As principais notícias sobre a pandemia de coronavírus (08/04) | Notícias internacionais e análises | DW | 08.04.2020
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Coronavírus

As principais notícias sobre a pandemia de coronavírus (08/04)

Brasil registra 15.927 casos e 800 mortes, segundo Ministério da Saúde. Alemanha supera marca de 1 milhão de testes para detectar novo coronavírus. Reino Unido tem recorde diário de mortes por covid-19

Profissional da saúde chora diante de hospital em Nova York

Profissional da saúde chora diante de hospital em Nova York, cidade mais afetada pela covid-19 nos EUA

Resumo desta quarta-feira (08/04):

  • Mundo tem mais de 1,5 milhão de casos confirmados, mais de 88 mil mortes e 329 mil pacientes recuperados
  • Brasil registra 15.927 casos e 800 mortes, segundo Ministério da Saúde
  • Estados Unidos têm recorde diário de mortes, com quase 2 mil em 24 horas
  • Economia alemã deve recuar 9,8% no segundo trimestre
  • Alemanha supera marca de 1 milhão de testes para detectar novo coronavírus
  • Reino Unido tem recorde diário de mortes por covid-19

Transmissão encerrada. As atualizações estão no horário de Brasília:

 

21:30 - Em pronunciamento, Bolsonaro defende uso da cloroquina contra covid-19

Em pronunciamento transmitido em cadeia nacional na noite desta quarta-feira (08/04), o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o uso amplo da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento da covid-19, mesmo sem estudos conclusivos sobre a eficácia dos remédios no tratamento da doença.

Esse foi o quinto pronunciamento de Bolsonaro em meio à pandemia do coronavírus e, assim como nos anteriores, provocou panelaços em grandes cidades brasileiras.

Pela primeira vez, o presidente também usou um pronunciamento na TV para se solidarizar com as famílias brasileiras que perderam membros na pandemia. Essa manifestação ocorre quase um mês e meio depois do registro da primeira morte por coronavírus no Brasil. Até o momento, 800 pessoas morreram de covid-19 no país.

Leia a matéria completa

19:30 - Governo peruano anuncia prorrogação da quarentena até 26 de abril

Presidente do Peru, Martin Vizcarra, anunciou nesta quarta-feira que a quarentena imposta para combate ao novo coronavírus será prolongada até o dia 26 deste mês, depois que foram registrados 1.388 novos casos no país em 24 horas, elevando o total a 4.342.

"O estado de emergência emitido em meados de março prolonga-se até domingo, 26 de abril, e com isso garantiremos que o esforço que todos os peruanos estão fazendo pode ser mantido e sustentado no futuro", declarou Vizcarra em um pronunciamento no Palácio do Governo.

A quarentena, com imobilização nacional e toque de recolher, foi previamente prolongada e deveria terminar no próximo domingo, dia em que as autoridades acreditam que a curva de contágio estará próxima do pico em território peruano.

Ainda segundo um boletim emitido nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde, houve 14 novas mortes por Covid-19, e com isso a doença já fez 121 vítimas no Peru. Do número total de infectados, 512 estão hospitalizados, dos quais 113 estão em terapia intensiva com a ajuda de ventilação mecânica. 

19:13 - Amazonas troca secretário de Saúde 

O governo do Amazonas anunciou nesta quarta-feira a troca do titular da Secretária de Saúde estadual (Susam). É o primeiro estado brasileiro a promover uma mudança no comando da saúde desde o início da pandemia de coronavírus. O anúncio ocorre um dia depois de o governo local admitir que o sistema de saúde do estado está perto do colapso. Na terça-feira, 95% dos leitos de UTI e respiradores da rede pública do Amazonas estavam ocupados.

A nova titular da Susam é a biomédica Simone Papaiz que já ocupou a chefia da secretaria de Saúde de Bertioga (SP).  Ele vai assumir no lugar de Rodrigo Tobias, pesquisador da Fiocruz Amazônia. 

