Índia bate novos recordes de mortes e casos diários de covid-19 | Notícias internacionais e análises | DW | 06.05.2021

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Coronavírus

Índia bate novos recordes de mortes e casos diários de covid-19

País registra quase 4 mil óbitos e mais de 412 mil novos casos em 24 horas. Especialista do governo alerta que uma terceira onda do coronavírus no país é inevitável.

Indianos sendo vacinados

Índia tenta agilizar vacinação de adultos, mas esbarra na falta de matéria-prima

Nesta quinta-feira (06/05), as autoridades sanitárias indianas computaram um recorde de mortes, com 3.980 óbitos relacionados à covid-19 em um dia, além de um recorde mundial de infecções diárias pelo coronavírus, com 412.262 nas últimas 24 horas.

O país respondeu por 49% dos casos e 28% das mortes registradas no mundo nas últimas 24 horas, conforme estatísticas do Our World in Data, projeto ligado à Universidade de Oxford.

Em meio a seguidos recordes no número de mortes e infecções e o colapso dos hospitais, o principal assessor científico do governo da Índia alertou que o país inevitavelmente enfrentará novas ondas do coronavírus.

O assessor disse que mesmo quando os números diminuírem, o país deve estar pronto para uma terceira onda da pandemia. "A fase 3 é inevitável, dados os altos níveis de vírus circulando", disse K. Vijay Raghavan durante entrevista coletiva. "Mas não está claro em que prazo essa fase 3 ocorrerá. Devemos nos preparar para novas ondas."

Ele também elogiou a eficácia de vacinas contra novas variantes, como a descoberta no Reino Unido e a chamada variante indiana, mas alertou que a vigilância e as atualizações das vacinas são necessárias conforme o vírus sofre mutações.

Críticas ao governo

A segunda onda de coronavírus na Índia provocou um colapso no sistema de saúde, com hospitais relatando falta de leitos, oxigênio medicinal e suprimentos. Necrotérios e crematórios não estão conseguindo suportar a demanda, enquanto pessoas morrem em ambulâncias e estacionamentos à espera de uma vaga em hospital ou de oxigênio.

Enquanto o governo enfrenta crescentes críticas por sua gestão da pandemia, os partidos de oposição pedem um bloqueio mais rígido em todo o país para conter a disseminação do vírus.

Apesar dos apelos por restrições mais severas, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, mostrou relutância em declarar um bloqueio nacional, temendo possíveis repercussões na economia em crise.

No entanto, vários estados continuaram a impor restrições rígidas à medida que a última onda do vírus colocava castiga a infraestrutura sanitária do país. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Índia foi responsável por quase metade dos casos covid-19 registrados em todo o mundo na semana passada. Especialistas médicos acreditam que ser provável que um grande número de casos não sejam registrados.

Vacinação em massa

Na semana passada, a Índia iniciou uma campanha de vacinação em massa para inocular todos os cidadãos maiores de 18 anos. No entanto, as vacinações diárias contra covid-19 caíram drasticamente de um recorde histórico alcançado no início de abril, pois as empresas locais lutam para aumentar o fornecimento e as importações são limitadas.

O país intensificou o contato com fabricantes de vacinas estrangeiros Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson para tentar acesso aos imunizantes dessas farmacêuticas.

A Índia também é um dos países que reivindicam a suspensão de patentes relacionadas às vacinas contra o coronavírus, para ajudar a acelerar a produção de vacinas.

A proposta recebeu um grande impulso nesta quarta-feira, quando a embaixadora de Comércio dos EUA, Katherine Tai, anunciou que os EUA apoiariam a ideia, citando "circunstâncias extraordinárias". A questão foi abordada pela primeira vez na Organização Mundial do Comércio, que agendou novas negociações sobre a proposta nesta quinta-feira.

md/lf (Reutes, AP)

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