Alemanha registra primeiro caso de variante brasileira do coronavírus | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 22.01.2021

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Coronavírus

Alemanha registra primeiro caso de variante brasileira do coronavírus

Passageiro assintomático vindo do Brasil testou positivo para a covid-19 ao desembarcar no aeroporto de Frankfurt. Análise laboratorial revelou que infecção foi causada por nova cepa originária do Amazonas.

Guichês vazios no aeroporto de Frankfurt. Dois funcionários de máscaras, um homem e uma mulher, estão parados no saguão vazio

Viajante infectado desembarcou na quinta-feira no aeroporto de Frankfurt

A Alemanha reportou nesta sexta-feira (22/01), com base em análises preliminares, evidências do primeiro caso de covid-19 no país provocado pela nova variante do coronavírus originária do Brasil.

De acordo com a Secretaria de Assuntos Sociais do estado de Hesse, uma pessoa assintomática procedente do Brasil desembarcou na quinta-feira no aeroporto de Frankfurt e testou positivo para a covid-19 mediante um exame de PCR.

Uma análise de laboratório revelou que se tratava da variante brasileira, originária do estado do Amazonas. Ainda é necessário realizar o sequenciamento do vírus para a confirmação.

O viajante está isolado, e as outras pessoas que estavam no avião estão sendo informadas, para que façam quarentena.

Este é o primeiro caso em território alemão da variante detectada no Brasil, segundo o Instituto Robert Koch (RKI), agência governamental para prevenção e controle de doenças infecciosas.

A Alemanha já detectou casos de outras duas variantes recentemente identificadas, a britânica e a sul-africana, que são potencialmente mais contagiosas.

Na semana passada, Itália e Reino Unido proibiram voos vindos do Brasil e a entrada de pessoas que estiveram no país nos últimos 14 dias, temendo a disseminação da variante brasileira.

Mutação do Amazonas

A variante originária do Brasil foi anunciada pelo governo japonêsno dia 10 de janeiro, após ter sido identificada em quatro passageiros que estiveram no Amazonas e desembarcaram no aeroporto internacional de Tóquio em 2 de janeiro.

Dois dias depois, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou a identificação e a circulação da nova cepa originária do Amazonas. Segundo o escritório da Fiocruz no estado, as amostras registradas podem ter evoluído de uma linhagem viral que circula na região desde abril de 2020.

No dia seguinte, o Amazonas confirmou o primeiro caso de reinfecção pelo coronavírus no estado, causada justamente pela nova variante.

A nova cepa é diferente das identificadas no Reino Unido e na África do Sul, que são mais contagiosas e já estão se espalhando por outros países.

Contudo, a variante brasileira possui 12 mutações, sendo três delas iguais a mutações encontradas nas variantes britânica e sul-africana, "que podem impactar a transmissibilidade e a resposta imune do hospedeiro", informou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A entidade disse que foi notificada pelo Japão sobre a nova variante em 9 de janeiro. Ela chamou a cepa de "preocupante" e observou que mais análises são necessárias.

"Quanto mais o vírus Sars-Cov-2 se espalha, mais oportunidades ele tem de mutar. Altos níveis de transmissão significam que devemos esperar o surgimento de mais variantes", declarou a organização na ocasião.

O Amazonas, duramente atingido pela primeira onda de covid-19 no ano passado, enfrenta atualmente uma segunda onda dramática e alarmante, com explosão de infecções e internações, superlotação de cemitérios e o sistema de saúde colapsado. Hospitais chegaram a ficar sem oxigênio para os pacientes, e vários morreram sem ar.

LE/efe/dpa/ots