No dia 4 de abril, o Ministério da Saúde apontou o Amazonas como um dos cinco estados do país com indícios de transição para a fase de aceleração descontrolada de casos de coronavírus, ao lado de Ceará, e Rio de Janeiro, São Paulo e o Distrito Federal.

17:28 - Brasil registra mais 133 mortes por covid-19; total chega a 800

Novo balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta quarta-feira aponta que o total de mortes por covid-19 no país chegou a 800. 

Mais 133 mortes foram registradas nas últimas 24 horas, um novo recorde diário. Na terça-feira, haviam sido contabilizadas mais 114 mortes.

O total de casos de infecção no Brasil também cresceu: agora são 15.927 – 2.210 a mais, um crescimento de 16%. 

16:26 - Secretaria de Saúde do Rio volta atrás e nega registro de mortes na Rocinha

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro divulgou nota na tarde desta quarta-feira, corrigindo uma informação divulgada pela manhã que apontava mortes por covid-19 na Rocinha. Mais cedo, o órgão havia informado que cinco pessoas haviam morrido na comunidade e mais três em Manguinhos. Na realidade, segundo a secretaria, a Rocinha acumula seis casos confirmados da doença. Destes, cinco pacientes têm doenças prévias que podem agravar o quadro. Leia a nota:

"A SES errou! A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro esclarece que a informação publicada no Painel Coronavírus sobre óbitos em bairros (incluindo Rocinha) não está correta. A secretaria pede desculpas pelo erro e trabalha para continuar sendo transparente e disponível neste momento de crise do coronavírus. Pedimos desculpas sobretudo aos veículos de comunicação que divulgaram as informações confiando no painel, lançado na última semana com o objetivo de levar mais informações à população. A SES reforça que trabalha para a correção de dados e que, numa análise preliminar, os dados corretos seriam, para a Rocinha, 6 casos confirmados sendo 5 com comorbidade."

A SES não indicou ainda se as três mortes em Manguinhos foram efetivamente confirmadas.

15:25 - Alemanha supera marca de 1 milhão de testes para detectar novo coronavírus

O Ministério da Saúde da Alemanha anunciou nesta quarta-feira que já foram realizados 1,3 milhão de testes no país para o diagnóstico de infecção pelo novo coronavírus, o que representa 1,5% de toda a população.

Os dados foram contabilizados pelo Instituto Robert Koch, órgão público de análises e pesquisas epidemiológica. No balanço, não é detalhado se existem pessoas que realizaram o exame mais de uma vez.

Segundo os números, foram realizados 12,45 diagnósticos para cada 1.000 pessoas, uma das maiores taxas registradas no planeta.

Entre os países que mais testaram no mundo, aparecem a Coreia do Sul, com 9,06 exames para cada milhar de pessoas; a Austrália, com 12,24; a Áustria, com 13,12; e a Suíça, com 18,74. A taxa de mortalidade na Alemanha tem sido de 1,8%.

Segundo defendem alguns especialistas, os testes em massa podem ser um fator de controle da propagação do novo coronavírus.

A Alemanha, de acordo com boletim mais recente, registrou 103 mil casos de infecção e 1.861 mortes - destas 1.770 foram registradas entre pessoas com mais de 60 anos. Em média, a Alemanha tem realizado mais de 350 mil testes por semana nos últimos 30 dias.

 

14:43 - Diretor da OMS defende trabalho da organização e revela que está sofrendo ameaças e ofensas racistas


O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, defendeu nesta quarta-feira (08/04) o trabalho do órgão das Nações Unidas, um dia após o presidente americano, Donald Trump, acusar a entidade de demorar para agir frente à pandemia. O mandatário dos EUA ainda ameaçou cortar o financiamento da OMS – o país repassou mais de 400 milhões de dólares à organização em 2019.

