As principais notícias sobre a pandemia de coronavírus (07/04) | Notícias internacionais e análises | DW | 07.04.2020
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Coronavírus

As principais notícias sobre a pandemia de coronavírus (07/04)

China não registra mortos por covid-19 pela primeira vez desde janeiro. Japão declara estado de emergência. Brasil tem 13.717 casos confirmados e 667 óbitos, segundo Ministério da Saúde

Três minutos de silêncio em homenagem a vítimas do coronavírus em Pequim, no dia 4 de abril

Três minutos de silêncio em homenagem a vítimas do coronavírus em Pequim, no dia 4 de abril

Resumo desta terça-feira (07/04):

  • Mundo tem mais de 1,4 milhão de casos confirmados, mais de 81 mil mortes e mais de 300 mil pacientes recuperados
  • Brasil tem 13.717 casos confirmados e 667 óbitos, segundo Ministério da Saúde
  • China não registra mortos por covid-19 pela primeira vez desde janeiro
  • Japão declara estado de emergência e anuncia pacote financeiro contra coronavírus
  • Itália supera 17 mil mortes, mas ritmo de novos contágios continua caindo
  • Juiz bloqueia fundos partidário e eleitoral e determina que valores sejam usados para combater pandemia

Transmissão encerrada. As atualizações estão no horário de Brasília:

21:53 - Chefe do principal organismo de ciência da UE renuncia e critica reação do bloco

Em carta, Mauro Ferrari, que estava há apenas três meses no comando do Conselho Europeu de Pesquisa, reclamou falta de coordenação e colaboração de Estados-membros no combate à covid-19. "Estou extremamente decepcionado com a resposta europeia ao covid-19", escreveu.

Leia a notícia completa

19:44 - Mandetta diz que ministério ainda não pode recomendar cloroquina, mas que médicos têm autonomia para receitar

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou nesta terça-feira que sua pasta ainda não pode fazer uma recomendação nacional para o uso amplo da cloroquina para o tratamento de covid-19, mas apontou que os médicos têm autonomia para receitar o fármaco – se informarem os pacientes sobre riscos e se responsabilizarem pela prescrição.

"A prescrição médica no Brasil, a caneta e o CRM do médico, está na mão dele. Se ele quiser comunicar o paciente dele, 'olha, não tenho nenhuma evidência, acho que poderia usar esse medicamento, com tal risco, pode ter isso, e se ele se responsabilizar individualmente, não tem óbice nenhum", disse o ministro, em entrevista coletiva.

"Mas para que nós possamos, no Ministério da Saúde, assinar que o Ministério da Saúde recomenda que se tome essa medida, precisamos de um pouco mais de tempo para saber se isso pode ser considerado uma coisa boa ou se tem efeito colateral."

O tema da cloroquina tem gerado tensão entre o ministro e Jair Bolsonaro. O presidente já propagandeou o medicamento como "cura", mesmo sem estudos amplos que atestem sua eficácia, e tem pressionado Mandetta e elaborar um protocolo amplo para sua recomendação em larga escala. O ministro, no entanto, já disse em ocasiões anteriores que faltam estudos sobre o remédio no tratamento da covid-19 e chegou a declarar que a cloroquina não é uma "panaceia".

Mandetta também disse nesta terça-feira que solicitou ao Conselho Federal de Medicina que reúna relatos e observações sobre o uso do medicamento, mesmo que verbais. "E o Conselho Federal de Medicina é quem fala ok ou não ok", disse. Segundo ele, há nove estudos sobre o uso da cloroquina e outros medicamentos potenciais contra o coronavírus no país. Os resultados preliminares devem começar a sair a partir do dia 20 de abril.

"Vamos fazer um parêntese específico sobre cloroquina e hidroxicloroquina. Já liberamos tanto para os pacientes críticos, que são aqueles dentro de CTI’s, já liberamos para qualquer paciente interno em hospitais, sejam aqueles moderados, o medicamento já é dispensado, entregue e tem protocolo. Estamos analisando, agora, na forma anterior ao leves, que é onde pode haver algum tipo de ‘senão'", disse o ministro.

