1874: Estreava ″O Morcego″, obra-prima de Strauss | Fatos que marcaram o dia | DW | 05.04.2019
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Calendário Histórico

1874: Estreava "O Morcego", obra-prima de Strauss

Em 5 de abril de 1874, "Die Fledermaus" (O Morcego) estreou em Viena. A obra-prima de Johann Strauss Filho recebeu muitos elogios pela música, mas precisou do sucesso no exterior para ser reconhecida no próprio país.

Estátua de Strauss Filho em Viena

Homenagem a Strauss Filho em Viena

Johann Strauss Filho compôs O Morcego para grande orquestra. Os instrumentos de corda serviram de base, sopro e percussão acentuaram momentos importantes.

Die Fledermaus, nome original da opereta de Johann Strauss Filho, foi composta com libreto de Carl Haffner e Richard Genée, com base no vaudeville francês Le Réveillon. A opereta reúne música, balé e entretenimento.

A história acontece durante uma festa de réveillon e apresenta os disparates do burguês Eisenstein nas mãos do diretor de teatro, senhor Falke. Este prepara uma vingança contra Eisenstein, que o deixou certa vez em situação ridícula: vestido de morcego, bêbado, na rua, ao fim de uma festa à fantasia.

Johann Strauss (Filho) em foto de 1868

Johann Strauss (Filho) em foto de 1868

Sucessão de mal-entendidos

Numa trama de acontecimentos, Falke, fantasiado de morcego, joga habilmente com a vaidade de todos. Eisenstein e sua esposa, Rosalinde, enfrentam uma sucessão de trapalhadas e aventuras.

No primeiro ato, Eisenstein está para ser preso por desacato a autoridade e passa em casa para se vestir, antes de ir para a cadeia. Mas, escondido de Rosalinde, desvia o caminho e comparece à festa do príncipe Orlofsky. A empregada de ambos, Adele, também havia sido convidada. E Rosalinde acaba seguindo para a mesma festa, depois de colocar na prisão, no lugar do marido, um admirador que a persegue.

No segundo ato, todos estão disfarçados – são falsos nobres franceses, condessas húngaras falsificadas ou vedetes de can-can. Sem saber de quem se trata, Eisenstein faz corte à própria esposa.

A vingança final

O terceiro ato abre-se na prisão, onde Alfred, admirador de Rosalinde, está preso no lugar de Eisenstein. Todos vão para lá e assim se desenreda finalmente desenredar a trama armada pelo "morcego", em sua vingança final.

Embora a repercussão entre o público tenha sido grande, a crítica reclamou dos diálogos banais dos personagens. Mesmo assim, no ano da estréia, a opereta foi apresentada 58 vezes no teatro em Viena. Só depois dos êxitos em Berlim e em Paris, O Morcego foi reconhecido na Áustria.

Com esta opereta, Strauss Filho atingiu o apogeu de seu trabalho. Compunha um sucesso novo praticamente a cada semana, fosse valsa, mazurca ou polca. O rei da valsa e mestre do compasso ternário foi um astro da música na segunda metade do século 19.

A partir de O morcego, Strauss Filho passou a ser tanto compositor e regente dos animados bailes vienenses, quanto autor de inúmeras operetas de sucesso nos teatros da cidade.

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