UNITA convoca manifestação por eleições justas em Angola | Angola | DW | 21.08.2012

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Angola

UNITA convoca manifestação por eleições justas em Angola

Adriano Sapinala, 35 anos, é uma das figuras de topo da UNITA e ministro do governo sombra para o combate à pobreza. Em entrevista à DW explica o que motiva a manifestação agendada para sábado.

Adriano Sapinala (angolanisch Politiker der UNITA) Bild: Luanda, in 2012

Adriano Sapinala

DW: Porquê a realização de uma manifestação no dia 25 de agosto?

Adriano Sapinala: Esta manifestação surge por causa de várias irregularidades que temos estado a notar durante a preparação do processo eleitoral e a UNITA que é partido que defende que em Angola se realizem eleições livres, transparente e sobretudo nos marcos da lei vem com esta manifestação denunciar tudo o que tem estado a ser feito pela CNE como violação do pacote legislativo eleitoral. A CNE tinha de divulgar os cadernos eleitorais nas assembléias de voto, infelizmente não fez isso no período em que a lei manda. Este é mais um motivo que levou à convocação da manifestação para 25 de agosto.

DW: Há quem advogue que seria melhor dialogar do que convocar manifestações até porque existem elementos da UNITA na CNE, como comenta essa posição?

AS: Acho que o diálogo é sempre o melhor caminho, mas infelizmente Angola acostumou-nos a esse cenário de que dialoga-se mas na altura de concretizar as coisas fazem-se de forma diferente da que se debateu. Não há nada de estranho em sair para a rua numa manifestação até porque é um direito de qualquer cidadão angolano. Quanto à composição da CNE eu devo realçar que temos uma CNE que dificilmente reflete a posição dos membros da UNITA porque quando chega o momento de votar o que quer que seja os membros da UNITA são sempre vencidos pelo voto dos membros do MPLA que são em número superior.

DW: Não teme confrontos com o partido no poder (MPLA) por este ter anunciado que vai convocar uma contra-manifestação ?

AS: Em meu entender essa contra-manifestação tem tendências provocatórias. O MPLA não pode simplesmente convocar uma contra-manifestação porque a UNITA se vai manifestar. Isso traz à superfície que o MPLA quer optar por confusões. Eu não temo, porém apelaria à civilidade e à capacidade de poder viver-se na diferença. A democracia não pode estar exclusivamente no papel, é preciso que a democracia seja exercida e o exercício da democracia passa pelo respeito daquilo que é o direito dos outros

Autor: António Cascais
Edição: Helena Ferro de Gouveia/ António Rocha

Ouvir o áudio 03:34

UNITA convoca manifestação por eleições justas em Angola

Leia mais