18:30 - Juiz bloqueia fundos partidário e eleitoral e determina que valores sejam usados para combater pandemia

O juiz federal Itagiba Catta Preta Neto, da Justiça Federal em Brasília, determinou nesta terça-feira o bloqueio dos recursos do fundo partidário e do fundo eleitoral para que os valores, que somam quase 3 bilhões de reais, sejam usados no combate à pandemia de coronavírus. 

"Determino, em decorrência, o bloqueio dos fundos eleitoral e partidário, cujos valores não poderão ser depositados pelo Tesouro Nacional, à Disposição do Tribunal Superior Eleitoral. Os valores podem, contudo, a critério do chefe do Poder Executivo, ser usados em favor de campanhas para o combate à pandemia de coronavírus – Covid-19, ou a amenizar suas consequências econômicas", escreveu o magistrado na decisão.

O Fundo Eleitoral a ser usado nas campanhas eleitorais deste ano foi estipulado em 2 bilhões de reais, após ser aprovado pelo Congresso em dezembro. Já o Fundo Partidário prevê distribuir 959 milhões de reais para os partidos neste ano.

A Advocacia-Geral da União (AGU) disse que ainda não foi notificada da decisão, mas já adiantou que vai recorrer.

17:54 - Mandetta conversa com embaixador chinês sobre combate ao coronavírus

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, conversou por telefone nesta terça-feira com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming. Segundo o diplomata, os dois conversaram sobre cooperação bilateral e compartilhamento de experiências no combate à covid-19. 

Em sua conta no Twitter,  Yang comentou sobre a conversa, afirmando que ela foi em “"rol do enfrentamento conjunto deste desafio global".

A conversa ocorre um dia após Mandetta ter anunciado que pretende seguir no cargo de ministro, apesar da fritura promovida pelo presidente Jair Bolsonaro e seu círculo, que não escondem sua irritação com o protagonismo do titular da Saúde no enfrentamento da pandemia. A demissão de Mandetta chegou a ser anunciada por alguns jornais, mas o presidente acabou recuando, após pressão da ala militar do governo.

Yang também coleciona conflitos com pessoas do círculo radical de Bolsonaro. Nesta semana, ele classificou como "racista" uma publicação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que fazia troça do sotaque chinês e acusava a China de usar a pandemia para "dominar o mundo". Antes disso, Yang também havia criticado mensagens similares de um dos filhos do presidente, o deputado Eduardo, que culpou a China pelo coronavírus.

17:13 - Brasil registra mais 114 mortes; total chega a 667

Novo balanço do Ministério da Saúde aponta que o Brasil registrou mais 114 mortes por covid-19. O total chega 667 desde o início da pandemia no país.

O balanço aponta ainda que 13.717 pessoas foram diagnosticadas com covid-19 no país – 1.661 a mais do que na segunda-feira, é o número mais alto de novas contaminações em um dia desde o início da pandemia.

16:00 - França supera 10 mil mortes por covid-19

A França ultrapassou nesta terça-feira a marca de 10 mil mortes por covid-19, com um total de 10.328 óbitos desde o dia 1º de março, 1.427 a mais do que o balanço de segunda-feira, informou o diretor-geral de Saúde do país, Jérôme Salomon. 

No total, o país já registrou 7.091 mortes em hospitais e 3.237 em asilos para idosos e outras instalações.

Embora no caso dos asilos tenham sido computadas 820 mortes, esse número não significa que os novos óbitos ocorreram exatamente nas últimas 24 horas. O governo vem recebendo aos poucos dados de asilos, muitas vezes contabilizando um bloco maior de mortes no dia em que as informações são reunidas. 

15:51 - Marrocos decreta obrigação de uso de máscaras para qualquer saída na rua

O governo do Marrocos decretou a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção para todo cidadão que sair de casa durante o período de confinamento. O descumprimento poderá render pena de prisão de um a três meses.

A medida, assinada pelos ministros do Interior e da Saúde, entrou em vigor nesta terça-feira, dia em que o presidente da Procuradoria Geral do país, Mohamed Abdennabaoui, enviou uma circular para promotores dos tribunais marroquinos, cobrando aplicação "estrita e firme" da determinação.

Além do risco de prisão, as pessoas que não utilizarem máscaras ainda poderão ser multados em valor que vai de 300 a 1,3 mil dirhams (R$ 152 a R$ 662).

