Alemanha precisa de 400 mil imigrantes ao ano para suprir mercado de trabalho | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 26.08.2021

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Mercado de trabalho

Alemanha precisa de 400 mil imigrantes ao ano para suprir mercado de trabalho

Presidente da Agência Federal do Trabalho adverte para necessidade de trabalhadores no país. "A Alemanha está ficando sem mão de obra."

Mãos de trabalhador negro seguram ferramenta em cano

Alemanha precisa de migrantes qualificados

A Alemanha necessita de mais imigrantes para suprir suas lacunas no mercado de trabalho. São precisos cerca de 400 mil imigrantes por ano, afirmou o presidente da Agência Federal do Trabalho, Detlef Scheele.

"Não se trata de asilo, mas sim de uma imigração direcionada para as lacunas do mercado de trabalho", disse Scheele ao jornal Süddeutsche Zeitung. "Desde cuidadores de doentes a técnicos em ar condicionado, passando por especialistas em logística e acadêmicos: haverá uma escassez de trabalhadores qualificados em todas as áreas."

"Alemanha está ficando sem mão de obra"

Sobre a possível resistência à migração, ele disse: "Você pode se levantar e dizer: não queremos estrangeiros. Mas isso não funciona. Fato é que a Alemanha está ficando sem mão de obra", disse Scheele. Como resultado do desenvolvimento demográfico, o número de trabalhadores potenciais em idade profissional diminuirá em quase 150 mil no ano de 2021, acrescentou.  

"A situação irá se agravar nos próximos anos", advertiu Scheele. A única forma de a Alemanha resolver o problema é qualificando os não qualificados e as pessoas cujos empregos estão desaparecendo, e permitir uma jornada de trabalho maior a quem trabalha involuntariamente meio período, E, acima de tudo, trazendo imigrantes para o país. Essas são tarefas do novo governo alemão, a ser eleito em setembro.

Ajuda do exterior, principalmente no setor saúde

A pandemia de coronavírus, entretanto, agravou o problema da imigração insuficiente de trabalhadores qualificados. Em 2020, o número de pedidos de reconhecimento de qualificações profissionais estrangeiras na Alemanha caiu 3%, para 42 mil, conforme o Escritório Federal de Estatísticas informou na terça-feira (24/08). O procedimento havia sido reformado em março de 2020, com a Lei de Imigração de Trabalhadores Qualificados, com o objetivo de acelerar os processos. 

Na área médica, faltam profissionais qualificados para hospitais e casas de repouso. Antigamente, o recrutamento acontecia apenas dentro da União Europeia, mas a procura foi expandida também para países da América Latina. Por causa da pandemia do novo coronavírus, faltam cerca de 5 mil profissionais de cuidados intensivos na Alemanha.

Daqueles que trabalham em postos emergenciais, um terço pensa em deixar a função nos próximos cinco anos. Em toda a Alemanha, faltam mais de 100 mil cuidadores e enfermeiros. O número deve dobrar nos próximos 15 anos. A Agência do Trabalho alemã inclusive tem um site em português com informações sobre o recrutamento de profissionais de saúde. 

Leve aumento em 2020

Em 2020, 44.800 qualificações estrangeiras foram reconhecidas no país como sendo total ou parcialmente equivalentes às qualificações alemãs. Isso representa 5% a mais que no ano anterior. Dois terços delas (29.900) exercem profissões na área da saúde. Destes, 15.500 eram cuidadores. A maioria vêm da Bósnia e Herzegovina (3.600), seguido da Sérvia (3.400) e da Síria (3.100).

Devido aos números baixos, o porta-voz para a política do mercado de trabalho da bancada do Partido Liberal Democrata no Bundestag, Johannes Vogel, da oposição, criticou como "precária" a lei de imigração de trabalhadores qualificados.

Segundo ele, os partidos no governo, CDU/CSU e SPD, não deram ao assunto a importância que merece. "Finalmente temos que melhorar na competição global por talentos − e para isso precisamos de uma lei de imigração moderna com um sistema de pontuação, como o Canadá e a Nova Zelândia já fazem há muito tempo."

rw (dpa/dw) 

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