Alemanha vê acordo da OMC como impulso ao crescimento | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 02.08.2004
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Economia

Alemanha vê acordo da OMC como impulso ao crescimento

O governo e a indústria da Alemanha saudaram o acordo preliminar da OMC como passo fundamental tanto para países desenvolvidos como para os emergentes.

Fechado em Genebra acordo preliminar para liberalização do comércio mundial

Fechado em Genebra acordo preliminar para liberalização do comércio mundial

O ministro alemão da Economia, Wolfgang Clement, saudou o consenso dos 147 países-membros da Organização Mundial de Comércio (OMC) quanto à liberalização do comércio mundial. Os acertos sobre o corte de subsídios agrícolas e a redução de taxas de importação sobre produtos industriais e prestação de serviços representam, para Clement, um sinal positivo para a continuidade das negociações da rodada de Doha.

Wolfgang Clement Porträtfoto

Wolfgang Clement

Economia alemã agradece — Isso seria importante para o crescimento econômico e o combate ao desemprego na Alemanha, ressaltou Clement. "Este êxito fortalece o sistema comercial multilateral e o livre comércio mundial, dos quais a Alemanha, como país de exportação, tanto depende", declarou o ministro.

Vitória para o desenvolvimento — Assim como Clement, a ministra alemã do Desenvolvimento, Heidemarie Wieczorek-Zeul, considera o resultado da rodada de Genebra um bom sinal para os países em desenvolvimento. O comissário de Agricultura da União Européia, Franz Fischler, referiu-se a um "dia realmente positivo para a economia mundial, para a Europa e em especial para os países em desenvolvimento".

Industriais satisfeitos — A Confederação Alemã das Câmaras de Indústria e Comércio (DIHK) também saudou o acordo preliminar e a tendência de a OMC eleger a abertura dos mercados como a melhor estratégia da globalização.

Críticos da globalização — A rede de organizações críticas à globalização Attac e a organização não governamental Weed criticaram, em Frankfurt, o acordo preliminar da OMC. Para ambas, o acordo prepara uma abertura radical dos mercados de produtos agrícolas e industriais e de prestação de serviço no hemisfério Sul, ao mesmo tempo em que só faz declarações vagas quanto à política de subvenções agrícolas do hemisfério Norte.

Êxito do G-20 — O acordo preliminar se tornou possível, após vinte países-membros da OMC — entre eles o Brasil, outros países emergentes e membros da União Européia — terem apresentado uma proposta consensual. A redução de taxas de importação sobre produtos agrícolas deverá ser mais ampla, quanto maior for a base de partida, mesmo que o acordo não especifique números. Os países da OMC têm o direito de manter, no entanto, uma taxação mais elevada para produtos agrícolas especialmente importantes para suas economias. Subvenções de exportação foram extintas.

Indústria e serviços — Para os produtos industriais, o acordo também prevê uma redução e prepara uma extinção das taxas de importação a longo prazo. Esta medida foi formulada de uma forma geral, ainda a ser especificada. Países em desenvolvimento deverão receber maiores prazos de transição. Quanto à prestação de serviço, o acordo a princípio apenas ressalta a necessidade de mais propostas de liberalização.

O futuro do livre mercado — O acordo possibita a continuidade das negociações da rodada de Doha. Na capital do Catar, haviam se iniciado em 2001 as negociações para um abrangente acordo sobre a liberalização do comércio mundial. Em setembro passado, com o acirramento das divergências entre países pobres e ricos durante a conferência de ministros realizada em Cancún, no México, o fechamento de um acordo tinha se tornado improvável. Caso as negociações sejam encerradas no próximo ano, em Hong Kong, conforme o previsto, o acordo poderá entrar em vigor em 2006.

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