Agressor de Bolsonaro se torna réu | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 05.10.2018
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Brasil

Agressor de Bolsonaro se torna réu

Justiça aceita denúncia contra Adélio Bispo de Oliveira por prática de atentado pessoal por inconformismo político, um crime contra a segurança nacional. Autor de facada tem dez dias para apresentar defesa.

O candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL)

Bolsonaro foi agredido no início de setembro enquanto fazia campanha em Juiz de Fora

O juiz federal Bruno Savino, da 3ª Vara de Juiz de Fora, aceitou nesta quinta-feira (04/10) a denúncia apresentada contra Adélio Bispo de Oliveira, autor da facada que atingiu o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), por prática de atentado pessoal por inconformismo político.

Com a decisão, Oliveira se torna réu na ação penal e tem dez dias para apresentar sua defesa. O agressor foi preso em flagrante em 6 de setembro, logo após realizar o ataque na cidade mineira de Juiz de Fora, e confessou a autoria do crime.

Se for condenado, o réu pode receber uma pena de três a dez anos de prisão, podendo ser aumentada até o dobro por conta da lesão corporal grave.

A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) na segunda-feira, com base na Lei de Segurança Nacional (LSN). O órgão afirma que Oliveira planejou o ataque com antecedência e colocou em risco o regime democrático ao tentar matar um dos concorrentes da disputa presidencial, pois com isso buscava interferir no resultado das eleições.

"O propósito do ato foi eliminar fisicamente o candidato da disputa pela Presidência da República, excluindo-o do pleito, de modo a impedir que as suas ideias, caso acolhidas pela maioria, passassem a informar as políticas públicas do governo federal", diz a acusação.

Para preparar a denúncia, o MPF recorreu ao depoimento do acusado e a elementos obtidos na investigação da Polícia Federal, como rastros de navegação na internet feita por Oliveira, mensagens e imagens em seu celular, bem como seu histórico de atuação política.

Bolsonaro foi atingido por um golpe de faca no abdômen em 6 de setembro durante um ato de campanha em Juiz de Fora. Levado a um hospital na cidade mineira, ele foi submetido a uma cirurgia e depois transferido para o hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde passou por novos procedimentos. O candidato recebeu alta no sábado passado.

Em depoimento às autoridades, o agressor manifestou motivações políticas e religiosas para o atentado. Oliveira está detido em um presídio federal em Campo Grande, no Mato Grosso. Sua defesa tenta obter uma avaliação de sanidade mental, alegando que ele sofre de transtorno delirante grave.

A Polícia Federal investiga o caso desde o dia do ataque. Em 25 de setembro, a corporação anunciou a abertura de um segundo inquérito, mas descartou o envolvimento de mais pessoas no crime. A medida seria uma cautela adicional para evitar críticas à apuração.

Desde o início da corrida eleitoral, Bolsonaro vem liderando as intenções de votos à Presidência. A mais recente pesquisa, do instituto Datafolha, revelou nesta quinta-feira que o militar reformado segue conquistando eleitores.

A sondagem colocou o candidato do PSL com 35% das intenções no primeiro turno, três pontos percentuais a mais do que na pesquisa anterior, seguido de Fernando Haddad (PT), com 22%. Bolsonaro lidera também a lista de candidatos mais rejeitados, com 45%.

EK/abr/ots

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