"Na OMS não fazemos política, nos preocupamos com quem precisa. Por favor, não politizem esse vírus. Nós fizemos tudo que era possível até agora e seguiremos fazendo. O que precisamos agora é de unidade nacional. Sem unidade, qualquer país, por melhor que seja o sistema de saúde, vai sofrer. Estados Unidos, China, o G20 e o resto dos países devem estar unidos para lutar contra esse vírus. As 60 mil pessoas que morreram já são o suficiente", disse. 

Ghebreyesus ainda revelou que vem recebendo nos últimos três meses ameaças de morte e ofensas de diversos tipos, incluindo de conotação racista

"Há três meses tenho sofrido ataques pessoais, alguns racistas, e, para ser honesto, estou orgulhoso de minha cor. Recebi até ameaças de morte, mas não me importo. Por que me importaria de ser atacado se as pessoas estão morrendo? Estamos perdendo vidas a cada minuto", disse o etíope.

Microbiologista e ex-ministro da Saúde e das Relações Exteriores do país natal, o chefe da OMS afirmou que um dos primeiros ataques veio de Taiwan, e que o governo, no auge da crise do coronavírus na Ásia, não se distanciou dessas intimidações.

Em entrevista coletiva virtual e acompanhado por dois dirigentes que coordenam a resposta da OMS à pandemia, o diretor-geral afirmou que, embora não dê atenção aos ataques, sente grande tristeza quando estes são dirigidos contra o povo ou o continente africano. "Quando é pessoal, não me importo, não sou melhor do que ninguém, mas quando toda uma comunidade é insultada, não posso tolerar isso", disse em tom tranquilo.

"A OMS fará o seu melhor para não lamentar nada, mas pelo caminho cometeremos erros, como qualquer ser humano", disse, ressaltando que existem e existirão avaliações das medidas e erros que a organização possa ter cometido desde que foi detectado o surgimento do coronavírus.
 

14:20 - Itália mantém tendência de desaceleração de mortes por covid-19

O governo da Itália atualizou nesta quarta-feira para 17.669 o número total de mortos por covid-19 no país. O país registrou mais 542 vítimas nas últimas 24 horas, um número que mantém a tendência de baixa dos últimos dois dias. Em 27 de março, o país chegou a registrar 919 mortes.

Desde que o coronavírus Sars-CoV-2 foi identificado na Itália, em 20 de fevereiro, o país detectou 139.422 casos. Nas últimas 24 horas, foram identificadas 3.836 novos, mas que ainda confirma uma desaceleração da propagação, segundo o chefe da agência de Defesa Civil, Angelo Borrelli. No final de março, o país chegou a registrar entre 5 mil e 6 mil novos casos por dia.

Um total de 26.491 pessoas já se recuperaram da doença.

A maioria dos casos positivos, 63.084, ou 66%, estão em isolamento domiciliar. Outros 28.485 estão internados com sintomas (menos que no dia anterior) e 3.693 estão na UTI, também um número inferior e que mantém uma redução na quantidade desde tipo de pacientes pelo quinto dia consecutivo.


14:12 - Reino Unido tem recorde diário de mortes por covid-19

O Reino Unido registrou mais 938 mortes por covid-19 nesta quarta-feira, estabelecendo um novo recorde diário de óbitos pelo segundo dia consecutivo.

O total de mortes no país chega a 7.097. 

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o número de casos confirmados da doença avançou em 5.492, totalizando agora 60.733, depois de 232.708 pessoas terem sido testadas desde o início da pandemia.

O número diário de mortes cresceu nos últimos dois dias, após 439 óbitos registrados na segunda-feira. Na terça-feira, foram 786.

Os responsáveis pelo sistema de saúde alertaram que os números podem não fornecer uma imagem em tempo real da progressão da doença, uma vez que algumas mortes levam vários dias para serem relatadas e incluídas no registro oficial.

A assessora científica do Ministério da Defesa britânico, Angela McLean, disse durante entrevista coletiva que, apesar do aumento de mortes e infecções, existem fatores que sugerem que "a disseminação do vírus não está acelerando".

