1933: ″King Kong″ estreia nos cinemas | Fatos que marcaram o dia | DW | 02.03.2020
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Calendário histórico

1933: "King Kong" estreia nos cinemas

Em 2 de março de 1933 estreava nos EUA o filme do gigantesco gorila, que virou grande sucesso do cinema de horror. Era a história de King Kong, que consegue se libertar do cativeiro depois de ser levado para Nova York.

Cena de King Kong, de 1933

Cena de "King Kong", de 1933

King Kong narra a história de uma equipe de filmagem que viaja a uma ilha dos mares do Sul para documentar os misteriosos gorilas gigantes. O monstro e outros animais pré-históricos vivem numa metade da ilha, enquanto a outra é habitada por uma tribo que idolatra King Kong como um deus e lhe oferece sacrifícios humanos.

Na Alemanha, o filme chamou-se King Kong e a mulher branca, em referência à paixão do enorme gorila por Ann Darrow, a bela da expedição. O grupo consegue dominar o animal e acorrentá-lo para o transporte de navio até Nova York. Porém, muito mais forte do que as insignificantes correntes de metal, King Kong consegue se libertar, rapta a mulher que o fascina e provoca o maior caos na selva urbana.

Final trágico e inesquecível

O final é trágico. Quem já não viu a famosa cena do gigantesco gorila agarrado ao Empire State Building, segurando sua amada na palma da mão e sendo bombardeado por aviões de caça de todos os lados? Por fim, cai morto, não sem antes deixar a amada sã e salva num parapeito do arranha-céu. O epílogo é tão marcante que a atriz principal do filme, a canadense Fay Wray, destacou em suas memórias que ficou impressionada com o seu contexto erótico.

Além de Wray, então com 25 anos, atuaram ainda no filme Robert Armstrong, Bruce Cabot, Frank Reicher, Sam Hardy, Noble Johnson e James Flavin. A direção foi de Merian Cooper e Ernest Schoedsack, com destaque também para a música de Max Steiner.

A primeira versão desse argumento baseado na história de Merian C. Cooper e Edgar Wallace foi pioneira na criação e no uso de efeitos especiais. A técnica de Willis O'Brien convence ainda hoje, apesar da evolução tecnológica.

Ao comentar o significado de King Kong, o crítico Georg Seesslen escreveu em sua Mitologia do filme de horror: "Antes de ser corrompido pelo ser humano, o enorme macaco Kong é apenas parte da natureza. Só depois de ser retirado do seu meio, vira um monstro. Ao final, é o amante desprezado; o selvagem que não consegue se articular e que se torna vítima de sua paixão." Moral da história: não foram os tiros mortais dos aviões que mataram o rei Kong, e sim o amor.

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