe a imigração em nosso país hoje", escreveu ele no Twitter. A medida está programada para durar 60 dias e afetará vistos de trabalho temporário e green cards, documento que dá residência permanente ao beneficiário.

Presidente dos EUA, Donald Trump

Presidente dos EUA, Donald Trump

8:50 - Reino Unido testa potencial vacina em voluntários

Uma potencial vacina contra o coronavírus que está sendo desenvolvida na Universidade de Oxford, no Reino Unido, deve começar a ser testada em voluntários humanos nesta quinta-feira.

O secretário de Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, disse que seu país está na "vanguarda do esforço global" para produzir uma vacina e está investindo na capacidade de fabricação para garantir que, em caso de sucesso, a substância seja disponibilizada ao público o mais rápido possível.

"O desenvolvimento de vacinas é um processo de tentativa e erro, e tentativa novamente", disse ele, acrescentando que o governo está "apostando tudo" em projetos de vacinas.

A Universidade de Oxford receberá 20 milhões de libras (mais de 132 milhões de reais) do governo, segundo Hancock. Outro projeto no Imperial College London receberá 22,5 milhões de libras.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que o desenvolvimento de uma vacina segura levará de 12 a 18 meses, mas os cientistas de Oxford dizem ter esperança de poderem produzir 1 milhão de doses de uma vacina experimental já em setembro.

8:20 - Primeira morte por covid-19 nos EUA ocorreu 20 dias antes do reportado

As primeiras mortes por coronavírus nos Estados Unidos ocorreram semanas antes do que se pensava inicialmente, segundo autoridades de saúde da Califórnia. Autoridades em Santa Clara revelaram que as autópsias de duas pessoas que morreram sem diagnóstico em casa nos dias 6 e 17 de fevereiro revelaram sinais de covid-19. Também foi comprovado que uma terceira morte, em 6 de março, foi causada pelo vírus. A primeira morte oficial por coronavírus nos EUA foi relatada em 26 de fevereiro.

As autoridades locais disseram que as três pessoas morreram em casa, num momento em que os testes eram muito limitados e estavam disponíveis apenas para quem retornava de áreas de alto risco ou para quem recorria a um médico com sintomas de coronavírus.

Nesta semana, um estudo publicado pela Universidade de Stanford e que analisou 3.300 voluntários em Santa Clara mostrou que o número de infecções por coronavírus é pelo menos 50 vezes maior que o número confirmado pelas autoridades.

Mais de 800 mil pessoas nos EUA foram diagnosticadas com covid-19 e mais de 45 mil morreram devido à doença.

7:40 - Alemanha autoriza primeiro teste em humanos para vacina no país

A Alemanha autorizou seu primeiro teste clínico de uma possível vacina para o novo coronavírus, anunciou nesta quarta-feira (22/04) a autoridade reguladora do país, o Instituto Paul Ehrlich. A firma Biontech recebeu sinal verde para testar quatro variantes de um componente desenvolvido por ela em cooperação com a gigante americana Pfizer. O estudo será realizado em cerca de 200 voluntários. O teste clínico deverá testar sobretudo a tolerância e a segurança da substância.

O estudo, que foi o quarto a ser autorizado no mundo, representa, segundo o Instituto Paul Ehrlich, um "passo significativo" para tornar a vacina disponível o mais rapidamente possível. A entidade afirmou que a aprovação é "resultado de uma avaliação cuidadosa do perfil de risco e benefício potencial da possível vacina".

Os testes serão realizados em 200 voluntários saudáveis, ​​com idades entre 18 e 55 anos, enquanto a segunda fase deverá incluir voluntários pertencentes a grupos de alto risco, ou seja, idosos e pessoas com histórico de doenças, e abranger até 500 pessoas.

Nem o Instituto Paul Ehrlich nem os desenvolvedores especificaram quando o teste começará, embora a Biontech tenha afirmado em comunicado que seria "em breve" e "mais cedo do que nossas expectativas". Segundo o Instituto Paul Ehrlich, essa fase de testes dura de três a cinco meses, e só aí parte-se para um teste mais amplo.

O instituto também ressaltou que mais testes clínicos de substâncias candidatas à vacina contra a covid-19 devem começar na Alemanha nos próximos meses.

6:40 - Estado dos EUA processa China por gestão da crise de covid-19

O estado americano do Missouri entrou nesta terça-feira (21) com uma ação num tribunal federal dos EUA contra a liderança chinesa pela conduta de Pequim na gestão da pandemia de covid-19, exigindo reparação por danos causados.

Segundo o procurador-geral do estado, Eric Schmitt, a liderança do país asiático fez pouco para impedir a disseminação da enfermidade e silenciou denunciantes, devendo ser responsabilizada por "mentir para o mundo sobre o perigo e a natureza contagiosa da covid-19".

