Abbas busca apoio em Berlim contra assentamentos israelenses | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 19.04.2016
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Mundo

Abbas busca apoio em Berlim contra assentamentos israelenses

Em encontro com Merkel, líder palestino reforça apelo por resolução da ONU contra Israel. Premiê alemã lamenta congelamento do processo de paz e condena atual onda de violência no Oriente Médio.

Presidente palestino Mahmud Abbas (esq.) e premiê alemã, Angela Merkel, em Berlim

Presidente palestino Mahmud Abbas (esq.) e premiê alemã, Angela Merkel, em Berlim

O presidente da Autonomia Palestina, Mahmud Abbas, encontrou-se nesta terça-feira (19/04), em Berlim, com a chefe de governo alemã, Angela Merkel. A finalidade principal da visita foi a procura de apoio contra a política de assentamentos de Israel em territórios palestinos.

Ambos os líderes expressaram apreensão pelo congelamento do processo de paz no Oriente Médio. Além de criticar a expansão dos assentamentos israelenses como "contraprodutiva", Merkel apelou para que se mantenha a solução de dois Estados como meta, "ainda que isso seja muito difícil".

Acima de tudo, deve-se superar atual "fase de mutismo" no conflito israelo-palestino, reivindicou a chanceler federal alemã. Desde a fracassada tentativa de intermediação pelo governo dos Estados Unidos em abril de 2014, o processo de paz no Oriente Médio está suspenso.

Em alusão aos mais recentes atentados na região, a premiê observou que "para violência, não há justificativa". Ela condenou como "covarde" o ataque a um ônibus na segunda-feira, em Jerusalém. Abbas assegurou que os palestinos desejam obter seu próprio Estado por meios pacíficos. "Nós vemos que a onda de violência é um grande problema. Rechaçamos isso decididamente."

O político palestino aproveitou a visita a Berlim para reforçar sua exigência de uma resolução das Nações Unidas sobre a construção de assentamentos em territórios palestinos.

"Sabemos que Israel já ignorou 12 resoluções, no entanto não vemos outro caminho", explicou. Merkel disse compreender a intenção do chefe de Estado, porém "melhor ainda seria se conseguíssemos que a construção parasse".

AV/afp/dpa

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