Ela garantiu que a curva de internações por conta da Covid-19 começou a cair, o que aumenta o otimismo sobre uma possível desaceleração das infecções.

13:50 – Rocinha e Manguinhos têm primeiras mortes por coronavírus

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro confirmou nesta quarta-feira as primeiras mortes por covid-19 na Rocinha e em Manguinhos, duas das maiores comunidades cariocas.

Na Rocinha, na zona sul da cidade do Rio, morreram cinco pacientes, sendo quatro homens e uma mulher, todos com mais de 40 anos. Em Manguinhos, na zona norte, foram três vítimas, dois homens e uma mulher, com idades entre 50 e 59 anos.

Em todo o estado do Rio, houve até o momento 1.688 casos confirmados e 89 mortes, segundo dados do Ministério da Saúde de terça-feira. É o estado mais atingido depois de São Paulo.

13:10 – Em média, brasileiros percorrem 72 km para atendimento médico básico

Os brasileiros percorrem, em média, 72 quilômetros para ter atendimento médico e odontológico de baixa e média complexidade, como consultas, exames clínicos, serviços ortopédicos e radiológicos, fisioterapia e pequenas cirurgias. Quando se trata de alta complexidade, que são os atendimentos que envolvem internação, cirurgias, exames como ressonância magnética e tomografia e tratamentos como o de câncer, a média de deslocamento mais do que dobra, ficando em 155 quilômetros.

Os dados equivalentes a 2018 são de uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que antecipou alguns de seus resultados nesta quarta-feira visando ajudar a traçar estratégias de enfrentamento à pandemia de covid-19 no Brasil. O levantamento é feito a cada dez anos, e a pesquisa completa deve ser divulgada ainda neste ano.

Quando se fala de baixa complexidade, os maiores deslocamentos ocorrem na Região Norte. Manaus (AM) é a cidade que recebe pacientes que percorreram as maiores distâncias, em média 418 quilômetros. Os menores deslocamentos são em Santa Catarina, o único estado onde a média é inferior a 40 quilômetros. 

Para atendimento de alta complexidade, o estado do Rio de Janeiro é o que tem a menor média de deslocamento: 67 quilômetros. A explicação é que a capital divide os pacientes com outros municípios, o que não costuma ocorrer, por exemplo, no Nordeste, onde os tratamentos estão concentrados nas capitais. 

Nas regiões Sudeste e Sul, os deslocamentos para alta complexidade ficaram, em média, em 100 quilômetros, enquanto em Roraima essa distância chega a  471 quilômetros.

Os dados devem auxiliar na criação de políticas públicas de enfrentamento à pandemia. "É possível identificar, por exemplo, municípios onde pode ocorrer superlotação das unidades de saúde. Os órgãos poderão correlacionar com a quantidade de respiradores e verificar pontos no território menos assistido, julgando necessária a instalação de locais de atendimento", explica o gerente de Redes e Fluxos Geográficos do IBGE, Bruno Hidalgo.

12:30 – Mortes na Espanha sobem pelo segundo dia

O número de mortos em 24 horas na Espanha aumentou pelo segundo dia consecutivo. O país registrou mais 757 óbitos nesta quarta-feira, em comparação com 743 no dia anterior. As cifras são muito menores do que o recorde de 950 mortes registrado em 2 de abril, mas mostram que a crise do novo coronavírus ainda está longe de terminar no país.

Ao todo, a Espanha soma agora 14.555 mortos por covid-19 – o segundo maior número do mundo, depois da Itália. Há suspeitas, no entanto, de que esse balanço oficial esteja subestimando uma realidade ainda mais traumática.

Em Madri, por exemplo, a diferença entre o número de enterros reportados nas últimas duas semanas de março e o número de mortos pelo vírus foi substancialmente maior do que o número de mortos no mesmo período em 2018. Isso sugere que algumas vítimas da pandemia podem não ter sido computadas no balanço oficial.