Também serão considerados infratores todos os que incitarem o não uso das máscaras, seja em espaços públicos, por meio das redes sociais ou por qualquer outro meio de comunicação.

Para tornar o equipamento de proteção mais acessível, o governo definiu preço de 0,80 dirhams (R$ 0,40) como máximo por unidade da máscara. Uma série de indústrias nacionais ainda foram transformadas em produtoras do item.

Desde o dia 20 de março, o Marrocos está em estado de emergência, o que limita o deslocamento da população nas ruas, com exceção de funcionários de serviços considerados essenciais ou em caso de emergência.

Até o momento, o país do Norte da África tem registro de 1.141 casos de infecção pelo novo coronavírus, além de 83 mortos. 

15:07 - Após 11 semanas de quarentena, Wuhan suspende proibição de sair da cidade

Wuhan começou na madrugada desta quarta-feira (data local) a suspender a proibição de sair da cidade, restrição que havia sido imposta no dia 23 de janeiro como parte da quarentena de quase 11 semanas devido à crise gerada pela disseminação do coronavírus.

Centenas de veículos começaram a cruzar os pedágios para fora da cidade, onde haviam sido instalados controles policiais para impedir os moradores de saírem de Wuhan, segundo imagens transmitidas ao vivo pela televisão estatal CGTN.

Com horas de antecedência, alguns veículos já estavam em fila de espera para sair de Wuhan, que tem 11 milhões de habitantes. O jornal Global Times diz que muitos dos que estão deixando a cidade são pessoas que tinham ficado presas em Wuhan sem residir no local.

Mas, apesar do otimismo sobre o fim dessa restrição, a imprensa chinesa adverte que a cidade ainda está "longe de voltar à vida normal".

Nesta quarta-feira serão retomados os voos - exceto internacionais e diretos para Pequim - e trens, assim como ônibus de longa distância. Os serviços de táxi, balsas e bondes na cidade também voltarão a funcionar.
No entanto, as autoridades municipais pediram para que os moradores não deixem a cidade ou a província de Hubei - da qual Wuhan é a capital - a menos que seja necessário.

Segundo comunicado citado pela imprensa oficial, o governo da província de Hubei adverte que a ausência de novos casos detectados não significa que o risco de contágio tenha desaparecido completamente.

Na verdade, se uma pessoa que quiser sair de Wuhan não tiver um código QR que ateste seu estado de saúde e a ausência de contato com pessoas infectadas, ela não poderá deixar a cidade.

Por enquanto, as restrições de entrada nos complexos residenciais permanecerão em vigor, com controles de temperatura nas portas, e os cidadãos continuarão a ser obrigados a usar máscaras. Em shopping centers, supermercados e parques reabertos, o fluxo de visitantes terá que ser limitado, enquanto a reabertura de escolas na província ainda não será permitida.

14:32 – Itália supera 17 mil mortes, mas ritmo de novos contágios continua caindo

A Itália superou nesta terça-feira as 17 mil mortes em decorrência da covid-19, com o registo de 604 novos óbitos nas últimas 24 horas, indicaram as autoridades italianas. Por outro lado, o governo destacou que o número de novos contágios e de pessoas hospitalizadas está em declínio

Com a atualização dos dados, a Itália, um dos países mais afetados pela pandemia de covid-19, totaliza 17.127 vítimas desde o início da crise. 

A Defesa Civil italiana destacou que o número diário de mortes foi menor do que no dia anterior - na segunda-feira tinham sido contabilizados 636 óbitos num dia. 

Em termos globais, desde o diagnóstico do primeiro caso de covid-19 de contaminação interna no país, em fevereiro, a Itália acumula 135.586 casos. Foram mais 3.039 em comparação com segunda-feira. Os novos números, no entanto, indicam a manutenção da tendência de um abrandamento na propagação do vírus. Foi a menor marca desde 13 de março. Na segunda-feira, o país havia registrado 3.599 novos casos.

Um total de 24.392 pessoas estão curadas da covid-19, das quais 1.555 receberam alta nas últimas 24 horas, precisou o chefe da Defesa Civil italiana, Angelo Borrelli.

E, pelo quarto dia consecutivo, caiu o número de pessoas atendidas nas Unidades de Terapia Intensiva: no momento, são 3.792 pessoas que precisam desse tipo de atendimento, 106 menos do que na segunda-feira.

