A vida de Anne Frank em quadrinhos | Cultura europeia, dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 12.11.2010
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Cultura

A vida de Anne Frank em quadrinhos

Com seu diário, Anne Frank, menina judia assassinada em um campo de concentração nazista, comove gerações. A versão de seus relatos em quadrinhos desperta ainda mais o interesse dos novos leitores.

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Ernie Colón ilustra a versão em HQs do Diário de Anne Frank

Mostrar uma história conhecida no mundo todo para crianças e jovens de maneira atual. Este é o objetivo de Hans Westra, diretor da Fundação Anne Frank, com o lançamento da edição em quadrinhos do Diário de Anne Frank. A obra é focada no público por volta dos 14 anos de idade.

A versão em quadrinhos, de aproximadamente 160 páginas, foi ilustrada pelo norte-americano Ernie Colón e os textos ficaram a cargo de Sid Jacobson. Lançado primeiramente na Holanda em julho deste ano, a versão alemã chegou às livrarias na ultima quarta-feira (10/11). O plano é lançar o quadrinho em outros países nos próximos meses.

Colón e Jacobsen são considerados mestres dos quadrinhos com temática política. Em 2006, publicaram nos Estados Unidos, em forma de HQs, o relatório oficial de investigação sobre os atentados terroristas de 11 de setembro. Dois anos depois, foi a vez de After 9/11: America´s War on Terror (Depois de 11/09: A guerra americana contra o terror) e no ano seguinte a biografia de Che Guevara.

Anne Frank Die Comic-Biografie Flash-Galerie

A história de Anne Frank ainda comove jovens no mundo todo

Denunciados e presos

O lançamento na Holanda, no final de abril, ocorreu em comemoração aos 50 anos do Museu Anne Frank. Localizado no mesmo endereço onde a família Frank se escondeu durante a ocupação nazista, rua Prinsengracht 263 em Amsterdã, a celebração teve a presença da rainha Beatriz da Holanda.

Em 4 de agosto de 1944, a menina judia Frank e seus familiares haviam sido presos graças a uma denúncia anônima. As duas mulheres que ajudaram a família, Miep Gies e Bep Voskuijl, salvaram o diário dos nazistas, colocando em risco suas próprias vidas. Anne Frank morreu de tifo, em março de 1945, aos 15 anos de idade, no campo de concentração de Bergen-Belsen.

Anne Frank Die Comic-Biografie Flash-Galerie

Antigo esconderijo em Amsterdã abriga hoje o Museu Anne Frank

Seu pai foi o único sobrevivente

Das oito pessoas que se esconderam na casa da rua Prinsengracht o único sobrevivente foi Otto Frank, pai de Anne. Anos mais tarde, ele publicou o diário da filha com o título A Casa dos Fundos.

O interesse na história de Anne Frank, 50 anos após a abertura do museu, é maior do que nunca, declarou Westra. A cada ano o museu é visitado por mais de um milhão de pessoas.

Mais de 65 anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, os jovens ainda se interessam pela história de Anne Frank. O museu satisfaz esse interesse e também conta com um vasto material sobre o assunto em sua página na internet.

Autor: Pablo Kummetz (mas)
Revisão: Roselaine Wandscheer

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