As infecções também seguem crescendo: foram mais de 6 mil casos confirmados nesta quarta-feira, elevando o total de infectados a 146.690. A Espanha tem mais casos do que qualquer outro país europeu. No mundo, fica atrás apenas dos Estados Unidos, com quase 400 mil infecções.

12:05 – Alemanha vai acolher centenas de menores refugiados da Grécia

O governo alemão deverá acolher entre 350 e 500 menores refugiados desacompanhados nas próximas semanas, segundo anunciou o ministro do Exterior do país, Heiko Maas, nesta quarta-feira. A decisão foi tomada em meio a preocupações sobre a rápida disseminação do coronavírus e a superpopulação em campos de refugiados nas ilhas gregas. 

Na próxima semana, até 50 crianças deverão viajar dos campos nas ilhas gregas para a Alemanha, um anúncio que foi confirmado nesta quarta-feira pelo governo da chanceler federal Angela Merkel.

Segundo autoridades, os menores provavelmente passarão o período obrigatório de quarentena, de duas semanas, no estado da Baixa Saxônia, antes de serem redistribuídos a diferentes regiões do país. 

A Alemanha estaria organizando um voo fretado em conjunto com Luxemburgo. Este país deverá acolher 12 jovens que atualmente estão nas ilhas de Lesbos e Chios. O traslado para Luxemburgo deverá acontecer nos próximos dias em cooperação com a agência da ONU para refugiados (Acnur) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM). 

Leia a notícia completa

11:45 – Comércio mundial terá queda de até 32% em 2020, estima OMC

O comércio mundial deverá ter uma queda de 13% a 32% em 2020, devido ao impacto provocado pela pandemia de covid-19, informou  a Organização Mundial do Comércio (OMC) nesta quarta-feira.

O estudo contempla dois possíveis cenários. No mais otimista, com uma queda de 13%, a recuperação no ano seguinte seria de 21,3%. No mais pessimista, com redução de 32%, a recuperação em 2021 seria de 24%.

"As cifras são feias, não há como negar. No entanto, uma recuperação rápida e vigorosa é possível", admitiu o diretor-geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo.

O relatório foi elaborado por economistas da organização e aponta para uma queda nas transações globais possivelmente maior do que a ocorrida durante a crise financeira de 2008 e 2009.

Por regiões, a estimativa é que as exportações caiam 17,1% na América do Norte, 12,9% na América do Sul e 12,2% na Europa. No entanto, em cenários mais pessimistas, há possibilidade de retração entre 30% e 40% nessas áreas. Em todas elas, porém, a OMC prevê recuperações de transações comerciais na casa dos 20% já em 2021.

11:00 – Governo transfere PIS/Pasep para o FGTS e permite saque de até R$ 1.045 

O governo federal extinguiu o fundo PIS-Pasep e autorizou o saque temporário de até R$ 1.045 (um salário mínimo) por pessoa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A medida provisória (MP) foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na noite de terça-feira (07/04) e faz parte das ações emergenciais para ajudar o trabalhador a enfrentar a crise provocada pela pandemia. Os saques do FGTS poderão ser feitos de 15 de junho a 31 de dezembro. 

Ao portal G1, o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, disse que a medida pode injetar mais de R$ 35 bilhões na economia, beneficiando cerca de 60 milhões de trabalhadores. 

De acordo com a MP, o patrimônio das contas PIS-Pasep será transferido para o FGTS a partir de 31 de maio. Em 3 de abril, o governo antecipou em um mês o prazo final de saque do abono salarial 2019/2020. Inicialmente, esse prazo era 30 de junho, mas passou para 29 de maio deste ano. Os recursos remanescentes não sacados até 1º de junho de 2025 serão considerados abandonados e passarão a ser propriedade da União. 

Caso o titular tenha mais de uma conta vinculada, o saque será feito, primeiro, nas contas relativas a contratos de trabalho extintos, com início pela que tiver o menor saldo e, em seguida, pelas demais contas vinculadas, também começando por aquela de menor saldo. 