"Parece que estamos, finalmente, começando a ver uma queda nos novos casos na curva epidêmica. Após uma fase de planalto parece haver uma descida e a curva tende a flexionar, mas vamos esperar pelos próximos dias para podermos suspirar de alívio", advertiu Giovanni Rezza, do Instituto Superior de Saúde de Itália.
 

13:51 – Paris endurece isolamento e proíbe prática de esportes ao ar livre entre 10h e 19h

As autoridades de Paris endureceram as medidas de isolamento na capital, nesta terça-feira, ao proibirem os parisienses de praticar atividades esportivas ao ar livre entre 10h e 19h, em uma tentativa de conter a disseminação do coronavírus.

A medida veio depois de muitos políticos e médicos franceses expressarem consternação com o fato de que ainda são vistas pessoas correndo ou se reunindo perto de mercados nas ruas de Paris, apesar das ordens do governo para ficarem o maior tempo possível em casa.

O governo francês vinha autorizando a prática de exercícios durante uma hora por dia, em um raio de um quilômetro do domicílio. Só que a presença constante de corredores nas calçadas era criticada por especialistas como um problema de saúde pública e um desrespeito em relação aos cidadãos que saem para fazer compras de produtos básicos e aqueles que precisam portar um documento de autorização para trabalhar. Nos últimos dias, com a chegada da primavera, o número de esportistas aumentou ainda mais.

A polícia e subprefeituras da cidade disseram em um comunicado conjunto que, a partir de quarta-feira, esportes ao ar livre não serão mais permitidos em horários diurnos convencionais. Aqueles que quiserem praticar corridas terão que fazê-lo entre as 19h e 10h.

A França determinou o confinamento de moradores em casa em 17 de março para frear a proliferação do vírus. As medidas foram prorrogadas até 15 de abril e provavelmente serão renovadas.

Nos primeiros dias de confinamento, o presidente francês, Emmanuel Macron, criticou a falta de disciplina dos franceses, que vinham burlando as regras de confinamento. "Quando vejo que as pessoas continuam indo ao parque, à praia ou correndo para os mercados, é porque não entenderam as mensagens transmitidas pelas autoridades", disse na ocasião.

O número de mortes do coronavírus no país alcançou a marca de 8.911 na segunda-feira, após mais 605 pessoas morrerem em 24 horas. Quase 75 mil pessoas foram diagnosticadas com covid-19 no país.

13:42 – Boris Johnson permanece na UTI mas respira sem ajuda de aparelhos

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que passou a noite na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após um agravamento de seu estado de saúde devido ao novo coronavírus, não tem pneumonia e respira sem ajuda de aparelhos - anunciou o governo nesta terça-feira.

"Permaneceu estável durante a noite e mantém o ânimo", afirmou sua porta-voz. "Está recebendo o tratamento padrão de oxigênio e respirando sem nenhuma outra ajuda. Não precisou de respirador mecânico, nem de apoio respiratório não invasivo", insistiu, acrescentando que Johnson não foi diagnosticado com pneumonia.

Único líder de uma grande potência infectado pela covid-19, Johnson, de 55 anos, foi internado no Hospital St. Thomas de Londres no domingo para ser submetido a exames. Na segunda-feira, seu estado de saúde se agravou, e ele foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva.

13:42 – Reino Unido registra novo recorde diário de mortes

O Reino Unido registrou nesta terça-feira 786 mortes a mais em decorrência da covid-19. É o maior número diário desde o início da pandemia no país. O total de vítimas no país chega agora a 6.159.

Os casos confirmados de infecção, na comparação com o último boletim, aumentaram em 3.634, com isso, são 55.242 no geral, a partir da realização de testes de diagnóstico em 213.181 pessoas, segundo o Ministério da Saúde local. 

Na segunda-feira, o balanço diário tinha registrado mais 439 mortes e 3.802 novas infecções.

13:00 – Número de mortes na cidade de Nova York supera o do 11 de Setembro

O estado de Nova York registrou nesta terça-feira (07/04) o maior número de mortes por covid-19 em um único dia, afirmou o governador do estado, Andrew Cuomo. Segundo ele, 731 pessoas morreram nas últimas 24h, elevando o número de óbitos no estado para 5.489. Por dois dias, os números ficaram estáveis, mas voltaram a subir.

