1925: Kai-shek no poder | Fatos que marcaram o dia | DW | 20.03.2018
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Calendário Histórico

1925: Kai-shek no poder

Em 20 de março de 1925, o general Chiang Kai-shek assume liderança do revolucionário Partido Nacionalista chinês (Kuomintang).

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Chiang Kai-Shek (c) em foto de 1943

Uma visita da seleção norte-americana de tênis de mesa à República Popular da China marcou um dos piores anos do então líder taiwanês Chiang Kai-shek. Os esportistas foram recebidos entusiasticamente pelo primeiro-ministro comunista. Apesar da insignificância esportiva, a ocasião foi instrumentalizada pelos políticos. A nova política para a Ásia iniciada pelo presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, em 1971, vinha ao encontro de Pequim, em detrimento de Kai-shek.

Este nascera em 31 de outubro de 1887, na província de Chekiang. O nome de batismo deste filho de agricultores era Chiang Chung Cheng. Aos 15 anos foi casado pela família com uma garota rica. Isso lhe deu a segurança financeira para cursar uma escola de cadetes no Japão. Desde cedo inspirou-se em Sun Yat-sen, uma figura que ajudou a escrever a história da China.

Sun Yat-sen foi o pai do movimento Kuomintang, que baniu os imperadores da dinastia Manchu em 1911. Em 1900, o médico havia criado o Partido Nacionalista, em oposição à monarquia e à hegemonia estrangeira. Apoiado por militares nacionalistas, havia sido proclamado presidente provisório em 1911.

Liderança do partido

O jovem oficial Kai-shek ascendeu rapidamente. Foi ministro no primeiro gabinete de Yat-sen e conseguiu libertar o norte da China dos déspotas locais. Depois da morte inesperada de Yat-sen, no dia 20 de março de 1925, Kai-shek assumiu a liderança do Partido Nacionalista, que se aliou ao Partido Comunista Chinês (criado em 1922) contra os senhores feudais do norte do país.

Em abril de 1927, aconteceu a ruptura com os correligionários de Mao Tse Tung, depois de uma insurreição operária reprimida com violência. A partir daí, o Kuomintang tornou-se rigorosamente anticomunista. Mesmo assim, os seguidores de Mao conseguiram se organizar, reunindo um contingente de 90 mil homens que participaram da Grande Marcha de 10 mil quilômetros (1934 a 1935), que lhes deu uma dimensão quase mítica e desembocou na Revolução, de 1949.

Em 1948, Kai-shek havia sido eleito o presidente. Desta maneira, o "generalíssimo", como se intitulava, permaneceu na chefia do Estado de 1925 a 1949. Foram tempos de conflitos internos, guerras com o Japão e a Segunda Guerra Mundial. Em 1937, chegou a ser escolhido "homem do ano" pela revista Time .

Trabalho em duas linhas

Kai-shek não conseguiu controlar a tradicional corrupção e o nepotismo chineses. Enquanto Mao havia reconhecido que a solução dos problemas dependia da redistribuição das terras, Chiang resolveu aliar-se à aristocracia feudal. Desde o começo de seu governo, combateu em duas linhas de frente: contra o inimigo externo, o Japão, e o interno, Mao. Isto distanciou Kai-shek da realidade no país e dos problemas cotidianos de seu povo.

A maior derrota militar de Kai-shek, em 1949, foi uma consequência lógica deste distanciamento. Quando seus soldados perderam para os de Mao, depois de dois anos de luta, Kai-shek e dois milhões de correligionários fugiram para a ilha de Formosa, hoje Taiwan. Protegida por tropas norte-americanas e fortalecida por alguns milhões de dólares dos Estados Unidos, a ilha prosperou e se desenvolveu sob o governo de Kai-shek.

Já idoso, foi confrontado com a visita do fervoroso anticomunista Richard Nixon a Mao em Pequim. Chiang Kai-shek morreu no dia 5 de abril de 1975, com 87 anos de idade. Muitos historiadores o consideram um dos principais derrotados na história da humanidade.

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