Abdel Rahim al-Kib é o novo primeiro-ministro interino da Líbia | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 01.11.2011
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Mundo

Abdel Rahim al-Kib é o novo primeiro-ministro interino da Líbia

Eleito pelo Conselho Nacional de Transição, Al-Kib assume o governo até as eleições do próximo ano. Ele substitui Mahmoud Jibril, que deixou o cargo após a libertação oficial do país, em 23 de outubro.

Al-Kib prometeu respeitar os direitos humanos na Líbia

Al-Kib prometeu respeitar os direitos humanos na Líbia

O novo primeiro-ministro da Líbia, Abdel Rahim al-Kib, tem até o dia 23 de novembro para formar um governo interino que, paralelamente ao Conselho Nacional de Transição (CNT), governará a Líbia por oito meses. Após este período devem ocorrer eleições para a assembleia constituinte, que redigirá a nova Constituição da Líbia. No prazo de um ano, os líbios voltarão às urnas para eleições parlamentares e presidenciais.

Al-Kib substitui Mahmoud Jibril, que cumpriu a promessa de que deixaria o poder após a declaração oficial de libertação do país, feita no dia 23 de outubro. Em sua primeira coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (31/10), o novo primeiro-ministro homenageou os combatentes que lutaram pelo fim do regime de Muamar Kadafi e declarou que pretende "construir um país que respeite os direitos humanos".

Líbios devem ir às urnas no ano que vem

Líbios devem ir às urnas no ano que vem

O novo dirigente tem 61 anos e é engenheiro eletrônico. Ele nasceu em Trípoli e diplomou-se na universidade da capital Líbia. A maior parte de sua carreira acadêmica, entretanto, ele fez no exterior – especialmente nos Estados Unidos. Ele atuou durante décadas como oponente de Kadafi até se juntar à revolução que depôs o ex-líder.

A eleição do novo primeiro-ministro do governo provisório da Líbia aconteceu na noite desta segunda-feira, dia em que a Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan) pôs fim à missão no país. Durante sete meses, a aliança internacional apoiou os combatentes do CNT na luta pelo fim do regime de Kadafi, que estava no poder havia 42 anos. Ao longo da missão, aviões e navios da Otan alvejaram as forças armadas leais ao ex-líder e destruíram quase 6 mil alvos militares.

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, foi a Trípoli para saudar o fim da missão e a eleição do novo primeiro-ministro interino. "À meia-noite, um capítulo bem sucedido da história da Otan chega ao fim. Mas vocês já começaram a escrever um novo capítulo: uma nova Líbia construída com base em liberdade, democracia, direitos humanos, lei e reconciliação. Sabemos que não é fácil. Conhecemos os desafios e, se vocês precisarem de ajuda em áreas em que possamos ajudar, vamos ajudar."

Preocupação com desarmamento

Além de Rasmussen, o presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, também foi a Trípoli no fim de semana. Ele esteve com populares na Praça dos Mártires, palco dos protestos contra Kadafi, e encontrou-se com o presidente do CNT, Mustafa Abdel Jalil. Buzek apelou ao respeito dos direitos humanos na Líbia e prometeu cooperação equilibrada com a Europa.

Mahmoud Jibril deixou o poder após libertação oficial do país

Mahmoud Jibril deixou o poder após libertação oficial do país

“O destino dos prisioneiros de guerra tem que estar de acordo com a lei internacional. E outra questão é como desarmar milhares de pessoas”, disse Buzek, ao expressar preocupação com relação ao futuro da Líbia.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas pediu nesta segunda-feira às novas autoridades da Líbia maior esforço no combate ao tráfico de armas. Autoridades norte-americanas alertam que terroristas estariam interessados nos cerca de 20 mil lança-mísseis portáteis do arsenal do antigo regime. A resolução aprovada por unanimidade no Conselho de Segurança ressalta que a disseminação desse tipo de arma pode "alimentar atividades terroristas, incluindo as da Al-Qaeda no Magrebe".

Volta à normalidade

A companhia aérea comercial Alitalia informou que vai retomar os voos para a Líbia a partir desta quarta-feira (02/11). Serão quatro voos por semana com destino a Trípoli e, segundo informações da empresa, o primeiro voo já está lotado. A companhia Turkish Airlines já voa há algum tempo para o aeroporto militar da capital líbia, mas a Alitalia será a primeira a utilizar o aeroporto principal de Trípoli.

A indústria petrolífera também retomou a produção. A estatal National Oil Corp anunciou que a produção de petróleo na Líbia atingiu os 530 mil barris por dia e com isso excedeu as expectativas de recuperação da principal atividade industrial do país. O ministro interino do Petróleo, Ali Tarhuni, disse no mês passado que Trípoli espera retomar em 2012 o ritmo de produção de antes do conflito, que era de 1,7 milhão de barris por dia.

Autora: Glória Sousa
Revisão: Mariana Santos

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