A cidade de Nova York é a que registra o maior número de mortes nos EUA: 3.485, superando o número de óbitos registrados no 11 de Setembro. O ataque terrorista de 2011 matou 2.753 pessoas em Nova York e 2.977 no total.

De acordo com o levantamento em tempo real da Universidade Johns Hopkins, o país tem, no total, 369.069 casos de coronavírus e 11.018 mortes. Nova York é o estado mais afetado, com 138.836 casos.

12:55 – Brasileiros recebem em questão de horas renda emergencial do governo alemão

Brasileiros residentes na Alemanha, com ou sem passaporte europeu, estão conseguindo auxílio financeiro durante o período de crise do novo coronavírus. O valor da ajuda varia de acordo com o perfil de cada pessoa, mas pode chegar a 15 mil euros. A DW Brasil conversou com dois dos beneficiários: uma microempreendedora que mora em Colônia, e um DJ de Berlim.

12:15 – Aeroporto de Frankfurt perde 95% dos passageiros

A pandemia do novo coronavírus atingiu em cheio o aeroporto de Frankfurt, que perdeu 95% dos passageiros. Segundo dados divulgados pela operadora Fraport nesta terça-feira (07/04), na semana de 30 de março a 5 de abril, o terminal recebeu apenas 66.151 passageiros, o equivalente a 5% do número registrado no mesmo período do ano anterior.

Já o volume de carga, em comparação com o mesmo período de 2019, diminuiu 25%, para 32.904 toneladas, embora o número aeronaves cargueiras tenha aumentado mais de 20%. Os voos extras, porém, não compensaram completamente o volume adicional que é habitualmente transportado por aeronaves de passageiros. Normalmente, cerca de metade da carga é levada nos porões de aviões de passageiros. 

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11:30 – Governo divulga site e app para trabalhadores receberem auxílio de R$ 600 

O governo lançou nesta terça-feira (07/04) um aplicativo e um site para o cadastro de beneficiários da ajuda emergencial de 600 reais, anunciada na semana passada. A previsão é de que entre 15 milhões e 20 milhões trabalhadores informais se cadastrem para receber o benefício, que será pago durante três meses e será limitado a dois membros da mesma família.  O repasse pode chegar a 1.200 reais para mães solteiras. 

Após a etapa de cadastro, o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, espera que o benefício seja liberado em quatro ou cinco dias úteis.  

Trabalhadores informais que têm direito ao auxílio e não fazem parte do Cadastro Único poderão se cadastrar pelo aplicativo disponibilizado pela Caixa Econômica Federal. Dúvidas sobre o cadastramento serão ainda respondidas pela central 111.

O aplicativo pode ser baixado gratuitamente. De acordo com o ministro, houve um acordo com empresas de telefonia para que mesmo as pessoas sem crédito no celular possam baixar o app. 

Devem usar esse mecanismo apenas microempreendedores individuais, contribuintes individuais do INSS e informais que não fazem parte de nenhum programa federal. 

Para ter direito ao auxílio, o trabalhador precisa ter mais de 18 anos, cumprir alguns critérios de renda familiar e não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família. 

Os critérios de renda são: ter renda mensal per capita de até meio salário mínimo (522,50 reais) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (3.135 reais), e não ter recebido rendimentos tributáveis acima de 28.559,70 reais em 2018. No total, a medida deve beneficiar 54 milhões de pessoas.

10:45 – Escassez de papel higiênico causa entupimento de canalização na Alemanha 

A escassez de papel higiênico nos mercados da Alemanha, aparentemente, está causando um problema inesperado no país europeu. Companhias de saneamento alemãs vêm alertado para o aumento nos casos de entupimento nos sistemas de canalização devido ao descarte incorreto de lixo nos vasos sanitários. 

Na Alemanha, o papel higiênico costuma ser descartado no vaso sanitário, e não em lixeiras como no Brasil. Com a falta de papel higiênico, no entanto, a população aparentemente está substituindo esse item por produtos semelhantes, como lenços umedecidos e papel toalha de cozinha. O descarte incorreto destes materiais em privadas tem resultado em canos entupidos.   

