Ucrânia: Rússia está a ″reduzir Mariupol a pó″ | NOTÍCIAS | DW | 28.03.2022

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NOTÍCIAS

Ucrânia: Rússia está a "reduzir Mariupol a pó"

"A situação humanitária é catastrófica", alertou o Ministério ucraniano dos Negócios Estrangeiros, na véspera de mais uma ronda negocial entre Kiev e Moscovo. "Neutralidade" da Ucrânia está a ser estudada, diz Zelensky.

"Enquanto Mariupol é sitiada e bombardeada, as pessoas lutam para sobreviver. A situação humanitária na cidade é catastrófica. As Forças Armadas russas estão a transformar a cidade em pó", escreve o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, na rede social Twitter, esta segunda-feira (28.03).

Cerca de 170 mil civis estão encurralados na cidade, sem acesso a alimentação adequada, água ou medicamentos. França, Turquia e Grécia estão a trabalhar numa "operação humanitária" para evacuar os residentes da cidade portuária devastada pelas forças russas, anunciou o Presidente francês, Emmanuel Macron.

As sirenes de ataque aéreo voltaram a soar esta madrugada em várias cidades ucranianas e foram noticiadas explosões em Lutsk, Rivne, Kharkiv, Jitomir e na capital, Kiev. A administração militar de Volyn informou que mísseis russos atingiram um depósito de petróleo, segundo o "The Kiev Independent".

"Mais uma vez, ataques com mísseis em Lutsk, Kharkiv, Jitomir e Rivne. Mais um dia, mais ataques. Mariupol sob bombardeamento. Os russos já não têm língua, humanismo, civilização. Apenas foguetes e bombas", escreveu o conselheiro presidencial ucraniano Mikhailo Podoliak no Twitter.

Nova ronda de negociações

Horas antes de começar mais uma ronda negocial entre a Ucrânia e a Rússia, que deverá decorrer entre esta segunda e quarta-feira na Turquia, com vista a pôr termo à guerra na Europa, o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky deixou claro que não vai negociar a desmilitarização da Ucrânia. Kiev, sublinhou, está "indisponível para negociar caso em cima da mesa estejam temas como a desmilitarização ou a desnazificação. Simplesmente não entendo estas coisas".

Zelensky proferiu estas declarações numa entrevista por videoconferência, que se prolongou por mais de hora e meia, com os jornalistas russos independentes. Os órgãos desses jornalistas foram bloqueados imediatamente na Rússia e os que participaram na entrevista serão investigados, garante o Governo de Vladimir Putin. 

Na mesma entrevista, Zelensky disse que a questão da "neutralidade" da Ucrânia, um dos pontos centrais das negociações com a Rússia para terminar o conflito, está a ser estudada: "Estamos dispostos a aceitar as garantias de segurança e neutralidade, estatuto não-nuclear do nosso Estado. Este é o ponto mais importante. Foi o ponto principal para a Federação Russa, tanto quanto me lembro, e, se bem me lembro, foi por isso que eles começaram a guerra".

O chefe de Estado também admitiu que será "impossível" expulsar a Rússia de todo o território ucraniano.

Ukraine-Konflikt - Selenskyj in Kiew

Volodymyr Zelensky

Mudança de regime na Rússia "não é o objetivo da NATO"

Na Alemanha, o chanceler Olaf Scholz negou no domingo que a NATO tenha como objetivo a mudança de regime na Rússia, numa entrevista à emissora alemã ARD. "Esse não é o objetivo da NATO, e certamente também não é o objetivo do Presidente dos EUA", disse Scholz. Scholz reagiu às declarações do líder norte-americano, Joe Biden, no sábado, quando afirmou que o Presidente russo, Vladimir Putin, "não pode permanecer no poder", o que foi interpretado como uma mudança drástica na política externa dos EUA.

A Casa Branca procurou mais tarde esclarecer que as observações não eram um apelo direto à destituição de Putin, mas sim que "Putin não pode ser autorizado a exercer poder sobre os seus vizinhos ou sobre a região".

Já o Presidente Frank-Walter Steinmeier advertiu os alemães para tempos difíceis e afirmou que as consequências económicas da invasão russa só agora começaram: "A consequência da guerra provocada pela invasão russa à Ucrânia é brutal, vai contra o princípio do direito internacional e é desumana. Há uma luta corajosa e amarga do povo ucraniano pela liberdade e autodeterminação. É cruel esta guerra, com mortos, feridos e a destruição cada vez mais cega. Também com ataques direcionados contra a população civil"

Entretanto, o regulador russo dos meios de comunicação social, Roskomnadzor, bloqueou o acesso à página na Internet do jornal alemão Bild na Rússia, noticiou a agência Interfax. A página foi bloqueada a pedido do Gabinete do Procurador-Geral no sábado.

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