Alemanha ultrapassa 10 mil mortes por covid-19 | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 24.10.2020

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Coronavírus

Alemanha ultrapassa 10 mil mortes por covid-19

Número de casos diários também bateu o recorde no país. Em 24 horas, foram registradas 14.714 novas infecções. Alta nos contágios pressiona governo a adotar medidas mais rígidas de contenção em âmbito federal.

Pessoas com máscaras e roupas de inverno caminham em uma rua com lojas.

Em várias grandes cidades alemãs uso de máscara é obrigatório em áreas com intensa circulação de pessoas.

A Alemanha ultrapassou neste sábado (24/10) a marca de 10 mil mortes por covid-19 desde o começo da pandemia. O Instituto Robert Koch (RKI), agência governamental responsável pelo controle e prevenção de doenças infecciosas, relatou 49 mortes em 24 horas, elevando o total para 10.003.

O país também registrou um novo recorde de casos diários, com 14.714 novas infecções em 24 horas. O alto número, segundo o RKI, se deve a falhas nos registros de quinta-feira. Sem o colapso técnico, o instituto teria apurado um valor maior na sexta-feira (quando foram reportados 11.242 casos) - o que faria com que o número de sábado fosse menor. No total, desde o começo da pandemia, a Alemanha contabiliza mais de 418 mil casos de coronavírus, com uma taxa de letalidade de cerca de 2,4% e uma taxa de mortalidade de 12 por 100 mil habitantes. 

A alta dos casos também se reflete nos hospitais. Nas últimas duas semanas, o número de pacientes internados com covid-19 em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) mais do que dobrou. Na sexta-feira, 1.122 pessoas estavam internadas em UTIs, de acordo com dados da Associação Alemã Interdisciplinar para Terapia Intensiva e Medicina de Emergência (Divi). Apesar de alto, o número é três vezes menor do que o registrado na primavera, auge da pandemia na Europa.

Uma das explicações é que, atualmente, mais jovens estão sendo infectados e, geralmente, eles desenvolvem formas menos graves da doença. Porém, o número de idosos contaminados está aumentando.

De acordo com o diretor-executivo da Sociedade Alemã de Hospitais, George Baum, atualmente, há cerca de 8 mil leitos disponíveis em UTIs e mais 10 mil leitos poderiam ser disponibilizados, em caso de necessidade, adiando tratamentos não urgentes. Segundo ele, hoje, há cerca de 6 mil pacientes em tratamento em hospitais devido à covid-19, um sexto deles em UTIs.

"As capacidades são suficientes por um longo tempo, antes de se tornarem preocupantes", destacou Baum ao jornal Mannheimer Morgen.

De acordo com estimativas do RKI, o valor R, fator que indica a capacidade de propagação da doença, era de 1,23 na Alemanha nesta sexta-feira. Isso significa que 100 pessoas infectadas contaminam outras 123 pessoas, em média.

Na quinta-feira da semana passada, a Alemanha registrou pela primeira vez mais casos diários do que na primavera europeia, desde então, o recorde de infecções diárias foi batido várias vezes.

Pressão por regras nacionais

A alta nos casos de coronavírus aumenta a pressão para que o governo federal adote regras padrão de restrição para todo o país. Atualmente, os estados têm bastante liberdade para impor suas medidas individualmente. Um novo encontro entre a chanceler federal, Angela Merkel, e os líderes dos 16 estados alemães está marcado somente para a próxima sexta-feira.

No último encontro, no dia 14 de outubro, foram adotadas medidas mais rígidas de controle, semelhante a um semáforo de alerta. Agora, se uma área registrar mais de 35 novas infecções por 100 mil pessoas em sete dias, as máscaras são obrigatórias em todos os lugares onde as pessoas têm contato próximo por um período prolongado - máscaras já são exigidas no transporte público e em lojas. O número de pessoas autorizadas a se reunir também se limita a 25 em espaços públicos e a 15 em espaços privados.

Uma vez que o limite de 50 novas infecções por 100 mil pessoas é excedido, reuniões privadas são limitadas a 10 pessoas ou duas famílias e há o fechamento de bares e restaurantes após as 23h.

Alguns governadores, como o da Sarre, Tobias Hans, defende que é necessário esperar até 14 dias para avaliar se as medidas implementadas surtiram efeito. "Devemos esperar por este tempo antes de tomarmos outras medidas", disse Hans em entrevista ao jornal Bild.

Por outro lado, a governadora de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Manuela Schwesig, considera preocupante o aumento dos casos. "É bom termos introduzido o sistema de 'semáforo'. Mas temos que discutir na próxima semana na conferência de governadores se outras medidas são necessárias", destacou ao Bild.

O ministro da Economia, Peter Altmaier, assim como o governador da Baviera, Markus Söder, se manifestaram a favor de transferir mais competências para o governo federal, se necessário.

"As decisões de um único estado federal podem ter impacto sobre todos os outros estados. Por isso, precisamos urgentemente de mais decisões conjuntas", afirmou Altmeier a jornais do Funke-Mediengruppe.

Neste sábado, a região de Hannover, na Baixa Saxônia, excedeu o valor limite de novas infecções e passará a adotar o nível mais rígido de regras de restrição. A Secretaria Estadual de Saúde de Hanover relatou 52,7 infecções por 100 mil habitantes em sete dias. No sábado, 14 dos 45 distritos do estado estavam acima do valor de incidência crítica de 50. A cidade de Delmenhorst foi a mais afetada, com 241,1 casos por 100 mil habitantes em uma semana.

Em Berlim, uma operação envolvendo cerca de mil policiais vai fiscalizar o cumprimento das regras neste final de semana.

LE/dpa/ots