Várias cidades já relataram esse tipo de problema. O município de Flecken Ottersberg, na Baixa Saxônia, por exemplo, emitiu um aviso para que a população não descarte lenços umedecidos no vaso – o material é especialmente prejudicial ao encanamento por suas fibras de difícil dissolução. Estações de tratamento de esgoto em Hessen e da Renânia do Norte-Vestfália também relataram problemas semelhantes. 

Homem carrega vários sacos de papel higiênico

Devido a consumidores que estão fazendo estoques, papel higiênico está em falta em diversos supermercados da Alemanha

Um porta-voz da empresa de saneamento da capital alemã, Berliner Wasserbetriebe, disse recentemente que os lenços umedecidos se aglomeram no sistema de esgoto, dando origem a um bolo espesso de material descartável de vários metros. Como resultado, os funcionários precisam limpar as bombas até seis vezes por dia.  

"Os alemães se abasteceram de papel higiênico para os próximos 15 anos. Por favor, o utilizem", disse o porta-voz da Berliner Wasserbetriebe à emissora Inforadio. Ele afirmou ainda que um substituto para o papel higiênico que pode ser descartado no vaso sanitário é o papel de jornal.

A Alemanha não é o único país a enfrentar o problema: a Agência de Água de Sydney, na Austrália, registrou 22% mais entupimentos em março. E isso pode custar caro. Um morador da cidade gastou o equivalente a 8.900 euros em obras porque os canos estavam entupidos com lenços umedecidos. Reino Unido e Holanda também têm enfrentado situações semelhantes.  

10:00 – WhatsApp limita reenvio de mensagens em meio à pandemia

O aplicativo de mensagens WhatsApp anunciou nesta terça-feira (07/04) que passou a limitar o reenvio de mensagens para impedir a disseminação de informações falsas sobre a pandemia de covid-19. Usuários poderão encaminhar mensagens retransmitidas com frequência para apenas um destinatário, e não mais cinco como era até a mudança.

A restrição abrange apenas mensagens que são reenviadas diversas vezes e classificadas no aplicativo com o símbolo de "setas duplas". Para as outras mensagens, segue valendo o limite de encaminhamento para até cinco destinatários.

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08:00 – China não registra mortos por covid-19 pela primeira vez desde janeiro

Pela primeira vez desde que começou a divulgar números sobre o novo coronavírus, em janeiro, a China não registrou mortes por covid-19 nas últimas 24 horas. A informação foi divulgada nesta terça-feira (07/04) pela Comissão Nacional de Saúde, que também afirmou que há cerca de duas centenas de casos graves de infeção no país. 

As autoridades relataram que nas últimas 24 horas foram registados 32 novos casos na China continental, que exclui Macau e Hong Kong, todos provenientes do exterior, os chamados casos importados – no dia anterior, foram 39. 

Além disso, indicaram que o número total de infetados no país asiático baixou para 1.242 – no dia anterior, eram 1.299 pessoas. O número total de infectados diagnosticados na China desde o início da pandemia é de cerca de 82,7 mil, com mais de 3.3 mil mortes e 77 mil recuperados, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.

A região autônoma de Macau informou nesta terça-feira que não registra novos casos há dois dias. Depois de a região ter ficado 40 dias sem identificar novas infecções, a partir de meados de março foram registrados 34 novos casos, todos importados.  

07:30 – Ministro da Saúde reitera importância do isolamento social em artigo científico

Com sete cientistas, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, assinou um relatório técnico publicado nesta terça-feira (07/04) na Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT). No artigo, Mandetta e os outros especialistas reforçam a defesa do isolamento social como medida de contenção da propagação do coronavírus.

"O isolamento social é a medida que precisa ser sugerida logo de início para que seja possível achatar a curva epidemiológica com o menor impacto econômico possível", diz o texto. 

Assistir ao vídeo 01:39

"Médico não abandona paciente", diz Mandetta

O texto também aponta que o coronavírus poderá circular no Brasil até setembro deste ano, e que vários modelos matemáticos mostraram que poderá haver "um pico importante de casos em abril e maio".

O relatório não menciona o presidente Jair Bolsonaro e seu posicionamento crítico em relação ao isolamento social. O ministro da Saúde e o presidente entraram em crise depois que Bolsonaro começou a contrariar publicamente as recomendações da pasta chefiada por Mandetta, atual protagonista das medidas para conter o avanço do coronavírus no país. O jornal O Globo chegou a publicar na tarde de segunda-feira que Bolsonaro tinha decidido demiti-lo.

