Alemanha oferecerá testes em aeroportos como alternativa à quarentena | Notícias internacionais e análises | DW | 24.07.2020

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Coronavírus

Alemanha oferecerá testes em aeroportos como alternativa à quarentena

Já a França vai exigir exames obrigatórios para viajantes procedentes de 16 países mais gravemente afetados pela pandemia, incluindo o Brasil.

Local de testes no aeroporto de Frankfurt

Local de testes no aeroporto de Frankfurt

A Alemanha oferecerá testes do novo coronavírus nos aeroportos, como alternativa à quarentena, para viajantes que retornem ao país vindos de territórios considerados de risco, conforme decisão anunciada nesta sexta-feira (24/07) pelas autoridades sanitárias alemãs.

Os demais passageiros, vindos de outras áreas, também terão acesso a testes gratuitos, embora não imediatamente no aeroporto, informou a secretário de Saúde da cidade-estado de Berlim, Dilek Kalayci, após uma conferência virtual entre o ministro federal da Saúde Jens Spahn e demais secretários estaduais.

Na vizinha França, o governo pretende impor testes obrigatórios a viajantes de certos países Na Alemanha, contudo, não há planos de tornar compulsório o teste: uma proposta nesse sentido foi rejeitada pelos responsáveis pelos aeroportos. Quem não vem de países de risco terá prazo de 72 horas para realizar o teste através de médicos ou hospitais, mas em regime voluntário.

"Para todos os cidadãos que retornam ao país, os custos serão cobertos", disse Kalayci, indicando que, de acordo com informações dos estados, o aumento de infecções por coronavírus na Alemanha está relacionado aos chamados "casos importados".

"Na Alemanha, conseguimos manter os números baixos, mas estamos em período de férias, e nossos compatriotas se deslocam para o exterior, e o risco de introduzir infecções é muito alto", disse Dilek Kalayci.

Testes já vinham sendo oferecidos no aeroporto de Frankfurt, mas não havia uma política unificada para lidar com viajantes de áreas de risco. Até a introdução da alternativa, viajantes procedentes de regiões de risco precisavam cumprir uma quarentena em casa, a menos que apresentassem teste negativo realizado nas últimas 48 horas. Essa fórmula, no entanto, era considerada ineficaz, pois não havia monitoramento real do cumprimento e de como fazê-lo, principalmente devido ao número crescente de viajantes durante a época de férias.

Na Alemanha, o nível de contágio é considerado moderado. Nas últimas 24 horas, 815 novas infecções foram verificadas no país. A contagem total de infecções verificadas pelo Instituto Robert Koch desde o início da pandemia é 204.183, com 9.111 mortes.

Testes obrigatórios na França.

A França vai impor testes obrigatórios em procedentes de 16 países, incluindo Estados Unidos, Brasil e Peru, onde o novo coronavírus circula ativamente, anunciou o primeiro-ministro francês, Jean Castex, nesta sexta-feira.

Os viajantes desses países deverão ter um "teste confirmando que não possuem o vírus, para poder embarcar nos aviões correspondentes". "Não se trata de fluxos em massa", frisou o primeiro-ministro, no aeroporto de Paris, Roissy-Charles de Gaulle lembrando que com esses países as fronteiras francesas ainda estão fechadas, exceto para os franceses residentes lá ou os cidadãos desses países que residem na França.

Para compensar a ausência ou o difícil acesso aos testes em alguns dos países em questão, a França oferecerá testes nos aeroportos. As autoridades esperam que os diagnósticos sejam apresentados em 24 horas. Quem apresente resultados positivos ficará em quarentena por 14 dias, explicou Castex.

Os países afetados são: Estados Unidos, Bahrein, Panamá, África do Sul, Kuwait, Qatar, Israel, Brasil, Peru, Sérvia, Emirados Árabes Unidos, Argélia, Turquia, Madagáscar, Índia e Omã.

O chefe de governo também recomendou aos franceses que evitem viajar para a região espanhola da Catalunha, onde novos focos da doença surgiram nos últimos dias, "enquanto a situação sanitária não melhorar". "Estamos conversando com as autoridades espanholas e catalãs para garantir que, na outra direção, os fluxos sejam o mais limitados possível", acrescentou.

A França, onde o coronavírus deixou mais de 30 mil mortos, observa nessas últimas semanas uma aceleração dos casos e o surgimento de novos focos da doença.

JPS/ots/efe/afp

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