Após Síria, EUA podem reduzir presença militar também no Afeganistão | Notícias internacionais e análises | DW | 21.12.2018
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Estados Unidos

Após Síria, EUA podem reduzir presença militar também no Afeganistão

Depois de Trump anunciar planos de retirar tropas americanas da Síria, Pentágono planejaria diminuir pela metade contingente em solo afegão. Medida teria contribuído para renúncia do secretário de Defesa, Jim Mattis.

Soldados americanos patrulham as ruas de Ghazni, a oeste de Cabul

Soldados americanos patrulham as ruas de Ghazni, a oeste de Cabul

Pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar planos de retirar as tropas americanas que combatem o "Estado islâmico" (EI) na Síria, fontes do governo afirmaram nesta quinta-feira (20/12) que o Pentágono planeja reduzir pela metade o contingente de 14 mil soldados que atuam no Afeganistão. A medida seria uma mudança importante na política do governo Trump, cujo objetivo é obrigar o Talibã a participar de negociações de paz após mais de 17 anos de conflito.

O presidente americano já havia defendido anteriormente a retirada das tropas que combatem a insurgência do Talibã no Afeganistão, afirmando que a guerra é uma causa perdida. Mas, no início do ano, o secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, o convenceu a manter a presença militar no país como forma de pressionar o grupo radical islâmico, além de deter os avanços do EI.

A decisão de reduzir o contingente em solo afegão, segundo relatos anônimos de fontes do governo à imprensa, teria sido um dos fatores que levou Mattis a anunciar nesta quinta-feira que deixará o cargo por discordar das visões do presidente.

Os Estados Unidos iniciaram a intervenção no Afeganistão em novembro de 2001 após os ataques de 11 de setembro em solo americano, atribuídos ao Talibã. Mais de 2,4 mil soldados foram mortos no conflito que mais durou no país e que gerou gastos de mais de 900 bilhões de dólares a Washington.

A decisão tomada por Trump surpreendeu autoridades e diplomatas estrangeiros em Cabul, concentrados em esforços intensificados para por fim ao conflito. Desde o início da intervenção americana, três presidentes prometeram trazer paz ao país, ordenando o reforço do contingente militar para combater o Talibã ou anunciando medidas para conter a corrupção no governo afegão.

A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e os EUA encerraram oficialmente em 2014 suas missões de combate em solo afegão, mas as tropas americanas e aliadas permanecem no país, conduzindo ataques ao grupo "Estado Islâmico" e ao Talibã e fornecendo treinamento e estrutura para as forças de segurança locais.

Os insurgentes do Talibã controlam quase a metade do território do país, realizando ataques quase diários contra as forças de segurança e autoridades do governo. Nos últimos meses houve algumas tentativas de reiniciar as negociações de paz com o grupo islamista, que podem agora estar ameaçadas pela provável redução da presença militar americana.

Um porta-voz do presidente afegão, Ashraf Ghani, afirmou nesta sexta-feira que a decisão de Trump não afetará a estabilidade no país. "Se eles se retirarem do Afeganistão, isso não terá impacto sobre a segurança, uma vez que, nos últimos quatro anos e meio, os afegãos estiveram com o controle total", declarou.

RC/afp/ap

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