Mais tarde, o ministro afirmou que pretende continuar à frente da pasta. "Nós vamos continuar, porque continuando a gente vai enfrentar o nosso inimigo. E o nosso inimigo é a covid-19. Médico não abandona paciente. Eu não vou abandonar", disse em coletiva de imprensa.

Os cientistas também criticaram a OMS, dizendo que o órgão demorou a definir o grau de ameaça representado pela doença covid-19, causada pelo coronavírus, para o mundo.

Curva do coronavírus

07:02 – Chefe da OMS condena "comentários racistas" sobre testes de vacina na África

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, condenou o que chamou de "comentários racistas" de dois pesquisadores franceses que sugeriram que uma vacina contra o coronavírus Sars-Cov-2 fosse testada na África.

O etíope Ghebreyesus é o primeiro africano a chefiar a OMS e denunciou "o resquício de mentalidade colonial" num momento em que ele havia pedido "solidariedade" entre os países para debelar a pandemia do coronavírus.

Na declaração, Ghebreyesus se referiu a comentários feitos durante um programa noticioso no canal francês LCI que causou revolta. Na TV, o médico Jean-Paul Mira, do respeitado hospital Cochin, em Paris, disse: "Se posso ser provocativo, não deveríamos fazer esse estudo na África, onde não há máscaras, não há tratamento, não há [medidas] de ressuscitação?"

A microbióloga Camille Locht, do instituto de pesquisas Inserm, concordou com a declaração.

Em coletiva na segunda-feira, o diretor-geral da OMS afirmou que "a África não pode e não será um terreno de testes para qualquer vacina", acrescentando: "O resquício de uma mentalidade colonial precisa acabar, e a OMS não vai permitir que isso [testes na África] aconteça". "Foi uma desgraça, na verdade, e chocante ouvir esse tipo de comentário de cientistas no século 21." 

Mira se desculpou pelos comentários.

Tedros Adhanom Ghebreyesus

Tedros Adhanom Ghebreyesus: "O resquício de uma mentalidade colonial precisa acabar"

06:45 – OMS diz que suspensão de isolamento social deve ser "calibrada e gradual"

O chefe do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, afirmou que países que querem afrouxar suas estratégias de quarentena contra a pandemia do coronavírus devem usar uma abordagem "calibrada e gradual", que não remova todas as restrições de uma vez.

Segundo Ryan, países deveriam ter um plano de transição para cancelar as medidas, para manter a disseminação do coronavírus em níveis administráveis.

"O isolamento está diminuindo a [disseminação] da doença. Uma vez removidas as restrições, é preciso ter um método alternativo para conter a infecção", disse Ryan, explicando que os países devem ter sistemas implementados para detectar casos, retraçar contatos, identificar casos suspeitos que precisem de quarentena e realizar testes em massa.

06:00 – Japão declara estado de emergência para combater coronavírus

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, declarou estado de emergência em parte do país para conter o avanço de novas infecções pelo coronavírus Sars-Cov-2. Abe também apresentou um pacote de estímulo financeiro para amortecer os efeitos econômicos da pandemia. 

O estado de emergência valerá por cerca de um mês para a capital, Tóquio, e seis outras prefeituras (divisões administrativas) do país – o que incluirá cerca de 44% da população japonesa. 

O pacote financeiro anunciado por Abe é de 108 trilhões de ienes (cerca de 5,3 trilhões de reais), o equivalente a cerca de 20% da produção econômica do país. O pacote é um dos maiores do mundo para aplacar a crise econômica deflagrada pela pandemia, superando os 11% do desempenho econômico dos Estados Unidos previstos para conter a crise, e os 5% da Alemanha. 

Shinzo Abe

Premiê Shinzo Abe declarou estado de emergência na capital, Tóquio, e em seis outras prefeituras do país

Até agora, o Japão parece ter sido poupado de amplas eclosões do coronavírus, mas um aumento recente e constante de infecções em Tóquio, Osaka e outras áreas elevaram a pressão sobre o primeiro-ministro para que declarasse o estado de emergência. A medida dá a governadores a autoridade para ordenar que a população fique em casa e que estabelecimentos sejam fechados.