A Caixa Econômica Federal vai estabelecer o cronograma de pagamento. Será permitido crédito automático em conta poupança na Caixa ou crédito em conta bancária de qualquer instituição financeira indicada pelo trabalhador, desde que esteja em seu nome.  

10:30 – Boris Johnson está respondendo ao tratamento na UTI, diz governo britânico

Internado na UTI de um hospital em Londres desde o agravamento de seu estado de saúde devido ao novo coronavírus, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, está respondendo ao tratamento para a covid-19 e tem condição estável, informou o governo britânico.

"O primeiro-ministro permanece clinicamente estável e está respondendo ao tratamento", disse um porta-voz. "Ele continua a ser tratado na unidade de terapia intensiva do Hospital St. Thomas. Ele está de bom humor."

Johnson ainda está recebendo "tratamento de oxigênio padrão", mas respira sem nenhuma outra assistência, acrescentou o porta-voz.

Único líder de uma grande potência diagnosticado com covid-19, Johnson, de 55 anos, foi internado no Hospital St. Thomas de Londres no último domingo para ser submetido a exames. Na segunda-feira, seu estado de saúde se agravou, e ele foi transferido para a UTI.

09:55 – Ponte aérea com a China pode trazer até 25 toneladas de carga por dia para Alemanha  

O governo federal alemão organizou uma ponte aérea para trazer com urgência da China equipamentos de proteção em meio à pandemia, divulgou nesta quarta-feira a agência de notícias alemã DPA. A ponte aérea possibilita que, diariamente, um avião de passageiros da Lufthansa viaje para Xangai para buscar 25 toneladas de carga. Outras opções de transporte extras também poderão ser oferecidas pelo Ministério de Defesa. 

Atualmente, os equipamentos de proteção para equipes médicas, como máscaras respiratórias, são escassos no mundo todo, tornando o mercado ainda mais competitivo. Com a iniciativa, o governo alemão quer centralizar a aquisição dos itens para, depois, distribuir para consultórios, hospitais e casas de repouso. 

Na noite desta terça-feira, após uma escala em Seul, um avião vindo de Xangai aterrissou em Munique com oito milhões de máscaras protetoras.

09:00 – Maioria dos brasileiros prevê perda de renda devido a pandemia, diz Datafolha

Em meio à crise causada pela pandemia de covid-19, a doença respiratória causada pelo novo coronavírus, o pessimismo dos brasileiros aumentou, aponta uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada nessa quarta-feira (08/04). 

Segundo o levantamento, 69% preveem que seus rendimentos diminuirão nos próximos meses, e apenas  30% acham que isso não acontecerá. Na pesquisa anterior, divulgada em 24 de março, 57% temiam a perda de renda, e 43% descartavam a possibilidade.

O temor é maior entre os mais pobres, mas aumentou significativamente entre os mais ricos. Entre as pessoas com renda familiar mensal de até dois salários mínimos (R$ 2.090), 73% têm expectativa de redução da própria renda (antes, eram 61%). Entre os brasileiros com renda superior a dez salários mínimos (R$ 10.450), 67% preveem redução nos ganhos (na pesquisa anterior, eram 49%). O Datafolha ouviu 1.511 pessoas entre os dias 1º e 3 de abril. As entrevistas foram feitas por telefone. 

De acordo com o instituto, se perdessem seus rendimentos agora, 40% dos entrevistados teriam dinheiro o suficiente para se sustentar por no máximo um mês, 6% afirmaram que já não estão conseguindo se sustentar, e 11% responderam que teriam dinheiro suficiente para menos de 15 dias.

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07:00 – Economia alemã deve recuar 9,8% no segundo trimestre

De acordo com os maiores institutos econômicos da Alemanha, o Produto Interno Bruto (PIB) do país deverá encolher em 4,2% este ano devido à pandemia do coronavírus, e somente no segundo trimestre do ano, a economia deverá recuar 9,8% em decorrência das medidas de isolamento social.

