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PolíticaEl Salvador

Acusado de autoritário, Bukele ironiza restrição a alemães

5 de abril de 2026

Presidente de El Salvador comentou com sarcasmo nova regra na Alemanha obrigando homens a pedir aval militar para deixar o país por mais de três meses. "Vivem em uma 'democracia plena' e nós em uma 'ditadura'", disse.

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Nayib Bukele
Bukele se autodenomina o "ditador mais descolado do mundo"Foto: Salvador Melendez/AP Photo/dpa/picture alliance

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, respondeu sarcasticamente neste sábado a uma reportagem que afirmava que homens alemães precisam de autorização para deixar o país por mais de três meses: "Eles vivem em uma 'democracia plena'", comentou o líder centro-americano.

"Ah, mas lembrem-se: eles vivem em uma 'democracia plena' e nós vivemos em uma 'ditadura'", publicou o presidente salvadorenho hoje no X. Ele tem sido acusado de ações autoritárias por vozes da oposição, enquanto organizações de direitos humanos denunciam violações dos direitos humanos.

"Ditador descolado"

O presidente, que se autodenomina o "ditador mais descolado do mundo", acrescentou na mesma plataforma de mídia social que tem "certeza de que os responsáveis ​​pela compilação dos índices de liberdade e democracia os atualizarão imediatamente".

Essa mensagem foi acompanhada por uma publicação do perfil do X chamado Globe Eye News, que afirma em inglês que "a partir de agora, nenhum jovem entre 17 e 45 anos poderá deixar a Alemanha por mais de três meses sem autorização".

Um relatório apresentado em meados de março em uma audiência pública da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) alerta que, no âmbito do estado de emergência implementado em El Salvador desde março de 2022 pelo governo Bukele, foram cometidas violações de direitos humanos que "podem constituir crimes contra a humanidade".

Neste mês, a Assembleia Legislativa de El Salvador aprovou um pacote de reformas penais que inclui pena de prisão perpétua para menores de 18 anos considerados "assassinos, estupradores e terroristas".

Nova lei alemã do serviço militar

A nova legislação alemã, que entrou em vigor em 1º de janeiro, chamada Lei de Modernização do Serviço Militar, visa aumentar o número de soldados na ativa de cerca do atual contingente de 180 mil homens e mulheres para 260 mil até 2035.

A regra prevê várias estratégias para alcançar essa meta.

A coalizão governamental do chanceler federal alemão, Friedrich Merz, se mostrou dividida quanto a uma eventual volta do serviço militar obrigatório.

Após debates acalorados, a coalizão finalmente chegou a um acordo, decidindo que o serviço militar continuaria sendo voluntário por enquanto.

Ao mesmo tempo, a partir deste ano, todos os homens que completarem 18 anos deverão preencher um formulário respondendo a perguntas sobre sua formação, estado de saúde e disposição para servir nas Forças Armadas.

md (EFE, DW)