A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, disse estar discutindo com o governo central para decidir que tipos de estabelecimentos deverão ser fechados ou ter o horário de funcionamento reduzido. Ela reiterou que não haverá restrições para a compra de alimentos e remédios.

Segundo a Universidade Johns Hopkins, o Japão tem 3.906 casos confirmados de infecções pelo coronavírus Sars-Cov-2, 92 mortes e 592 pacientes recuperados.

04:43 – Acre registra primeira morte por coronavírus

O Acre registrou a primeira morte em decorrência do coronavírus no estado. O falecimento foi confirmado pela Secretaria de Saúde estadual. A paciente, uma aposentada de 79 anos, morreu após seguidas paradas cardíacas nesta segunda-feira.

Ela foi internada com dispneia (respiração irregular e ofegante), tosse e falta de apetite, segundo a Secretaria de Saúde, e, após teste, foi diagnosticada com infecção pelo coronavírus.

Segundo o Ministério da Saúde, o Acre tem 50 casos de covid-19 confirmados. O primeiro óbito ainda não foi registrado na estatística nacional, divulgada na tarde de segunda, mas deverá aparecer na contabilização desta terça.

Segundo a pasta da saúde, o Brasil tem 12.056 casos confirmados de infecção por coronavírus e 553 óbitos. A maioria das infecções se concentra na Região Sudeste (58%). O Norte responde por 7% dos casos, com 791 infecções. Apenas o Centro-Oeste tem menos: 6% (734). O Tocantins é o único estado do país onde ainda não foi registrada nenhuma morte por coronavírus.

04:19 – Países europeus começam a afrouxar medidas de isolamento

Depois da Áustria, que anunciou nesta segunda que vai afrouxar restrições após a Páscoa, a República Tcheca e a Dinamarca também anunciaram o relaxamento gradual das medidas restritivas adotadas para conter a pandemia de coronavírus.

Na Dinamarca, numa primeira etapa, creches e escolas do ensino fundamental deverão ser reabertas a partir de 15 de abril, segundo comunicado da primeira-ministra Mette Frederiksen, emitido na segunda-feira. Em meados de maio, alunos do ensino secundário devem voltar às aulas.

Apesar dessa "primeira e cuidadosa fase de abertura", a chefe de governo ressaltou que os dinamarqueses ainda terão de conviver com restrições durante meses para conter a propagação do coronavírus Sars-Cov-2, causador da doença respiratória covid-19. Bares, restaurantes, centros comerciais e cabeleireiros, portanto, continuarão fechados, e reuniões públicas de mais de dez pessoas continuam proibidas. O fechamento da fronteira com a Alemanha também foi estendido pelo menos até o dia 10 de maio.

Controle de temperatura na fronteira da República Tcheca, em 9 de março

Controle de temperatura na fronteira da República Tcheca, em 9 de março

Na República Tcheca, também houve anúncios de abertura gradual. O governo voltou a permitiu a prática de esportes como tênis e golfe, e alguns comércios poderão reabrir: lojas de construção, ferragens e oficinas para bicicletas.

A partir de 14 de abril, o governo também deverá permitir a saída de cidadãos do país para viagens essenciais, como viagens de negócios e visitas médicas ou de parentes. Ao retornarem, porém, os cidadãos terão que se submeter a uma quarentena de 14 dias.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro austríaco, Sebastian Kurz, anunciou que pequenos comércios, lojas de construção e jardinagem poderão reabrir se cumprirem severas regras contra a propagação do vírus. A partir de 1° de maio, todo tipo de comércio deverá poder reabrir. Hotéis e restaurantes poderão abrir as portas em meados de maio, quando também as escolas deverão poder ser frequentadas novamente. As restrições de locomoção valerão até fim de abril.

00:00 – Resumo dos principais acontecimentos de segunda-feira (06/04):

  • Com covid-19, premiê britânico é transferido para UTI
  • Número de casos na Alemanha passa de 100 mil
  • Número de mortes nos EUA supera marca dos 10 mil
  • Número de mortes na Espanha cai pelo quarto dia seguido
  • Áustria anuncia que vai afrouxar medidas restritivas após a Páscoa

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