Arábia Saudita suspende ingresso de peregrinos devido ao coronavírus | Notícias internacionais e análises | DW | 27.02.2020
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Oriente Médio

Arábia Saudita suspende ingresso de peregrinos devido ao coronavírus

Decisão sem precedentes impede tradicional visita à cidade sagrada de Meca por muçulmanos de outros países. Também turistas de lugares onde há casos de Covid-19 são afetados. Irã já registra 22 mortos.

Peregrinos na cidade sagrade de Meca, em agosto de 2018

Peregrinos na cidade sagrade de Meca, em agosto de 2018

A Arábia Saudita suspendeu nesta quinta-feira (27/02) a entrada de peregrinos que visitam a mesquita do profeta Maomé e os lugares sagrados do islã em Meca e Medina, bem como a de turistas de países afetados pelo coronavírus causador da doença Covid-19.

O Ministério do Exterior do país publicou uma lista de medidas para "prevenir e eliminar" a expansão do novo coronavírus, que inclui a "suspensão da entrada no reino para os propósitos da umra", a peregrinação a Meca, que pode ser realizada a qualquer momento do ano.

O ministério também comunicou que a entrada no reino com vistos de turista está impedida a pessoas de países afetados pelo novo coronavírus. No final do ano passado, o reino ultraconservador introduziu novos vistos no âmbito do impulso ao turismo, uma medida que facilitou a entrada no território após décadas de isolamento.

A Arábia Saudita abriga alguns dos lugares mais sagrados do islã, incluindo a cidade de Meca. A suspensão, que não tem precedentes, foi anunciada a alguns meses do  hajj, a grande peregrinação anual que é um dos cinco pilares do islã e que atrai milhões de devotos de todo o planeta todos os anos.

A Arábia Saudita não registrou casos do novo coronavírus, embora alguns dos seus cidadãos residentes em outros países tenham testado positivo desde o início do surto. O vírus já afetou a maioria dos países do Oriente Médio, onde há mais de 240 casos confirmados.

Nesta semana, a Covid-19 expandiu-se por toda a região e causou uma onda de suspensões de rotas aéreas e marítimas, especialmente entre os demais países árabes e o Irã, mas também começou a afetar ligações com a Itália, a Coreia do Sul e a Tailândia.

Apesar de o número de novos casos ter retrocedido na China, epicentro do surto, houve um rápido aumento no Oriente Médio. Os Emirados Árabes Unidos já registraram 13 novos casos de Covid-19, o Bahrein, 33, e Omã tem 4 casos.

O Kuwait anunciou que há 43 casos confirmados no país, um salto em comparação com os 26 do dia anterior. Todos eles estão relacionados com pessoas que viajaram recentemente para o Irã.

As autoridades iraquianas anunciaram o fechamento de escolas, universidades, cinemas e cafés até 7 de março, depois de um primeiro caso do novo coronavírus ter sido confirmado em Bagdá.

Assim como nos outros cinco casos registrados no país, o paciente esteve recentemente no Irã, país que é o maior foco do vírus na região, com 22 mortes entre 141 infecções até esta quinta-feira – o maior número de mortes fora da China. A província mais atingida é Qom, com 63 casos confirmados, segundo os dados oficiais.

AS/lusa/efe/rtr/afp

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