A ação alega que até 23 de janeiro o governo chinês ocultou a seriedade do surto ao mundo. O processo acusa a China de negar no início da crise haver risco de transmissão de pessoa para pessoa. A imunidade soberana, no entanto, protege a China de ser processada por um Estado.

No entanto, Schmitt afirma que seu argumento legal é válido, pois considera o Partido Comunista da China um ator não estatal. A China rejeitou seguidamente acusações de que adiou a revelação de detalhes da gravidade da pandemia.

06:00 - Alemanha registra mais de 2 mil novos casos em um dia

De acordo com o Instituto Robert Koch (RKI), órgão de prevenção e controle de doenças da Alemanha, o número de infecções no país cresceu em 2.237 nas últimas 24 horas, chegando a 145.694. Além disso, ocorreram mais 281 mortes pela covid-19, aumentando a cifra total de óbitos decorrentes da doença no país para 4.879. Cerca de 99.400 pacientes se recuperaram, correspondendo a um aumento de 4.200 em relação ao dia anterior.

05:10 - Média de enterros triplica em Manaus, e cemitério cava valas comuns

Assistir ao vídeo 00:50

Em meio a pandemia, Manaus abre dezenas de covas

O estado do Amazonas enfrenta uma alta incomum no número de enterros, que triplicaram devido à pandemia e ao colapso do sistema de saúde local. O maior cemitério de Manaus teve que abrir valas comuns para sepultar vítimas de covid-19. Antes da pandemia, cerca de 30 corpos eram enterrados diariamente no cemitério Nossa Senhora Aparecida, também conhecido como Parque Tarumã, no bairro Tumarã. Nos últimos dias, a média diária ultrapassou cem enterros.

Nas valas, chamadas pela prefeitura de trincheiras, são enterrados caixões lado a lado. A prefeitura diz que, apesar do procedimento de escavação, são preservadas as identidades dos corpos, com a garantia do distanciamento entre os caixões e da identificação dos túmulos.

A prefeitura de Manaus também instalou duas câmaras frigoríficas no cemitério para guardas os corpos antes do enterro.

Vista aérea de sepulturas e escavação de valas comuns no cemitério Nossa Senhora Aparecida, também conhecido como Parque Tarumã

Escavação de valas comuns no cemitério Nossa Senhora Aparecida, também conhecido como Parque Tarumã

04:00 - Brasil segue EUA e não endossa medida da ONU por cooperação contra covid-19

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou na noite desta segunda-feira (20/04), uma resolução pedindo uma cooperação internacional para acelerar o desenvolvimento, a produção e o acesso global a medicamentos, vacinas e equipamentos médicos para enfrentar a pandemia de coronavírus.

O Brasil, juntamente com países como Estados Unidos, Hungria, Venezuela, Irã e Rússia, esteve entre as 14 nações que não endossaram a medida – entre os 193 membros da ONU.

Como a Assembleia Geral não está promovendo votações devido à pandemia, um rascunho da resolução circula entre os Estados-membros e, caso algum país apresente objeções à medida dentro do prazo de avaliação, ela é derrubada. Normalmente os documentos são aprovados por votação ou consenso.

Cada país pode endossar a proposta como patrocinador ou co-patrocinador. Países que não escolhem uma dessas opções mas também não fazem objeções à resolução estão, em tese, apoiando o texto.

Na prática, os 14 países que não patrocinaram o texto não o endossaram, mas também não impediram sua aprovação.

A resolução foi apresentada pelo governo do México. Ela pede que o secretário-geral da ONU, António Guterres, coopere com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para coordenar, identificar e recomendar opções que garantam o acesso justo, transparente e eficientes a remédios, equipamentos e futuras vacinas, em especial em países em desenvolvimento.

O texto também encoraja os Estados-membros a trabalharem em conjunto para aumentar a pesquisa sobre vacinas e medicamentos e a colaboração científica.

A resolução "reafirma o papel fundamental" da ONU na coordenação de uma resposta global à pandemia e "reconhece o papel de liderança crucial" desempenhado pela OMS.

Resumo dos principais acontecimentos desta terça-feira (21/04):

  • Oktoberfest de Munique é cancelada devido à pandemia
  • Dez estados alemães impõem uso de máscara no transporte público
  • ONG afirma que falta de liberdade de imprensa na China é ameaça mundial
  • Trump suspende emissão de green card por 60 dias
  • Casa Branca e Congresso dos EUA concordam em mais um pacote de US$ 500 bilhões
  • Berlim anuncia reabertura de museus em maio
  • Itália registra mais 534 mortes por covid-19, mas mantém tendência de redução de contágios

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