Alemanha defende ampliação das sanções contra o clã Kadafi | Notícias internacionais e análises | DW | 09.03.2011
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Mundo

Alemanha defende ampliação das sanções contra o clã Kadafi

Objetivo é impedir que dinheiro oriundo do petróleo financie ataques do ditador Muammar Kadafi contra os rebeldes. União Europeia definirá nova política para a Líbia nesta sexta-feira.

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Alemanha quer fim da imunidade especial para Kadafi

O ministro do Exterior da Alemanha, Guido Westerwelle, defendeu nesta quarta-feira (9/3) a ampliação das sanções internacionais contra o ditador líbio Muammar Kadafi e sua família. O ministro exemplificou com o bloqueio da entrada de recursos na Líbia pelos próximos dois meses, com o objetivo de impedir que o regime líbio disponha de dinheiro para arregimentar mais mercenários.

"Do meu ponto de vista, as sanções devem ser ampliadas", afirmou o vice-chanceler federal alemão. Westerwelle se mostrou cético em relação a uma zona de exclusão aérea, que, para ele, é de difícil implementação e só pode ser levada adiante com o aval das Nações Unidas e da Liga Árabe.

Encontro em Bruxelas

A Alemanha deverá defender a ampliação das sanções nesta quinta-feira, em Bruxelas, durante uma reunião dos ministros do Exterior da União Europeia (UE), segundo um documento prévio ao qual a agência de notícias AFP teve acesso. O texto contém sugestões da Alemanha para os debates destas quinta e sexta-feira em Bruxelas, onde será discutida a situação na Líbia.

Deutschland Außenminister Guido Westerwelle zu Sanktionen gegen Libyen Pressekonferenz in Berlin

Para Westerwelle, zona de exclusão aérea só com aval da ONU

O documento exige que Kadafi perca a imunidade especial concedida a chefes de governo e defende auxílio imediato aos refugiados e sanções mais duras, noticia a agência. As sanções já adotadas para Kadafi e o seu círculo de colaboradores, como proibição de viagens e congelamento de recursos no exterior, devem ser ampliadas para outros membros da elite líbia.

O documento sugere ainda que sejam tomadas medidas para impedir que Kadafi financie seus ataques contra os rebeldes com o dinheiro do petróleo. Além disso, a UE e os países-membros deveriam se comprometer a não colaborar mais com o ditador.

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, convocou os 27 ministros do Exterior para debater a situação na Líbia. O encontro dos ministros antecede a reunião de cúpula da sexta-feira, no qual a União Europeia definirá uma nova política para a região e também a ajuda a países como a Tunísia e o Egito, palcos de reviravoltas políticas recentes.

AS/afp/dpa
Revisão: Roselaine Wandscheer

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