A avaliação intitulada "Economia em choque – política financeira resiste", que serve de orientação para o governo alemão, alerta que a situação econômica da Alemanha ainda pode piorar.

"A pandemia poderia desacelerar mais lentamente do que o esperado, e a retomada da atividade econômica poderia ter menos êxito e impulsionar uma nova onda de contágio", diz o texto conjunto. O relatório foi elaborado por cinco órgãos de pesquisa econômica na Alemanha: DIW, IFO, IFW, IWH e RWI. 

Segundo os especialistas, medidas adicionais para conter o avanço da infecção pelo coronavírus Sars-Cov-2, causador da doença pulmonar covid-19, poderiam paralisar a produção por mais tempo do que o previsto ou mais amplamente, levando à  falência de empresas.

No primeiro trimestre, a previsão é de que o desempenho econômico da Alemanha tenha encolhido 1,9%. O declínio de 9,8% previsto para o segundo trimestre seria o mais intenso desde 1970, quando o desempenho trimestral começou a ser calculado, e mais do que o dobro da queda avaliada durante o primeiro trimestre de 2009, na esteira da crise financeira global.

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04:45 – Trump ameaça congelar contribuições dos EUA à OMS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite desta terça-feira (07/04) que está considerando congelar as verbas que o governo americano repassa à Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele acusou a entidade de má gestão da pandemia de coronavírus e de demostrar um viés favorável à China.

O presidente americano acusou a OMS de ser "parcial" em favor da China, de ter "falhado" em alertar sobre o coronavírus na época em que os primeiros casos surgiram e criticou a entidade por repudiar algumas das medidas que o governo dos EUA tomou em relação à pandemia, como a proibição de viagens.

"A OMS estava errada, eles não avisaram a tempo, poderiam ter avisado meses antes. Eles saberiam, eles deveriam saber, eles provavelmente sabiam", disse Trump.

Ele frisou que os Estados Unidos são o maior doador para a OMS e financiam "a maior parte" da organização.
Além disso, sem entrar em detalhes sobre a acusação, Trump declarou que as decisões tomadas pela OMS "parecem ser muito tendenciosas em relação à China".

De acordo com dados da OMS, para o período 2016-2017, o último de que se tem dados disponíveis, os Estados Unidos forneceram 76% das contribuições voluntárias, o que representa mais de três quartos do orçamento da organização sediada em Genebra, na Suíça.

Trump chegou a anunciar que congelaria as contribuições dos Estados Unidos, mas, depois, na mesma coletiva, voltou atrás e alegou que a possibilidade estava em estudo. Ele não deu detalhes sobre que valores seriam congelados e por quanto tempo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Trump: "A OMS não avisou a tempo"

04:40 – EUA registram recorde mundial de mortes por covid-19 num dia

Os Estados Unidos registraram o maior número diário de óbitos decorrentes de infecção por coronavírus já registrado no mundo. Segundo contabilização da Universidade Johns Hopkins, 1.939 pessoas morreram em 24 horas no país. É o maior número de mortes registrado num país num único dia desde o início da propagação do vírus Sars-Cov-2.

No total, os EUA registravam, na manhã desta quarta-feira, 12.911 mortes decorrentes da doença covid-19, causada pelo coronavírus. O país é o terceiro em número de óbitos, atrás de Itália (17.127) e Espanha (14.045). Os Estados Unidos são o país com maior número de casos confirmados, próximos ao patamar de 400.000.

00:00 – Resumo dos principais acontecimentos de terça-feira (07/04):

  • China não registra mortos por covid-19 pela primeira vez desde janeiro
  • Japão declara estado de emergência e anuncia pacote financeiro contra coronavírus
  • Itália supera 17 mil mortes, mas ritmo de novos contágios continua caindo
  • Juiz bloqueia fundos partidário e eleitoral e determina que valores sejam usados para combater pandemia
  • Chefe do principal organismo de ciência da UE renuncia e critica reação do bloco

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